Saturday, April 3, 2010

Calendário das Próximas Aulas

Próximas aulas:

06/04 – Games e Mobilidade (Luiz Adolfo)
08/04 – Jornalismos e Internet (Firmino)
13/04 – não há aula
15/04 – não há aula

Avisem aos colegas.

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Monday, March 29, 2010

Grupos Temáticos - Com 104 - 2010

Esse ano estamos experimentando um novo formato da disciplina.

Os alunos trabalham em grupo e cada grupo discute, ao longo do semestre, uma temática específica. Essa discussão se dá não mais nesse blog coletivo, mas nos blogs dos respectivos grupos criados para esse fim. Assim, elenco abaixo as temáticas e os blogs dos grupos de trabalho. As atualizações dos blogs podem ser acompanhadas pelo Twitter, pela hashtag #com104

Grupos Temáticos.

Ciberarte - http://ciberartis.blogspot.com/

Cidade Digital - http://urbisdigitalis.blogspot.com/

Cyberbullying - http://discutindociberbullying.blogspot.com/

Games - http://startingame.wordpress.com/

Inclusão Digital - http://www.infoincluso.blogspot.com/

Jornalismo Online - http://furonarede.blogspot.com/

Música e Cibercultura - http://cyber-sons.blogspot.com/

Publicidade e Marketing Digitais - http://pubdigitall.blogspot.com/

Redes Sociais - http://sociedadesvirtuais4.blogspot.com/

Tecnologias e Mobilidade - http://tec-movel.blogspot.com/

Vigilância - http://ciberpanoptico.blogspot.com/

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Friday, March 26, 2010

O Futuro do Twitter


Desde a popularização e disseminação do twitter pelo mundo, sempre fazemos a mesma pergunta: Qual a ferramenta que os fundadores do microblog irão utilizar para gerar receita? Sem dúvida a resposta é a publicidade digital. Mas qual será o modelo utilizado e se, interferirá de alguma forma na relação dos usuários com o serviço de microblog, é a questão da vez. Em entrevista à Tv Americana (Via Uol tecnologia), Biz Stone, co-fundador do twitter, declarou que o modelo para geração de receitas no microblog poderá entrar em vigor ainda esse mês. O jeito agora, é esperar e continuar especulando sobre as ferramentas de publicidade que serão utilizadas, não prejudicando usabilidade do serviço como também, a própria interface gráfica do twitter (atualmente a mais "limpa" das redes sociais on-line).

Wednesday, December 9, 2009

MEDIAS FINAIS

Prezados (as) Alunos (as).

Segue abaixo a média final dos grupos, indicando aqueles que irão para a prova final.

A PROVA FINAL SERÁ NO DIA 15 ÀS 9H NO LOCAL DA AULA.

ASSUNTO - Todo o conteúdo da disciplina e os textos debatidos em sala de aula.

A média final assim determinada:

1a. nota - média simples da soma da nota do trabalho final e da memória (peso 8).
2a. nota - participação no blog com postagens voluntárias e as resenhas solicitadas (peso 2).

Média Final - Média ponderada das notas 1 e 2.

RESULTADO FINAL

GRUPO 1.1 - 6,5 - PROVA FINAL
GRUPO 1.2 - 4,6 - PROVA FINAL
GRUPO 2 - 9,2
GRUPO 3 - 8,5
GRUPO 4 - 8,6
GRUPO 5 - 7,7
GRUPO 6 - 7,9
GRUPO 7 - 9,6
GRUPO 8 - 9,4
GRUPO 9 - 8,4
GRUPO 10 - 7,8

Os alunos que não submeteram trabalhos e não participaram do blog da disciplina estão reprovados (alunos que não estão em nenhum dos grupos acima arrolados).

BOA PROVA E BOAS FÉRIAS!

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Monday, December 7, 2009

JORNALISMO NA ERA DAS NOVAS MÍDIAS

O jornalismo tem passado por muitas transformações nos dias de hoje. O modo de produzir, editar e difundir/exibir a notícia mudou a partir da introdução de novas tecnologias no cotidiano do jornalista. São exemplos delas a câmera digital portátil, o celular e o netbook. Estes novos meios, aliados à conexão com a internet, possibilitam que o repórter produza, edite e transmita uma matéria em mobilidade. A notícia ficou mais rápida e acessível, e o jornalista hoje deve ser um profissional multitarefa, sabendo operar os diversos dispositivos comunicacionais. Muitos não sentem necessidade sequer de trabalhar numa redação “física” e fechada, produzindo a notícia de onde ela ocorre e quando ela ocorre, fazendo uso, inclusive, de algumas mídias sociais na web para informar seus leitores. As vantagens deste novo paradigma são a mobilidade, a rapidez e a facilidade, por exemplo, na edição da notícia. Mas ele também acarreta numa desvantagem perigosa: o jornalista multitarefa muitas vezes tem a necessidade de realizar mais de um trabalho ao mesmo tempo, como filmar uma cena com o celular e escrever a matéria no netbook, o que provavelmente acarreta numa perda de qualidade da matéria de da sensibilidade jornalística. A respeito disso, Fernando Firmino da Silva escreve:

As conexões sem fio e os dispositivos móveis disponíveis atualmente atendem de forma plena a essa estrutura de produção jornalística móvel. Denomino essa estrutura de ambiente móvel de produção, por se caracterizar pela interface entre o espaço urbano e o espaço virtual a partir da conexão permanente (online) com o ciberespaço. Essas condições favorecem a exploração de bancos de dados visando a apuração, a construção de reportagem e a edição de material jornalístico em mobilidade. [...]

Outras questões relativas a esse processo que se desenvolve na combinação jornalismo, tecnologias móveis e mobilidade é o impacto sobre as rotinas produtivas dos jornalistas. Há uma nítida convergência de funções. A pauta, a foto, a pesquisa, a edição e publicação da notícia pode se concentrar num único profissional: o repórter móvel, que agora absorve uma série de atividades que antes (ou ainda) se distribuía entre pauteiros, fotógrafos, editores. Outro aspecto é que o dead line desaparece. A noção do tempo para o fechamento da matéria é o tempo real. Alterações nas rotinas produtivas, convergências de funções jornalísticas, adoção do tempo real como dead line são questões que devem ser mais bem estudadas nesse novo âmbito, pois se referem à qualidade da notícia produzida (se melhora ou piora), à qualidade de vida do profissional (se o nível de estresse aumenta ou diminui) e, principalmente, ao perfil de um novo profissional de jornalismo que lida com alta tecnologia móvel digital, novos processos de produção e uma forma diferente de percepção do espaço e do tempo.

Este projeto, em vídeo, pretende abordar esse tema, trazendo informações a respeito do jornalismo móvel e as novas mídias, com entrevistas feitas a jornalistas, estudiosos e usuários das novas tecnologias de comunicação. O vídeo aborda o modo como os dispositivos atuais mudaram a maneira de fazer jornalismo de se comunicar com outras pessoas, além da questão crucial da web 2.0, onde qualquer um pode ser produtor e difusor de informação, com baixo custo e conexão com a internet.

Para ilustrar esta situação, fizemos um vídeo para o trabalho final da matéria.

Grupo 10.

Games: comunicação, extensão e pontencialização da vida!

WWW.JOGOELETRONICO.WORDPRESS.COM

Nessa grande reportagem (com vídeos, fotos, textos, links e downloads) investigamos o universo de relações sociais dos games.

O jogo eletrônico não somente é um novo meio de comunicação ou espaço social, ele também profissionalizou jogadores (tornande-se mundo do trabalho para estes), é espaço de catarse e ambiente para promover educação formal.

Assista vídeo sobre uma LanHouse na periferia da cidade, vídeo com pesquisadores especialistas e confira entrevistas:
-com um avatar
-com uma psicóloga
-frequentadores de uma LanHouse de classe a

WWW.JOGOELETRONICO.WORDPRESS.COM

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Sunday, December 6, 2009

Idosos e as novas tecnologias

A população brasileira está envelhecendo cada vez mais. A terceira idade apresenta-se agora como uma parcela atuante da sociedade. Para atender as necessidades desse público, surgem as Universidades para a terceira idade. Em Salvador, um dos exemplos é a Uati (Universidade Aberta à Terceira Idade) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
Através da disciplina Oficina de informática, a Uati possibilita aos alunos da terceira idade uma aproximação com o computador e com a internet. Através destas aulas, idosos que antes não tinham nenhum contato com o computador passam a interagir no mundo web e ao ter novas perspectivas. O acesso cada vez maior deles na internet faz com que a sociabilidade entre eles aumente. Ao mandar e receber e-mails, eles entram em contato com parentes e amigos que anteriormente eles não conseguiam falar.
As limitações físicas (problemas visuais, físicos e etc.) dos idosos não limitam o seu acesso na internet. Embora a quantidade de tempo disposto na frente do computador não seja muito grande, na maioria das vezes não ultrapassa uma hora, eles mostram vontade em estar conectado com o mundo. A atualização com as notícias, o conato com parentes é o que mais atrai a terceira idade para o uso da internet. Eles querem saber dos acontecimentos atuais e desejam também participar das novidades para não ficarem para trás. O discurso dos alunos da Uati gira muito em torno da importância desta constante atualização para própria auto-estima. Conectados a internet, os idosos se sentem inserido neste mundo complexo e permeado pelas novas tecnologias.
O resultado do nosso trabalho foi a produção de um vídeo. Confira!!

Grupo 4

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Reflexões - Parte II

Aproveitando um pouco as férias por antecipação (já que ainda não tivemos notas tanto nesta quanto nas demais disciplinas), andei olhando anotações antigas e os livros que gosto e, em certo sentido, sinto-me flanando em minhas próprias memórias, tanto de quando li tais livros ou trechos, quanto do que eles me fizeram pensar. Afirmo que passear pelas memórias através de coisas materiais é flanar porque essa experiência não é uma mera repetição daquela de outrora. Vejo sempre algo mais, uma coisa nova revestida por um ângulo que, na época do ocorrido, não era capaz de ver. E este princípio filosófico de tão simplório (que vem de Heráclito, fundador da dialética) a mim mais parece revelador.

Ao deparar-me com a frase "A explicação é um erro bem-vestido", do escritor argentino Julio Cortázar, lembrei-me de quando li o livro que a contém - "O Jogo da Amarelinha", clássico (moderno) desse autor. Àquela época, esperava ainda o início das aulas do primeiro semestre da FACOM e tudo o que sabia de comunicação era relativo (mas eu não fazia idéia disso) à teoria matemática da comunicação. Emissor, receptor, canal, ruído - são esses os conceitos e a idéia de comunicação que temos (quando temos) no ensino médio brasileiro. Logo no primeiro semestre, uma revelação: o erro faz parte. A explicação, ora! é um erro bem vestido. Não há ruído entre seres humanos, porque a idéia de ruído supõe que a comunicação prevaleça ou deva prevalecer - o que não acontece. Você tenta se fazer entender, mas aquilo parte de uma sucessão de incompreensões e diferenças, como lembrei, no meu último post, através de um texto de Philip Roth. Mas a isso ainda persistem uma série de dúvidas, como acredito que esteja perceptível ainda nesse texto.

E por que escrevo tudo isto, se ainda não encontrei caminhos naquelas mesmas dúvidas? Encontrei hoje outro trecho de Julio Cortázar, do mesmo livro. Não consigo me lembrar por que separei esse trecho, em especial, mas encontrá-lo complementa aquelas idéias anteriores:

"Você fala de nos entendermos, mas no fundo se dá conta de que eu também gostaria de me entender com você, e você quer dizer muito mais do que a sua própria pessoa. Conformamo-nos com muito pouco. Quando os amigos se entendem bem entre si, quando os amantes se entendem bem entre si, quando as famílias se entendem bem entre si, então acreditamos estar em harmonia. Engano puro, espelho para cotovias. Às vezes sinto que entre dois seres que quebram a cara um do outro com bofetões há muito mais entendimento do que entre os que estão olhando de fora."

O texto remete a algumas coisas interessantes, como a certeza mútua que deveríamos ter de que buscamos nos entender. Não estou certo de que estejamos conscientes dessa busca coletiva, mas talvez "no fundo" nos demos conta disto. E por que não temos essa convicção completa? Por que não conseguimos nos entender? "Contentamo-nos com muito pouco". Contentamo-nos com um entendimento superficial das coisas, na maioria das vezes. Contentamo-nos, muitas vezes, com uma explicação hermética dada por professores. Contentamo-nos com a passividade de uma aula explicativa (e a explicação, mais um vez, seria um erro bem-vestido, desses muito elegantes), sem, no fundo, buscar entender ao fundo o que é aquilo. É a isso que, no meio acadêmico, entendo por harmonia e vejo, particularmente, de forma negativa. E, no entanto, confesso: não é à toa que coloco esse texto no plural ("contentamo-nos")...

Pesa o fato de que, para a comunicação em seu estágio mais amplo, a harmonia não ajuda em nada. É o choque, o conflito: isso que buscamos. É por isso que entre dois que discutem há mais entendimento que entre os passivos. É por isso que as coisas deveriam ser ditas, tanto em família, quanto entre amantes ou... na sala de aula.

Porém, mais uma vez, prevalece, para mim, o "ir vivendo do jeito que der", de Philip Roth. Não somos perfeitos. Não conseguimos fazer o que queremos, muito menos aquilo que esperam de nós. E todo esse discurso que aqui me parece quase uma auto-ajuda, um discurso fajuto como Paulo Coelho e companhia, só serve para dizer o seguinte: mal ou bem, vamos vivendo nessa faculdade, tentando entender as matérias e cumprir o esperado. Bem ou mal, chegamos até aqui e a maioria provavelmente passará sem sobressaltos esse estágio...

Mas tudo isso não passa, afinal, de um erro bem-vestido. Sufocado em palavras de uma pessoa feita de palavras (como todas as outras). Enfim, isso tudo é só um adeus. À disciplina, mas não àquelas dúvidas, não à reflexão.


Grupo 8

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Saturday, December 5, 2009

Jornalismo participativo e hiperlocal na UFBA

Como afirma o professor André Lemos, a sociedade da informação passa por uma fase em que novos parâmetros estão começando a ser estabelecidos. A liberação do pólo emissor trouxe de volta (e ampliou) a conversação através de redes complexas, e possibilitou que mídias de funções pós-massivas ganhassem espaço: blogs dão furos, pessoas dão notícias em primeira mão através de redes sociais, como o Twitter. Pessoas "comuns" produzem conteúdo - conforme o modelo read and write. Neste contexto, informações relacionadas a localidades, bastante específicas, denominadas "hiperlocais", ganham maior relevância. Esta importância se dá pelo fato de que, geralmente, elas são produzidas exatamente por quem não é jornalista e, tradicionalmente, fazia parte do público ao qual os meios de comunicação se dirigiam. O jornalismo caminha para uma nova fase.



Identificando este cenário, criamos um projeto que envolvia três canais de comunicação baseado em informação sobre a UFBA. Para ampliar as possibilidades para que alunos, professores, funcionários e colaboradores das diversas unidades da UFBA pudessem ser emissores de informações, criamos o blog Diz Aí, UFBA, para a publicação de textos produzidos por nós mesmos e por colaboradores. Através do nosso Twitter (@dizaiufba), atuávamos divulgando notícias de eventos e sites vinculados à UFBA, bem como acontecimentos de noticiabilidade, que vivenciávamos na própria Facom ou linkávamos postagens do nosso blog. O orkut servia também como uma ferramenta de contato direto com a comunidade da UFBA. A expectativa, portanto, era que notícias, anúncios de eventos realizados pelos/para os alunos da UFBA e denúncias das escolas/faculdades que compõem a instituição alimentassem essa ferramenta.

Apesar de a disciplina ter acabado, o projeto continua aberto para colaboração. Participe, através do Twitter, do orkut ou então envie textos e/ou sugira pautas através do e-mail dizaiufba@gmail.com.

Para ler o artigo escrito pelo grupo, discutindo mais longamente este panorama, clique aqui.

Grupo 8

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Friday, December 4, 2009

DA LETRA AO BIT

Olá!

Encontramos um pouco de dificuldade para postar o vídeo por ser muito grande e pesado. No youtube não foi possível , por isso postamos no Rapid Share. Dividimos em três partes :

http://rapidshare.com/files/316366942/daletraaobitPARTE1.wmv
http://rapidshare.com/files/316376266/DALETRAAOBITPARTE2.wmv
http://rapidshare.com/files/316379672/DALETRAAOBITPARTE3.wmv

Vide memória já postada.

Grupo 5

Existe uma dimensão estética nos jogos eletrônicos digitais contemporâneos?*

*Este texto foi postado originalmente no blog http://www.comtecjogos.blogspot.com/ dos estudantes do grupo 9 sobre os vídeos games (vale a pena conferir no link!) e é um resumo do artigo acadêmico “Arte e jogos eletrônicos: Uma introdução ao conceito de estética aplicado ao jogar digital”, de autoria de Fabrizio Augusto POLTRONIERI, doutorando em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e professor no curso de Design de Games da Universidade Anhembi Morumbi.
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O artigo de Fabrizio Augusto POLTRONIERI, doutorando em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e professor no curso de Design de Games da Universidade Anhembi Morumbi, cujo título é “Arte e jogos eletrônicos: Uma introdução ao conceito de estética aplicado ao jogar digital” tece comentários acerca da dimensão plástica e narrativa do vídeos games eletrônicos digitais modernos. Segundo o autor, há uma intricada e complexa estrutura subjacente aos jogos que poderiam ser melhor compreendida se se aplicar os pensamentos desenvolvidos dentro do campo acadêmico da estética ou filosofia das artes. Assim: “Enquanto tais segmentos de pesquisa avançam na tentativa de conceder legibilidade aos intrincados e contemporâneos fenômenos que são representados pelos jogos digitais, as pesquisas sobre o valor estético destes ainda encontram-se no terreno do senso comum.” Constituir-se-ão, então, os jogos eletrônicos, os vídeos games, em novas formas de arte contemporâneas? Para POLTRONIERI, sim! E quais seriam, dessa forma, as características em comum existentes entre a arte e os games atuais que levam o autor citado a pensar em uma possível relação entre esses dois elementos presentes nas sociedades contemporâneas? Para ele, assim como a arte, os jogos eletrônicos constituem novas linguagens, novas formas de narrar pós-moderna, criadora de realidades ficcionais. Ou, nas palavras do próprio autor: “Entretanto, por ser linguagem (os jogos, a arte, grifo nosso) já há um afastamento inexorável, que deve ser percebido, do real.” A partir daí POLTRONIERI traça uma caminhada genealógica ou histórica através da evolução e desenvolvimento do pensamento acerca das artes, da estética, e da relação que há entre eles elementos e as sociedades humanas. Assim, ele afirma que uma questão urgente sobre a qual os pesquisadores em comunicação social, particularmente aqueles que focam na tecnologia, devem debruçar-se é aquela da tentativa de apontar alguns caminhos para futuras teorias a respeito de uma possível estética dos jogos digitais. Para POLTRONIERI, os games seriam arte porque informam, no sentido utilizado por FLUSSER, o mundo, criando realidades, da mesma maneira que a arte age sobre a sociedade para Aristóteles. Ou, segundo o autor por ele mesmo: “Observamos que a linguagem não determina o real, não podendo, por conseqüência lógica, dar forma a algo que não seja apenas ficção, como a arte ou os jogos digitais.” Além, os jogos eletrônicos, a exemplo da obra de arte, também proporcionaria a experiência do sublime, como afirma Kant para a arte? De que maneira os vídeos games imitam a realidade (mímesis)? Seguindo no intuito de traçar o percurso histórico do pensamento filosófico acerca do conceito de estética, o autor traça um apanhado geral do desenvolvimento do pensamento estético clássico na antiga Grécia, citando Aristóteles, Platão, etc. e alguns das suas idéias principais (mímesis, simulacro, imitação, mundo real versus mundo ideal, verossimilhança, entre outros) e seguindo a evolução desse pensamento passando pela Era moderna (Kant, Schopenhauer) até a contemporaneidade. Depois, o autor ainda afirma, com base nos autores que lhe servem de referência bibliográfica (cf. artigo), que os conceitos de arte e técnica já nasceram juntos derivados da antiga noção grega de tékne. Por fim, POLTRONIERI finaliza seu artigo ressaltando a emergência de se pensar atualmente acerca da dimensão de uma estética dos jogos digitais tal como se faz para o campo das belas artes nas academias universitárias.

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Internet nas Eleições

Como trabalho final, o grupo 6 resolveu fazer uma reportagem que destrincha todas as expectativas relacionadas à lei que institui novos critérios para a realização de atividades durante a campanha eleitoral. Inspirada no modelo dos Estados Unidos, a legislação traz, dentre as medidas mais importantes, a liberação do uso de dispositivos da internet (blogs, sites, redes sociais, entre outros) para dinamizar o processo eleitoral, abrindo espaço para difusão de opiniões a respeito dos candidatos.

Com este objetivo, o grupo conversou com profissionais de marketing, propaganda e assessoria que estão diretamente envolvidos com as estratégias de campanhas dos políticos e apurou uma série de informações curiosas e interessantes sobre o assunto. Estabelecendo uma comparação com a campanha do atual presidente norte-americano, Barack Obama, as fontes colocaram em pauta dados contextuais e estatísticos que permitem uma análise crítica a respeito da funcionalidade da internet nas campanhas eleitorais.

Levando em consideração que vivemos em um mundo cada vez mais informativo, o trabalho foi idealizado para estabelecer uma relação entre o que foi estudado em sala de aula com as práticas culturais, no caso, as eleições. Até que ponto a internet pode influenciar o direcionamento de uma campanha eleitoral? Qual será o discurso adotado por cada candidato para que ele se adapte a essa nova era da informação? Vale a pena investir neste novo modelo estratégico de campanha? Essas e outras questões podem ser encontradas nesta reportagem que ,através de uma linguagem clara e precisa, procura proporcionar uma leitura prazerosa e informativa para o internauta. Confira!


Grupo 6

Notas sobre Tecnologia

Um blog sobre tecnologia e assuntos relacionados foi o produto escolhido pelos alunos Aicha Santiago e Israel Ribeiro para ser o trabalho final da disciplina Comunicação e Tecnologia. Com postagens sobre games, realidade aumentada, QR code e outros assuntos.

Confiram o blog e deixem seus comentários.

Evolução comunicacional dos games

Vídeo game agora é coisa séria. O que era apenas entretenimento agora vira objeto de estudos comunicacionais. Hiperealidade, jogabilidade, construção de narrativas, estética dos games e muitos outros conceitos estão sendo discutidos por estudiosos de comunicação ao redor do mundo. Se você se interessa por games e quer saber um pouquinho mais sobre a história deles visite nosso blog. Lá você vai encontrar depoimentos de players, resenha de textos, textos opnativos, a evolução histórica dos games e muito mais. Não perca a oportunidade de conferir a evolução dos jogos dos anos 90 pra cá para poder entender como eles se configuram na atualidade.







Grupo 9

Thursday, December 3, 2009

Seminário Mídia/Educação e Suportes Digitais

Acontecerá no dia 04 de dezembro, das 13h30 às 17h30, no Hotel Fiesta Convention Center, o Seminário de Mídia/Educação e Suportes Digitais do programa A TARDE Educação. O evento realizado pelo Grupo A TARDE terá as palestras: Tecnogênes, Convergência de Mídia, Comunicação e Educação e Tecnologia e Formação do Professor.

Para maiores informações: educacao.atarde.com.br




Da Letra ao BIT - Artefatos tecnológicos como mediadores e facilitadores da comunicação.

A partir das leituras dos textos, aulas expositivas, apresentações de seminários e discussão em sala, o grupo 05 decidiu fazer um vídeo como produto final da matéria Comunicação e Tecnologia. Nada melhor do que colocar em prática os recursos tecnológicos que dispomos em casa e na faculdade para explicar algumas coisas que vemos na teoria. Desta forma, ligamos o mundo das letras ao mundo dos sons e imagens. Com um dos assuntos mais discutidos ao longo do semestre, o vídeo aborda a influência da tecnologia nos diversos campos sociais.


O nome do projeto, “Da Letra ao BIT”, faz um jogo de palavras que remete as idéias de Flusser em seu livro “O mundo codificado”. O desenvolvimento humano e tecnológico é indissociável, como diria Flusser, portanto é impossível pensar a humanidade sem a existência da tecnologia, o seu acelerado e progressivo desenvolvimento traz conseqüências que podem ser observadas desde os relacionamentos pessoais às relações de trabalho, passando pelo sistema educacional, o foco do vídeo “Da Letra ao Bit”.


Para elaboração do projeto pensamos em um produto que utilizasse uma temática semelhante à de um documentário, porém com uma abordagem um pouco diferenciada. Para isso, fizemos um mix de depoimentos, entrevistas, teorias e encenações. A proposta consistiu em analisar alguns autores trabalhados em sala de aula e fazer um link com situações que englobam a utilização das novas tecnologias. Por fim, buscamos possíveis acontecimentos e projeções do futuro.

Wednesday, December 2, 2009

Licença Creative Commons e iniciativas no âmbito musical

A discussão sobre "Creative Commons" foi proposta pelo Grupo 2, como tema central do trabalho de conclusão da disciplina, focando na licença para música.

Confiram nosso blog!

Além de nortear sobre os conceitos da licença Creative Commons, o blog traz também notícias de iniciativas no mundo com a utilização do CC.

Confiram também a reportagem: Licença Creative Commons e iniciativas no âmbito musical



Cantinas do Campus de Ondina

A partir da observação de que muitos estudantes, professores e funcionários da UFBA precisam almoçar ou lanchar no campus de Ondina no intervalo entre suas atividades e considerando a falta de conhecimento das opções oferecidas nas diversas unidades universitárias, surgiu a ideia de mapear as cantinas do campus, disponibilizando informações úteis sobre elas como preço do quilo, forma de pagamento, horário de funcionamento e disponibilidade de acesso à Internet.

O projeto Cantinas do Campus de Ondina tem como objetivos promover um maior conhecimento do local de convívio diário, orientar o deslocamento dos usuários, e estimular a troca de opiniões e informações, a exemplo de reclamações, comentários e sugestões.


Visualizar Cantinas do Campus de Ondina - UFBA em um mapa maior

Para maiores informações sobre as cantinas e para aprender a colaborar, entrem no nosso blog: http://cantinasdocampus.wordpress.com/.
Ajudem a divulgar este projeto e torná-lo cada vez melhor e mais completo.

Grupo 7

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Monday, November 30, 2009

Wikipédia utiliza licenças Creative Commons

Desde maio deste ano que o site de pesquisa mais visitado no Brasil passou a utilizar as licenças Creative Commons. A comunidade Wikimedia votou oficialmente para que todas as wikis sejam licenciadas em Creative Commons, sob a licença BY-SA (Atribuição-Compartilhamento pela mesma Licença), 88% da comunidade votou a favor.

De acordo com o site Creative Commons | BR este é possivelmente o maior passo para o Creative Commons, desde o seu lançamento em 2002, e uma grande notícia para a comunidade da cultura livre. Isto significa que as wikis da Wikimedia serão agora licenciadas duplamente, sob Creative Commons e a licença GNU de Documentação Livre (GFDL), dando às pessoas que produzem material a opção de escolher qual licença pretendem utilizar.
Significa também que os mais de 6 milhões de artigos disponíveis na Wikipedia e outros wikis da Wikimedia (incluindo Wiktionary, Wikinews, e Wikiquote) serão facilmente combinados com as mais de 160 milhões de obras que utilizam licenças Creative Commons.

O resultado é conseqüência de um grande esforço pela Wikimedia, a Free Software Foundation (que gere a GFDL) e o Creative Commons, o que envolveu alteração de licenças, consulta pública e uma votação pela comunidade Wikimedia para saber se a mesma desejava a mudança. A votação terminou esta semana e favoreceu fortemente o Creative Commons, com 88% das pessoas votando a favor da adição da licença. A votação da decisão foi então aprovada pelo Conselho de Curadores da Fundação Wikimedia e confirmada em um comunicado de imprensa, que citou o fundador do Creative Commons, Lawrence Lessig, dizendo:

"[O Presidente da Free Software Foundation] Richard Stallman é compromissado com a causa da cultura livre e tem sido uma inspiração para todos nós. Assegurar a interoperabilidade da cultura livre é um passo crítico no sentido de fazer que essa liberdade funcione. A Comunidade Wikipedia merece ser parabenizada pela sua decisão e a Free Software Foundation agradecida por sua ajuda. Estou imensamente feliz com esta decisão."

O que é a licença Creative Commons?
Para saber mais acesse os links:




Grupo 2

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Flashmob em São Paulo

Apenas tive conhecimento ontem, lendo o blog Liberdade Digital, que no dia 21/11, sábado retrasado, aconteceu em São Paulo a primeira Subway Party Brasileira – um flashmob viralizado pela Internet. Cerca de 400 pessoas embarcaram no último vagão do trem e partiram da estação Conceição até a Tucuruvi. A “mob” teve algumas regras básicas: a festa só acontecia enquanto o trem estivesse em movimento, nas paradas todos deveriam sentar e fingir que nada estava acontecendo, e os outros passageiros não podiam ser incomodados.

Esta notícia me lembrou das discussões que tivemos em sala de aula sobre o uso atual das tecnologias para integrar e promover a sociabilidade entre as pessoas, ao invés de isolá-las como alguns previam que fosse acontecer. Como afirma Adriana de Souza e Silva no texto Arte e tecnologias móveis: hibridizando espaços públicos: “O espaço, então, não é mais apenas usado para o trânsito, mas se torna um lugar onde a comunicação é desenvolvida e onde experiências agradáveis ocorrem”.

Grupo 7.



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Reflexões



Recentemente, revi esta cena do filme Antes do Amanhecer. O filme é alvo de paixão por muitos, mas o gosto não vem ao caso nesse blog. À parte de todo o romantismo e das discussões sobre o amor, o filme é repleto de diálogos sobre a vida, de modo geral, entre dois jovens comuns (embora de nível cultural, no sentido academicista do termo, nitidamente apurado) antes completamente desconhecidos.

Há, especialmente, uma parte em que a personagem Celine diz: "Acredito que se há algum Deus, ele não estaria em nenhum de nós. Não em você ou em mim... mas nesse espaço entre nós... Se há algum tipo de magia no mundo, ela deve estar na tentativa de entender e compatilhar algo com alguém. Sei que é praticamente impossível conseguir... Mas e daí? A resposta deve estar na tentativa." Eis o motivo de citar o filme aqui: a lembrança que tive de nossas discussões sobre o ato de comunicar, durante as aulas.

Como André Lemos ressaltou algumas vezes, existe algo de mágico na comunicação. Se fosse empregado o conceito de comunicação como troca entre consciências (para mim, o sentido mais amplo do termo, que exclui o que campos como a Semiótica consideram como Comunicação), o qual Lemos parece corroborar, esse tão falado ato, de fato, pode ser considerado impossível, ou improvável, como pondera Niklas Luhmann.

Para o escritor Milan Kundera, estar ligado a alguém é como entrelaçar sonatas compostas por cada vida. Disso podemos fazer diversos desdobramentos: até que ponto as sonatas podem se misturar sem que se torne um conjunto de sons dissonantes e, portanto, sem correlação entre si? Até que ponto a dissonância não faria parte essencial do que somos e o ato de comunicar não estaria intrínseco a ela?

No raciocínio de Kundera, aplicado aos relacionamentos amorosos - mas ampliado por mim, por mais leviano que seja, aos relacionamentos de modo geral, existe um ponto de nossas vidas em que não há mais como entrelaçar essas sonatas. Em que, cada léxico do ser, profundamente ligado a suas experiências, não teria paralelo ao léxico sentimental ou existencial de outro, e ambos falariam linguagens completamente distintas, sem nunca alcançar o que o outro realmente quer dizer. Isso remete, para mim, novamente à improbabilidade da Comunicação e ainda a outro texto, que, diferentemente da opinião de Kundera, amplia o deslize de sentidos ao máximo:

“Já estamos entendendo errado as pessoas antes mesmo de encontrá-las, enquanto ainda estamos prevendo o que vai acontecer; entendemos errado enquanto estamos diante delas; e depois vamos para casa e contamos a alguém sobre o encontro, e de novo entendemos tudo errado. Uma vez que a mesma coisa acontece com os outros em relação a nós, tudo vira uma ilusão desnorteante, destituída de qualquer percepção, uma espantosa farsa de incompreensões. E, com tudo isso, o que é que vamos fazer a respeito dessa questão profundamente significativa que são as outras pessoas, que se veem drenadas de toda a significação que julgamos ser a delas e adquirem, em vez disso, um significado burlesco, o que vamos fazer se estamos tão mal equipados para distinguir os movimentos interiores e os propósitos invisíveis uns dos outros? Será que todo o mundo devia trancar a porta de casa e ficar quieto, isolado, como fazem os escritores solitários, em uma cela a prova de som, invocando as pessoas por meio de palavras e depois sugerindo que essas pessoas feitas de palavras estão mais próximas das coisas reais do que as pessoas reais que deturpamos todos os dias com a nossa ignorância? Persiste o fato de que entender direito as pessoas não é uma coisa própria da vida, nem um pouco. Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, para depois, reconsiderando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivos: estando errados. Talvez a melhor coisa fosse esquecer se estamos certos ou errados a respeito das pessoas e simplesmente ir vivendo do jeito que der. Mas se você é capaz de fazer isso… bem, boa sorte.” Philip Roth (excerto de Pastoral Americana, 1997)


De modo que, do meu deslumbramento com esse trecho, com o entender errado, retiro ainda a impressão de que a literatura consegue dizer tudo isso muito melhor do que todos os teóricos. O erro e o desenlace fariam mesmo parte das nossas existências? E qual a solução para as nossas angústias, a nossa busca de entendimento - que, afinal, seria sinônimo, também, de comunicação?

O que é, afinal, esse monstro de que tanto falamos e o qual nunca pensamos atingir? Persiste em mim a dúvida, no fim do quarto semestre (opa, isso já é metade do curso! Que espécie de fraude sou eu, que chego até esse ponto com tantas questões?). Persiste o pensamento, também, de que talvez Roth esteja certo. O jeito é entender que tudo isso é algo mágico e mesmo inalcançável. De que as sonatas, como diz Milan Kundera, podem até se entrelaçar, mas nunca serão unas. E o espaço que existe entre um ser e o outro, entre a minha consciência e a de todo o resto das pessoas do mundo é infinito. E que, nesse mar sem fim de incompreensões em que estamos submersos, uma ameaça de uma bóia atirada de um navio qualquer em que outra consciência estaria já é um alento.

Seria desse tipo a aproximação feita entre o casal do filme?

Vale, como diz Celine, a tentativa. Ou "ir vivendo do jeito que der", nas palavras de Roth, mas com a destreza de uma canção de amor (para não dizer sonata), talvez? Ainda não sei.

Só pratico aqui uma das poucas coisas que aprendi da Semiótica: existimos por meio de palavras. Somos, afinal, "pessoas feitas de palavras", cujos significados são múltiplos e capazes de atordoar qualquer mensuração.

Grupo 8.

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Wednesday, November 25, 2009

Cultura da Mobilidade*

Depois da revolução de conteúdos na Internet, dispositivos móveis inteligentes estão mudando forma de fazer e consumir informação. Mobilidade é a palavra-chave que emerge para o novo jornalismo.

A transformação e adequação a esta nova cultura é bastante perceptível já que alguns jornalistas já se valem dessa prática. Além de o tema se tornar cada vez mais objeto de pesquisa.

Do ponto de vista da pesquisa, o tema “mobilidade” se estendeu, ganhando maior visibilidade – novas tipologias designam este fazer jornalístico: o jornalismo móvel, o locativo e o em redes socias móveis. O jornalismo móvel se configura com o uso das diversas tecnologias (hardware e software), integrando novas plataformas com dispositivos móveis e de convergência. Diversas práticas podem ser citadas - inseridas nestas tipologias - como backpack (STEVENS, 2002), ou jornalismo de mochila, que tem esta denominação por os equipamentos usados podem ser facilmente e literalmente carregados em uma mochila, o jornalismo de bolso, que pode se resumir aquele praticado por um jornalista ou repórter que leva consigo seu dispositivo ainda mais portátil, dentro do seu bolso, a imprensa móvel (FERREIRA, 2007), jornalismo digital móvel (CAMPBELL, 2004) e jornalismo de notícia móvel (FORSBERG, 2001).

No entanto, apesar de se mostrarem versáteis, estas atividades requerem uma polivalência que enfrenta dificuldades através do desconhecimento, por parte dos profissionais do jornalismo, dos aplicativos e programas que facilitam a produção, transmissão e o recepção deste. Além de voltarmos à desvantagem incômoda já exposta anteriormente da sobreposição, às vezes inconveniente, de funções que podem vir a sobrecarregar o jornalista e comprometer o seu produto.

Neste vídeo há uma discussão semelhante que chega a pontuar, também, a contextualização do jornalismo móvel e a maior recorrência na investigação sobre o tema.

GRUPO 02
*Resenha da aula do professor Fernando Firmino - dia 19/11/2009.

Tuesday, November 24, 2009

A redação está no bolso.


Na cultura da mobilidade, observam-se no jornalismo diferentes tipologias. Estas emergem com o surgimento de novas tecnologias móveis, que permitem ao jornalista a produção de material sem a necessidade de transportar grandes equipamentos.

O jornalismo móvel, o locativo e as redes sociais moveis, são exemplos de como a produção de noticias tem respondido ao aparecimento de equipamentos pequenos com numero grande de funções. Celulares e netbooks estão cada vez menores, permitindo a portabilidade. Blogs moveis ou “moblogs” permitem atualização e mobilidade, aumentando a produção de noticias (em tempo real) e a geolocalização com GPS dá suporte à transmissão em tempo real.

É nitidamente vista uma transformação ou adaptação do jornalismo à cultura da mobilidade. Os estudos acadêmicos na área direcionam-se aos novos tipos de jornalismo e surgem novas denominações do profissional como “backpack” ou jornalista de mochila que carrega consigo todos os equipamentos, ou jornalista de bolso, caracterizando o celular como produtor, emissor, receptor e até como consumidor de informações.

O paradigma da mobilidade é discutir o impacto que a mesma trará para os estudos em comunicação. Antes o que se tinha eram apenas os estudos sobre TV, rádio e jornalismo impresso. Hoje, com o jornalismo digital e as novas mídias, houve um deslocamento completo dos estudos para entender melhor o contexto.

Grupo 3

Resenha do dia 19.11 (complemento)

Sobre jornalismo e mobilidade: resenhas das aulas de Fernando Firmino

Firmino iniciou sua explanação, no dia 17 de Novembro, abordando conceitos base para o entendimento da cibercultura e para o Jornalismo Móvel Online mais especificamente. Estabeleceu a distinção entre hardware, software e aplicações ou aplicativos explicando que enquanto os primeiros se configuram como dispositivos físicos, palpáveis, os segundos são os sistemas base dos dispositivos (como o Windows ou Linux ou qualquer sistema sobre o qual se baseia o funcionamento de um celular) e, por fim os aplicativos são extensões desenvolvidas por terceiros, gratuitas ou não, que aperfeiçoam o uso das novas tecnologias.

“Se alguém cria um blog e quer sincronizar suas atualizações no celular com o site pode se utilizar de aplicações. Especialmente se quiser que o material produzido entre numa seção específica do site”, explicou Firmino.

Conforme essas novas tecnologias se estabelecem, surgem paralelamente novas estratégias de produção, distribuição e veiculação dos produtos. De acordo com o pesquisador, as figuras intermediárias entre o repórter e a produção dos materiais de áudio, foto e vídeo estão de alguma forma sendo ameaçadas. Segundo ele, surge nessa nova estratégia o repórter multimidiático que tira fotos, faz vídeos e bloga em tempo real, além de escrever o texto, fazer a edição do vídeo ou tratamento de imagens se utilizando de dispositivos portáteis como versões mais leves do Photoshop e Corel Draw.

Apesar de fazer uma analise crítica desse fenômeno e procurar problematizar as novas relações trabalhistas que estão surgindo desse modelo, Firmino reconhece a validade dessa nova práxis notadamente em reportagens especiais, aquelas que realmente necessitam das novas tecnologias, ou em coberturas emergenciais (inesperadas). Para nós, seria proveitoso talvez acrescentar outra modalidade a essas: o “jornalismo participativo” (que fornece uma produção considerável de vídeos e fotos produzidos por qualquer um que se disponha a participar voluntariamente do processo).

O principal local em que Fernando Firmino pesquisou o uso do jornalismo móvel multimídia foi, até o presente momento, o Jornal do Comércio (JC), em Recife. Sua pesquisa ainda continua em desenvolvimento. Um aspecto importante do seu trabalho é problematizar as questões trabalhistas que recaem sobre esse novo profissional multimidiático. De acordo com uma repórter do JC entrevistada por Firmino, os outros repórteres têm obrigação de filmar, trazer o material, editar e escrever a matéria. Ela conta que já conseguiu inclusive filmar com uma mão e escrever com a outra ao mesmo tempo. Mas, pouco depois admite “acredito que se perde sim a sensibilidade jornalística. Para mim o cenário ideal é que haja vários jornalistas, produzindo vídeo, apurando e cuidando da transmissão”.

Fernando Firmino continuou no dia 19, explanando os conceitos da área e explicando algumas terminologias já que, segundo ele, muitos teóricos adotam terminologias próprias. Perpassando por conceitos de Cultura da Mobilidade (SANTAELLA,2007) ou Paradigma da mobilidade (BUSCHER, URRY, 2009).

Para o professor existem diferenças básicas nas tipologias mais utilizadas, o jornalismo móvel, que necessariamente necessitaria de ferramentas também móveis; o jornalismo locativo, que apesar de estar fora das redações poderia estar parado, como uma cobertura televisiva; e o jornalismo em redes sociais móveis, que a própria denominação define.

Ele ainda explanou sobre as diferentes nomenclaturas atribuídas aos jornalistas em situação de mobilidade, como Backpack (STEVENS, 2002), Jornalismo de Bolso (PELLANDA, 2006) e Imprensa móvel (FERREIRA, 2007). Além de dar uma lista para guiar-nos nas diferentes ferramentas que podemos utilizar a fim de fazer jornalismo móvel.


Grupo 3