Saturday, May 30, 2009

Texto para próxima aula.

Caros colegas,

Visto que a aula do dia 02/06 será mantida, informamos que a aparesentação do Grupo 2 que seria dia 09/06 foi antecipada para a proxima terca-feira(02/06).
Portanto recomendamos que todos leiam o texto de Alain Bourdin "O objeto local".


Até mais.

Friday, May 29, 2009

Aulas

Caríssimos (as)

Calendário das proximas aulas:

02/06 - aula normal
04/06 - NÃO HÁ AULA
09/06 - Aula sobre Jornalismo e Mobilidade com Fernando Firmino

Thursday, May 28, 2009

iPhone : ferramenta de vigilância



Uma universidade japonesa está distribuindo iPhones para os estudantes sem nenhum custo,mas com a condiçao de que o aparelho seja usado para monitorar a frequência dos alunos.
A instituição pretende com os iPhones criar uma rede de informação móvel entre estudantes e professores,e também utilizá-los para checar o comparecimento ás aulas.

Mais informações AQUI.

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Tuesday, May 26, 2009

Resenha da aula do dia 21/05

O Geógrafo e pesquisador Leonardo Branco fez uma palestra sobre o território e representações no Ciberespaço, a partir do trabalho apresentado no Cibercomunica (Jorge Amado) : “O caso do Google Earth e do Google Latitude”.
Inicialmente, ele falou sobre a sua relação com a comunicação, já que fez uma especialização na FACOM, em 2008, na área de Cibercultura.
A palestra teve como objetivo revelar a ligação entre a esfera comunicacional e a geográfica, mostrando as estratégias teóricas que vem sendo encontradas para fazer esse nexo. Segue a apresentação:

*Qual é a relação entre as novas tecnologias da comunicação e o território?
*As novas tecnologias são capazes de mediar novas relações com o espaço geográfico / urbano?
*Como ligar geografia e comunicação?

Noção de Territorialidade:

*Modernidade:
Espaço pelo tempo
Fronteiras nacionais
Identidade territorial
Controle do espaço
Espaço como mercado

Cartografia Moderna:
Objetiva
Funcional
Nacionalista
Matemática
Massiva

*Contemporaneidade:
Espaço e tempo não dissociados
Lugar e não lugar
Multiterritorialidade
Território informacional
Espaços de fluxos

Google Maps: conectado a rede.
Google Earth: programa baixado da internet.
Permitem: Adicionar conteúdo (vídeos, textos, fotos...)
Possibilidade de interação com o espaço.

Cartografia Colaborativa:
Dualidade (precisão/imprecisão)
Flexível (convenções)
Funções pós-massivas
Colaborativa
Multiescalar

*Discussão: Vigilância – controle das empresas, como o Google. Não devemos romantizar a tecnologia!

*Mídias de Função Massiva:
Centralização da Informação
Controle do pólo de emissão
Fluxo unidirecional
Agem por hits
Centrados no regional/nacional

*Mídias de Função Pós-Massiva:
Abertura do pólo de emissão
Personalização de conteúdo
Fluxos bi-dimensionais
Agem por nichos

* Mapa como mídia (Short, 2003): Porque apresentam quatro elementos de um sistema de comunicação:
1.Uma mídia
2.Uma mensagem
3.Um produtor
4.Um consumidor

*Cartografia Massiva:
Feita por poucos
Unidirecional
Legitimada por um estatuto científico

*Cartografia Colaborativa:
Feita por muitos
Colaborativa
Com possibilidades de apropriações

*Redes Socias Geoferenciadas ou Movéis: Abientes na internet em que existe trocas informacionais, mas que se remete a um lugar (Ex: Wikicrimes, Citix, Google Latitude).

Obs: Sem conseguir conexão com a Internet, a aula foi puramente teórica.

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EyeStop




A seção Tecnologia do G1 noticiou ontem um projeto desenvolvido pelo SENSEable City Lab do MIT em conjunto com a prefeitura de Florença (Itália), o EyeStop. Desenvolvido por arquitetos e engenheiros, o EyeStop é um projeto de parada de ônibus interativa, dentro da perspectiva dos moliários urbanos inteligentes (smart urban furniture) da próxima geração. Tem o objetivo de enriquecer a cidade com tecnologias sensíveis, serviços interativos, informações colaborativas (comunitárias) e entretenimento.


Através de uma tela touch sensitive e touch screen, o usuário poderá planejar seu trajeto rodoviário em um mapa interativo, que trará a posição dos ônibus em tempo real - através de rastreamento - e a indicação do trajeto mais curto. Além disso, será possivel navegar na internet, interagir com o sistema através de dispositivos móveis e postar insformações em um quadro de mensagens digital. Segundo o release do projeto, a troca de informações aumentará a função de espaço público do ponto de ônibus. Espaço público é definido no documento enquanto lugar de reunião e troca de relevantes informações "comunitárias". "Interacting with EyeStop could change the access to urban information in a similar way to how the iPhone has changed our mobile life", comentou Carlo Ratti, chefe do SENSEable City Lab.

Infelizmente não há maiores informações a respeito da interação dos dispositivos móveis com o sistema, mas acredito que esteja relacionado a troca de informações.
O projeto é bastante interessante para análise em nossa disciplina, pois ele abrange mapas (inclusive em tempo real, além da possibilidade de criação de um mapa pessoal), interatividade, uso de dispositivos móveis em interação com o ponto de ônibus e funções pós massivas com grande contribuição para o sistema (e fazendo parte dele).

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Friday, May 22, 2009

Prefeitura de Fortaleza decreta operação tapa-buracos após mobilização

Através do twitter do Alexandre Inagaki, vi que a prefeitura de Fortaleza decretou uma operação tapa-buracos em caráter emergencial. Tudo isso após ser pressionada através de uma mobilização iniciada no Twitter, com a hashtag #buracosfortaleza. Conforme postagem no blog do professor André Lemos, os manifestantes ainda convidavam as pessoas a colaborar com um mapa hospedado no Google Maps, que indicava os pontos da cidade em que havia buracos.

Contudo, as ações governamentais só aconteceram após as mídias massivas terem feito o intermédio das informações dos "twitteiros" e blogueiros, que circulavam nas redes sociais, e o seu público. Notícias publicadas em jornais de grande circulação estadual, como O Povo e o Diário do Nordeste (este com um blog especializado em cibercultura), além da maior emissora de televisão do Ceará, a TV Verdes Mares, foram importantes na difusão das informações sobre os buracos.

O acontecimento é um bom exemplo de como manifestações "bottom-up" (aliadas principalmente ao uso das mídias locativas e das redes sociais) podem colaborar com o jornalismo e fomentar as mídias massivas, de forma a influenciar nas decisões governamentais. Sobretudo quando se referem a informação hiperlocalizada.

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Flash Mob Rave em bibliotecas

Virou mania entre estudantes, após as provas finais da faculdade, invadir a biblioteca e transformá-la numa rave. Segundo eles, trata-se de uma forma de relaxar após tanto estudo (ou não).

É possível acompanhar relato de diversos alunos e professores a partir da busca no Twitter por "library rave". Alguns são interessantes:
@JenBurkey: Started a twitter account after attending the library rave (got sweaty in the library, danced on a table)...back to my paper! Wooo
@AshleyCrenshaw: 200+person rave in the library just ended Excellent new tradition very loud music and dancing for 25 minutes HOT but good study break. WEIRD
@StutteringMe: Apparently, my students overran our library for a late-night "flash rave"; funny video of it: http://bit.ly/Y58Cr






Só assim para vermos tantos estudantes em bibliotecas, não é mesmo?

(Via Bibliotecários Sem Fronteiras)

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Tuesday, May 19, 2009

RFID em bolas de vôlei


A Confederação Brasileira de Vôlei testou o uso de bola equipada com etiqueta RFID, que conta com um conjunto de antenas espalhadas ao redor da quadra.
Além de evitar erros de arbitragem, como a saída ou não da bola, o RFID permite colher dados técnicos sobre o desempenho dos atletas, como a velocidade das cortadas, a trajetória da bola na quadra e o ângulo em que as mãos dos atletas tocam a bola, entre outros.
A tecnologia custou US$ 2 milhões em investimentos e deve ser usada em alguns jogos da Superliga 2009, a principal competição de vôlei no país.

Leia a notícia completa no site da Info.


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Privacidade


Uma matéria de hoje do portal Terra, referente a uma matéria de ontem do The New York Times tratou sobre o problema da privacidade na internet.


Os alunos da Escola de Direito da Universidade Fordham, EUA, elaboraram um trabalho com o objetivo de problematizar a grande quantidade de dados pessoais (lembrando do termo lifelog tratado no texto de Fernanda Bruno) espalhados pela rede.

Baseados nas recentes declarações sobre a falta de preocupação ao se tratar de privacidade na internet do juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scala ("Todos os dados que existem sobre minha vida são privativos? Isso é tolice", disse o juiz), os alunos fizeram um dossiê contendo informações obtidas de Scalia através da internet. Com 15 páginas, o documento apresenta informações como "endereço e o número de telefone da casa de Scalia, o endereço pessoal de e-mail de sua mulher e os programas de TV e pratos que ele prefere." Vale a pena lembrar que Scalia é uma pessoa pública e, segundo a matéria, "Encontrar o número da linha direta de telefone de seu gabinete, por exemplo, é tarefa quase impossível".

As matérias trazem uma reflexão interessante sobre o tema privacidade na internet, cujos trechos que julguei mais interessantes seguem abaixo.

"A privacidade, e sua violação, são assunto de discussão há milênios.(...) Mas a tecnologia vem pressionando nossas leis, e as soluções nem sempre são fáceis."

"Não é apenas que a informação pessoal circule o mundo e possa ser obtida por qualquer pessoa dotada de uma conexão de internet, mas também o imenso volume de informações disponível."

""No caso individual, poderia ser inócuo saber, por exemplo, que prefiro Coca-Cola a Pepsi", diz Daniel Solove, professor de Direito na Universidade George Washington. "Mas quando há um acúmulo de informações, a coisa muda de figura. Se existe um registro de tudo que alguém comprou ao longo dos anos, é possível fazer inferências sobre a saúde, a situação financeira e os interesses da pessoa". (Remete a nossa discussão de que não importa os dados individuais, mas sim a construção de um perfil baseado em um banco de dados, cujas informações são armazenadas e classificadas, provenientes da rede)

""As pessoas estão dispostas a abrir mão de muita privacidade em troca de um pequeno benefício. Elas não conhecem o custo completo", afirmou."

Mais informações sobre o trabalho e o tema aqui.

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Blog brasileiro faz "guia de sobrevivência à gripe suína" utilizando locatividade

O blog Ato ou Efeito fez um "Guia prático de como sobreviver à gripe suína". O interessante é que as formas de proteger-se da gripe estão sempre associadas a dispositivos baseados em locatividade ou serviços baseados em locatividade. O texto, que é humorístico e não jornalístico, ironizaa superexposição da doença pela mídia internacional.

"...Em tempos de aniquilação terrestre você deve estar preparado para sobreviver a qualquer pandemia que venha a acontecer. Se você tem televisão em casa provavelmente já ouviu falar na tal gripe suína ou gripe do porco, whatever. Ainda mais agora que dizem por aí que já ta rolando até zumbis (esse link saiu do ar por tratar-se de uma piada, então linkei a página em cache no google) entre uma das variações do vírus. Nesse caso é bom estar preparado para sobreviver a uma infestação de zumbis.


Porco? Quem é porco aqui?

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Monday, May 11, 2009

Banda larga: conheça os testes com WiMax e web pela rede elétrica em SP

São Paulo – Usuários envolvidos nos testes de banda larga por WiMax e rede elétrica contam ao IDG Now! como funcionam os sistemas na prática.

Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!

Não é só através das tradicionais tecnologias ADSL e cabo que paulistanos selecionados navegam pela internet. 

Por meio de testes fechados, alguns usuários podem pagar contas, baixar músicas e escrever seus blogs por meio de duas tecnologias ainda fora do mercado brasileiro de acesso: o WiMax e a banda larga pela rede elétrica, conhecida tecnicamente como Power Line Communications (PLC).

Sunday, May 10, 2009

Comercial da T- Mobile

Depois do comercial com milhares dançando numa estaçao de metrô, um comercial com milhares cantando numa praça. Foi o que fizeram a Saatchi & Saatchi e a T-Mobile. Reuniram cerca de 13,500 pessoas em Trafalgar Square, em Londres, no dia 30 de abril para um karaokê coletivo. A multidao cantou sucessos como 'Hey Jude' e 'Hit Me Baby One More Time'. O evento foi filmado por 20 câmeras posicionadas ao redor da praça. A cantora Pink fez uma participaçao especial. O enorme grupo incluia 200 cantores profissionais misturados às pessoas comuns, gente convidada a participar via SMS, Facebook ou clientes da T-Mobile - a assinatura da campanha da operadora é 'Life's for sharing', que sugere compartilhar a vida. Para aumentar o clima de karaokê, 2,000 microfones foram distribuidos entre a multidao, para serem compartilhados pelos cantores amadores e teloes exibiam imagens dos participantes e as letras das músicas. As cenas captadas no evento foram editadas e transformadas em um comercial de 2 minutos. Mas há varios videos no YouTube feitos pelos participantes.

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Thursday, May 7, 2009

Resenha da aula 30-04-09

Resenha do texto "Monitoramento, Classificação e Controle nos dispositivos de vigilância digital" (Fernanda Bruno, 2008), apresentado na aula do dia 30/04/2009

Introdução:
- 2007 como o ano de explosão da vigilância na internet
- Facebook -> Beacon Ads
- Dispositivos de vigilância digital
No entanto, não é unicamente a aplicação publicitária da vigilância digital que interessa a Fernanda Bruno, mas os mecanismos de monitoramento, classificação e controle dos indivíduos.
- Protestos contra a vigilância começam a aparecer
Dois argumentos sobre a problematização dos processos de vigilância digital:
I - Noção de privacidade em questionamento -> a definição tradicional não é suficiente
II - A questão da privacidade como dimensão coletiva
- Pretende-se, com esse artigo, aprofundar a análise sobre vigilância digital

1. Definições e posições
- Definição de vigilância digital como "monitoramento sistemático, automatizado e à distância de ações e informações de indivíduos no ciberespaço, com o fim de conhecer e intervir nas suas condutas ou escolhas possíveis.
- Principais elementos dos dispositivos de vigilância:
* tecnologias de monitoramento de ações, informações e comunicações dos indivíduos no ciberespaço
* montagem de bancos de dados
* elaboração de perfis
- Continuidade de conceitos antigos de vigilância e inclusão de novos
- Vigilância não como metáfora do Big Brother ou do panoptismo, por exemplo, mas a cultivação da liberdade e autonomia individuais

2. Monitorar, coletar, arquivar
A segunda parte do texto fala sobre arquivamento, coleta e monitoramento de dados sobre indivíduos a partir de suas ações em ambientes digitais.
O texto começa falando sobre o aumento do monitoramento e da coleta de dados sobre indivíduos nos mais diversos setores que vão desde trabalho até entretenimento. Esse monitoramento de dados é possível porque muitos dos novos produtos tecnológicos já incluem no seu funcionamento um mecanismo que possibilita essa coleta. Com isso, esses sistemas de informação e de comunicação acabam se tornando potenciais meios de vigilância.
Nós somos herdeiros de um mecanismo que se firmou no século XVII/XVIII – que foi quando se estreitou uma aliança entre as funções de vigilância e censura com as de calculo e conhecimento. Essas funções partiram da idéia de “censor”(alguém que controlava os hábitos das pessoas) e da idéia de estatística. Agora, os novos produtos tecnológicos permitem diferentes modelos de monitoramento e coleta.
Hoje, qualquer um que queira e que tenha recursos técnicos é capacitado a coletar dados individuais, sem que se precise de uma autorização prévia ou ser uma autoridade. Principalmente porque esses recursos técnicos são cada vez mais baratos, automatizados e acessíveis. “Hoje é comum tornar um simples sítio eletrônico um sistema de monitoramento dos seus visitantes e montar um razoável banco de dados sobre eles.”
Até os anos 70, o setor público era quem detinha majoritariamente o domínio sobre a estocagem e coleta de dados. Era algo secreto dos Estados e se constituía num modelo hierarquizado e centralizado, onde só as autoridades exerciam. E o setor privado era muito pontual e eventual.
Hoje já é diferente, o que se vê é um aumento do numero de banco de dados tanto públicos quanto privados e que acabam se cruzando e trocando informações, que circulam numa rede descentralizada e com as mais diferentes finalidades (da publicidade ao controle do crime, da promoção da saúde ao entretenimento)
Pode se falar de dois conjuntos de dados: os relativamente estáveis, que não sofrem mudanças ou que sofrem poucas mudanças ao longo do tempo, e que costumam ser dados geodemograficos, de gênero,...
E o outro conjunto é o de dados móveis ou circunstanciais – que são os dados mais relevantes, porque é nesse conjunto que está inserido os dados próprios da vigilância digital. Nesse conjunto constam dados comportamentais (consumo, deslocamento, lazer), transacionais (uso de cartões, navegação em ambientes digitais), psicológicos (autodeclarações sobre personalidade, gostos), sociais (comunidades e amigos virtuais), entre outros.
É a partir da incorporação dessas novas tecnologias que essa coleta de dados se torna mais capacitada. É possível uma coleta a distância e em tempo real, sem que se precise utilizar questionários e entrevistadores.
Esse interesse por esse conjunto de dados móveis reflete num modo próprio de individualização.
Um último aspecto é a respeito da estocagem de informações que de 30 anos pra cá, baixou muito o custo e permitiu uma ampliação no arquivamento.
Hoje os dados são perenes e podem ser estocados indefinidamente. E essa perenidade faz com que essas informações sejam sujeitas a novas interpretações e utilizações o futuro, “o que tem efeito nas formas de controle e predição da vigilância digital”
O termo lifelog surge pra definir e questionar esse arquivamento minucioso da existência mediante tecnologias de computação pervasiva.

3. Classificar e Conhecer
Antes, o intuito de se produzir classificações e conhecimentos era governar as condutas dos indivíduos que estavam sendo inspecionados. A vigilância digital se discerne desta antiga prática de vigilância principalmente pelo seu objetivo. O levantamento de dados e a produção de conhecimento a partir dos mesmos, no tradicional processo de vigilância, visavam criar médias que implicavam em uma padronização da "ordem" humana e social. Ou, como definiu Foucault (1983), este processo efetuava a "liberação epistemológica das ciências do indivíduo".

A atual vigilância não repete a tradicional porque o conhecimento adquirido a partir das classificações não representa nem a média nem a norma de um fator numa população. Esta particularidade da vigilância digital pode ser melhor entendida quando se compreende o seu sistema de classificação e de conhecimento de indivíduos e grupos.

Primeiramente, existem dois modelos de categorização, o "top-down" e o "bottom-up". No "top-down" são criadas categorias infra-individuais utilizando classes pré-estabelecidas- idade, gênero e profissão, por exemplo. Já no segundo modelo as classes são criadas a partir da análise de dados. Em seguinte, essa categorização é submetida ao tratamento onde são mais comuns os métodos data mining (mineração de dados) e profiling (produção de perfis computacionais), que complementam um ao outro. Na mineração de dados, grandes volumes de dados são processados com o intuito de se extrair padrões que diferenciarão tipos de indivíduos ou grupos, gerados pelo mecanismo do profiling. Neste mecanismo, segue-se uma lógica que objetiva "determinar indicadores de características e/ou padrões de comportamento que são relacionados à ocorrência de certos comportamentos", como definiu Bennett (1996). Daí porque o perfil é um padrão de ocorrência de certo fator num dado conjunto de variedades. Ele vale-se como "potencialidades dos mais variados tipos de indivíduos" e é devido a esta sua proposta que existem teorias que o utilizam para conceber o crime não como uma disfunção particular ao criminoso, mas como um contexto que motivou atitudes criminosas no indivíduo- contexto este, que pode ser evitado a partir do controle das circunstâncias e oportunidades.

4. Individualização e identidade
- Bancos de dados e sua taxonomia não apenas como máquinas epistêmicas, mas como máquinas identitárias
- O principal objetivo do perfil não é produzir um saber sobre um indivíduo identificável
- Perfil atuando como categorização da conduta
- Perfis são simulações de identidades, podendo antecipar potencialidades
- Padrões baseados numa suposição de causalidade
- As trajetórias individuais interessam menos
- Perfil como uma simulação pontual de identidades

5. Predição, controle e performance

Monitorar, arquivar, classificar, conhecer são modos específicos de ações sobre os indivíduos tendo destaque os processos preditivos.

O perfil criado não é uma previsão certa, absoluta, mas a efetuação de uma realidade antecipada.

O texto defende que o comportamento é moldado de acordo com os perfis criados. Como exemplo tem-se a criação do perfil de jovens delinqüentes servindo de parâmetro, de projeção para os que se enquadram no perfil, formando uma espécie de delinqüentes por antecipação.

A predição pretende ser estratégica em diversos setores. Visa a publicidade, influenciando o consumidor, e também agindo no campo da escolha do individuo ofertando a ele perfis que projetem cenários, interesses que devem incitar e/ou inibir o comportamento. As identidades projetadas pelos perfis visam diretamente a própria ação. Quanto maior a adequação ao perfil, maior é o aceso aos circuitos de consumo e civilidade e mais perfis são criados.

Esse regime de predição e intervenção (induzindo o individuo ao comportamento desejado) é uma forma de controle social.

Tecnologias de controle atuais: pulverização em redes não hierarquizadas, onde a conduta dos cidadãos é modulada a um conjunto de práticas sociais.

Caráter preditivo-performativo conjuga uma cultura da performance, atuando na forma de atuação. A valorização da performance passou por uma evolução histórico-cultural. A partir da emancipação das interdições, onde as pessoas adquirem o poder de escolher a própria vida, o indivíduo se vê atrelado a outro imperativo: o da autonomia, da iniciativa.
A valorização da performance e da autonomia ganham força com a possibilidade da produção e distribuição de conteúdos diversos como musica, literatura, vida pessoal – novo modelo de produção de conteúdo onde a participação e colaboração são centrais.

Performances individuais gerando as chamadas culturas livres e alternativas.

Tais tecnologias operam como instrumentalização de uma forma de liberdade. “livres para escolher” e também “obrigados” a escolher. Não dá para viver alheio a essa nova fase.

As identidades produzidas pelos bancos de dados e a atuação dos perfis como tecnologias performativo-preditivas de controle e instrumento de escolhas individuais merecem participar das discussões sobre vigilância digital, atestando a violação à privacidade como um aspecto imediato.

Grupo 2- Carolina, Gabriela Baleeiro, Jairo Gonçalves, Laís de Carvalho, Leonardo Pastor.

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Wednesday, May 6, 2009

Resenha da aula de 05/05

Neste dia, o Grupo 1 apresentou o texto Apologia da Deriva - Escritos situacionistas sobre a cidade, da arquiteta e urbanista Paola Berenstein Jacques.
Aí vai um resumo:

Apresentação

Qual seria o interesse hoje, quase meio século após a publicação dos primeiros textos, de se resgatar o pensamento situacionista sobre a cidade? Seria uma provocação diante da triste constatação de que a paixão vivida e proposta pelos situacionistas perdeu-se. O pensamento urbano difundido no período conhecido como participacionista, hoje parece estar cada vez mais “burocratizado” em prol de uma “espetacularização” urbana generalizada. E isto é verdade por mais que recentes protestos antiglobalização tenham ganhado as ruas de grandes cidades, fazendo parecer um retorno ao ambiente de inquietação e reivindicação dos anos 1960.
A Internacional Situacionista:
Grupo de artistas, pensadores e ativistas que lutava contra o espetáculo, a cultura espetacular e a espetacularização em geral, ou seja, contra a não participação, a alienação e a passividade da sociedade. Para eles, o principal antídoto contra o espetáculo seria o seu oposto: a participação ativa dos indivíduos em todos os campos da vida social, principalmente no da cultura.
Os situacionistas criticaram a espetacularização das cidades contemporâneas, negando uma concepção estática da cidade e antecipando uma crítica à museificação e transformação dessas cidades em espetáculos urbanos estáticos e não-participativos através da idéia do urbanismo unitário.
Urbanismo unitário:
Enquanto hoje as próprias cidades se oferecem como um lamentável espetáculo, um anexo de museu para turistas, o urbanismo unitário vê o urbano como terreno de um jogo do qual se participa. Ele não está idealmente separado do atual terreno das cidades. É formado a partir da experiência desse terreno e a partir das construções existentes. Ele não aceita a fixação das cidades no tempo.
O urbanismo unitário não propôs novos modelos ou formas urbanas, mas sim experiências efêmeras de apreensão do espaço urbano através da proposta de novos procedimentos como a psicogeografia e de novas práticas como a deriva. Os situacionistas costumavam dizer que o urbanismo unitário não é uma doutrina de urbanismo, mas uma crítica ao urbanismo.

Breve histórico da Internacional Situacionista (IS)

Fundador: Guy-Ernest Debord (“doutor em nada”), muito influenciado pelo dada e pelo surrealismo, que depois ia criticar
• (1952) Fundação da Internacional Letrista
A Internacional Letrista tratava de questões inicialmente ligadas à arte, à superação do surrealismo e principalmente às idéias de ir além da arte. Depois passou a tratar da vida cotidiana em geral, da relação entre arte e vida e, em particular, da arquitetura e do urbanismo, sobretudo da crítica ao funcionalismo moderno.
Já anunciava algumas idéias, práticas e procedimentos que depois formaram a base de todo o pensamento urbano situacionista: a psicogeografia, a deriva e, principalmente, a construção de situações. Esta era a idéia-chave dos letristas e inspirou o próprio nome do futuro grupo formado por Debord.
• (1957) Fundação da Internacional Situacionista (IS)
A Internacional Situacionista Passou rapidamente a ter adeptos em vários países. Os primeiros números da revista publicada pela IS tratavam basicamente da arte passando para uma preocupação mais centrada no urbanismo. Nos números seguintes, a preocupação de deslocou para as esferas propriamente políticas, e sobretudo revolucionárias que resultou na determinante e ativa participação situacionista nos eventos de Maio de 1968 em Paris.
As publicações da IS tiveram papel determinante na formação do espírito revolucionário pré-68. Apesar da visibilidade conquistada nas diversas ações situacionistas que marcaram os acontecimentos de Maio de 68, a IS, depois de um fortalecimento fugaz, entrou em crise.
Aliás, esse crescimento fugaz foi justamente o razão do seu ocaso. O súbito reconhecimento conquistado pela IS atraiu muitos novos membros, de vários países. A organização tornava-se cada vez mais complexa e praticamente incontrolável.
A IS, então, se dissolveu em 1.972. Mas, para seu fundador, esse era o verdadeiro começo. Debord considerou o Maio de 68 o início da revolução situacionista. Para ele, só então toda uma geração, internacionalmente, passou a ser situacionista.


Os situacionistas e a cidade

Pode-se notar uma mudança na escala de preocupação e na área de atuação do pensamento situacionista. Inicialmente, eles estavam interessados em ir além dos padrões da arte moderna e propor uma arte diretamente ligada á vida. Então, perceberam que esta arte integral seria basicamente urbana, em relação direta com a cidade.
Essas investigações urbanas se referiam à experiência da cidade existente, através de práticas como a psicogeografia e deriva, e a utilização dessas experiências como base para uma proposta de cidade situacionista.
Os situacionistas perceberam então que não seria possível propor uma forma de cidade pré-definida. Qualquer construção dependeria da participação ativa dos cidadãos, o que só seria possível por meio de uma revolução da vida cotidiana. Enquanto os modernos acreditavam que arquitetura e urbanismo poderiam mudar a sociedade, os situacionistas estavam convictos de que a sociedade que deveria mudar a arquitetura e o urbanismo. Eles queriam provocar a revolução e pretendiam usar a arquitetura e o ambiente urbano para induzir à participação e contribuir nessa revolução da vida cotidiana contra a alienação e passividade da sociedade.
Em 1961, os textos situacionistas abandonaram as idéias sobre a cidade em particular, para se dedicar a questões exclusivamente políticas, ideológicas, revolucionárias e anticapitalistas, o que não deixou de estar relacionado com a vida urbana.

Pensamento urbano-situacionista

Pode ser exagerado falar de uma verdadeira teoria urbana situacionista, exceto se considerada a etimologia grega do termo theôrien: observar.
Pode-se considerar a reunião das idéias, procedimentos e práticas urbanas situacionistas como um pensamento singular e inovador, que poderia ainda hoje inspirar novas experiências, interessantes e originais, de apreensão do espaço urbano.
Não existiu de fato um modelo de espaço urbano situacionista. Existiu, sim, um uso, ou apropriação, situacionista do espaço urbano. Assim como não existiu uma forma situacionista material de cidade, mas sim uma forma situacionista de viver, ou de experimentar, a cidade.
Quando os habitantes passassem de simples espectadores a construtores, transformadores e “vivenciadores” de seus próprios espaços, isso sim impediria qualquer tipo de espetacularização urbana.
A situação é feita de modo a ser vivida por seus construtores. O papel do “público”, se não passivo pelo menos de mero figurante, deve ir diminuindo, enquanto aumenta o número dos que já serão chamados atores, mas num sentido novo do termo, vivenciadores.
O pensamento urbano situacionista estaria então baseado na idéia de construção de situações. Era situacionista “o que se refere à teoria ou à atividade prática de uma construção de situações. Indivíduo que se dedica a construir situações”.
Uma situação construída seria então um “momento da vida, concreta e deliberadamente construído pela organização coletiva de uma ambiência unitária e de um jogo de acontecimentos”.
Devemos elaborar uma intervenção ordenada sobre os fatores complexos dos dois grandes componentes que interagem continuamente: o cenário material da vida; e os comportamentos que ele provoca e que o alteram.
A tese central situacionista era a de que, por meio da construção de situações, se chegaria à transformação revolucionária da vida cotidiana. Isso se assemelhava à idéia defendida por Lefebvre: “o que você chama momentos, nós chamamos situações, mas estamos levando isso mais longe que você. Você aceita como momento tudo que ocorreu na história: amor, poesia, pensamento. Nós queremos criar momentos novos”.
O cotidiano pode ser a fronteira onde nasce a alienação, mas onde também pode crescer a participação.
Para tentar chegar a essa construção total de um ambiente, os situacionistas criaram um procedimento ou método, a psicogeografia, e uma prática ou técnica, a deriva, que estavam diretamente relacionados.
A deriva era vista como um “modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana: técnica da passagem rápida por ambivalências variadas. Diz-se também, mais particularmente, para designar a duração de um exercício contínuo dessa experiência”.
A deriva proporciona nova forma de apreensão do espaço urbano.
A deriva seria uma apropriação do espaço urbano pelo pedestre através da ação do andar sem rumo. A psicogeografia estudava o ambiente urbano, sobretudo os espaços públicos, através das derivas e tentava mapear os diversos comportamentos afetivos diante dessa ação básica do caminhar na cidade.
Psicogeográfico seria “o que manifesta a ação direta do meio geográfico sobre a afetividade”. A psicogeografia seria então uma geografia afetiva, subjetiva, que buscava cartografar as diferentes ambiências psíquicas provocadas basicamente pelas deambulações urbanas que eram derivas situacionistas.
Nos mapas psicogeográficos (Amsterdã) os nomes dos lugares estavam relacionados a diferentes sentimentos e marcavam momentos significativos e emocionantes.
Apenas ilustravam uma nova maneira de apreender o espaço urbano através da experiência afetiva desses espaços. Tais mapas, experimentais e rudimentares, desprezavam os parâmetros técnicos habituais, pois estes não levam em consideração aspectos sentimentais, psicológicos ou intuitivos, e que muitas vezes caracterizam muito mais um determinado espaço do que os simples aspectos meramente físicos, formais, topográficos ou geográficos.
A confecção de mapas psicogeográficos e até simulações, como a equação – mal fundada ou completamente arbitrária – estabelecida entre duas representações topográficas, podem ajudar a esclarecer certos deslocamentos de aspecto não gratuito, mas totalmente insubmisso às solicitações habituais.
Há pouco tempo, um amigo meu percorreu a região de Hartz, na Alemanha, usando um mapa da cidade de Londres e seguindo-lhe cegamente todas as indicações. Essa espécie de jogo é um mero começo diante do que será a construção integral da arquitetura e do urbanismo, construção cujo poder será um dia conferido a todos.


Circulação das ideias situacionistas no campo do urbanismo

A crítica irônica, marginal e radical dos situacionistas contra a arquitetura moderna e, principalmente, contra o urbanismo, ocorreu no mesmo momento em que uma crítica ao excesso de racionalismo e funcionalismo do urbanismo.
O que se pretendia era a substituição das Cidades Funcionais, como a pretendida pela Carta de Atenas (manifesto que pregava a separação das áreas residenciais, de lazer e trabalho), por uma hierarquia de associações humanas e uma nova reidentificação urbana em prol de um coletivo social moderno.
A partir deste momento, começou-se a por em questão a singularidade e diversidade indo de encontro à generalidade e impessoalidade simbolizadas pelo Modulor corbusiano e pela ideia de Tabula Rasa. Contra a grande escala e a autoridade do Estado e dos próprios urbanistas ligados às pretensões modernas, propunham uma volta à pequena escala, à escala humana, e à participação dos habitantes.
Idealizadas pelos CIAMs, por Le Corbusier e mais tarde com a releitura feita pelo Team X, as ideias modernas se constituíram nas primeiras reflexões urbano situacionista, as primeiras impressões sobre cidades nômades, móveis e de uma população sem fronteiras.
Os pensamentos urbano situacionista surgem como um apelo contra a espetacularização das cidades e um manifesto pela participação efetiva da população nas decisões e apropriação do espaço urbano.

Grupo 1

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Tuesday, May 5, 2009

Livros como mídias locativas

Ainda em desenvolvimento, um grupo de pesquisadores apresentou numa conferência sobre "vida digital" (Chi2009), em Boston, nos Estados Unidos, o projeto do iBookmark. Trata-se de uma tentativa de personalizar conteúdos de livros eletrônicos a partir da localização do leitor. Ou seja, transformando o livro numa mídia locativa.

A proposta é de incluir em um ebook reader um localizados GPS. Dessa forma, a partir da localização do leitor, o conteúdo do livro poderia ser modificado. Portanto, o escritor passará a ter a chance de criar histórias que se transformam em resposta à localização de quem as lê.

Abaixo, o resumo do projeto, em inglês:
With the recent developments in ePaper technology, consumer eBook readers have display qualities and form factors that are approaching that of traditional books. These eBook readers are already replacing paper in some commercial domains, but the potential of eBooks to extend forms of writing and storytelling has not been significantly explored. Using the digital and dynamic characteristics afforded by eBook readers, we are developing iBookmark, a GPS-enabled eBook reader. In iBookmark, writers can create stories that change in response to the location of the eBook itself. By setting context variables based on current and past locations of the eBook reader and using these in the rule-based generation of text and illustrations. We are developing new rhetorical device for writers that extend the expressive range of eBook delivered stories.
(Via Soybits)

[retirei o texto de meu blog sobre literatura]

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Mais sobre QR Codes

Caros, já que voltamos, na última aula (05/05), ao assunto dos QR Codes, àqueles que quiserem saber um pouco mais sobre o código de barras (o que é, como funciona, sua capacidade de armazenamento, etc.), deixo um link pra matéria sobre os QR Codes publicada nossa e-zine, a Lupa Digital. O gancho foi a "chegada" dos QR Codes a Salvador.

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Curso Mídia Locativa

As inscrições para o curso de extensão sobre Mídias Locativas serão feitas APENAS online no site da Fapex. A Fapex está processando o curso. Vejam o site da Fapex para efetuar a sua inscrição.

Monday, May 4, 2009

Midia Locativa

Site GPC e Curso Mídia Locativa



Está "no ar" o novo site do Grupo de Pesquisa em Cibercidade (GPC/CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom/UFBa. O site ainda está em construção mas já pode ser visitado. Ressalto e aproveito para divulgar o Curso de Extensão sobre Mídias Locativas que começa no dia 11 de maio a noite.

Peço que divulguem. As vagas são limitadas. Abaixo a ementa e informações gerais. Mais detalhes no link.



EMENTA

O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da “internet das coisas”. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet “pingando” nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados “atentos” a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.

CARGA HORÁRIA
15H

PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.

ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO

HORÁRIO
19 às 22H

INSCRIÇÃO
Fapex/UFBA

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