Tuesday, May 19, 2009

Privacidade


Uma matéria de hoje do portal Terra, referente a uma matéria de ontem do The New York Times tratou sobre o problema da privacidade na internet.


Os alunos da Escola de Direito da Universidade Fordham, EUA, elaboraram um trabalho com o objetivo de problematizar a grande quantidade de dados pessoais (lembrando do termo lifelog tratado no texto de Fernanda Bruno) espalhados pela rede.

Baseados nas recentes declarações sobre a falta de preocupação ao se tratar de privacidade na internet do juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scala ("Todos os dados que existem sobre minha vida são privativos? Isso é tolice", disse o juiz), os alunos fizeram um dossiê contendo informações obtidas de Scalia através da internet. Com 15 páginas, o documento apresenta informações como "endereço e o número de telefone da casa de Scalia, o endereço pessoal de e-mail de sua mulher e os programas de TV e pratos que ele prefere." Vale a pena lembrar que Scalia é uma pessoa pública e, segundo a matéria, "Encontrar o número da linha direta de telefone de seu gabinete, por exemplo, é tarefa quase impossível".

As matérias trazem uma reflexão interessante sobre o tema privacidade na internet, cujos trechos que julguei mais interessantes seguem abaixo.

"A privacidade, e sua violação, são assunto de discussão há milênios.(...) Mas a tecnologia vem pressionando nossas leis, e as soluções nem sempre são fáceis."

"Não é apenas que a informação pessoal circule o mundo e possa ser obtida por qualquer pessoa dotada de uma conexão de internet, mas também o imenso volume de informações disponível."

""No caso individual, poderia ser inócuo saber, por exemplo, que prefiro Coca-Cola a Pepsi", diz Daniel Solove, professor de Direito na Universidade George Washington. "Mas quando há um acúmulo de informações, a coisa muda de figura. Se existe um registro de tudo que alguém comprou ao longo dos anos, é possível fazer inferências sobre a saúde, a situação financeira e os interesses da pessoa". (Remete a nossa discussão de que não importa os dados individuais, mas sim a construção de um perfil baseado em um banco de dados, cujas informações são armazenadas e classificadas, provenientes da rede)

""As pessoas estão dispostas a abrir mão de muita privacidade em troca de um pequeno benefício. Elas não conhecem o custo completo", afirmou."

Mais informações sobre o trabalho e o tema aqui.

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