André Lemos is Associate Professor, Faculty of Communication, Federal University of Bahia, Brazil. PhD in Sociology, Sorbonne (1995), Visiting Scholar University of Alberta and McGill University, Canada (2007-2008). Coordinator of Cybercity Research Group (UFBa/CNPq) and Researcher level 1 at CNPq. Member of Prix Ars Electronica, Wi. Journal of Mobile Media and Canadian Journal of Communication Board. This Carnet is online since March 1st, 2001.
Interessante vídeo da CBC, Canadá, no Doc Zone : CBC-TV. Longo mas vale a pena. No vídeo, "Cell Phones: The Ring Heard Around the World":
"viewers will see the dramatic rescue of a woman whose cell phone saved her life, an interview with the inventor of the cell phone camera, and will meet Sir Richard Branson, founder of the Virgin Group, who claims the cell phone can be used for almost everything, except making love. This compelling documentary takes viewers on a journey through cell phone culture, showcasing its numerous functions around the world from Japan to India." (via Midias Móveis)
Tenho tentado construir dois conceitos referindo-os às novas funções midiáticas das m;idias digitais, as funções pós-massivas, e a fusão do espaço eletrônico com o espaço físico nessa fase em que o ciberespaço pinga nas coisas (Russel), os territórios informacionais.
Abaixo dois vídeos para reforçar as minha hipoóteses. O primeiro vídeo mostra com outro nome o que venho chamando de funções pós-massivas das mídias digitais. Vejam o vídeo de Bud Caddell: Digital Media isn?t Mass Media for Cheap
O segundo vídeo de Bruce Branit, mostra com o espaço virtual está fundindo-se ao espaço físico, ou como estamos vendo a emergência do que chamo de territórios informacionais na era da "download" do ciberespaço. Vejam o World Builder Short Movie abaixo:
Tenho discutido e citado alguns projetos em meus últimos artigos e nas disciplinas que venho oferecendo sobre o tema. No blog da disciplina para a graduação em Comunicação da Facom/UFBa, Mídia Locativa vocês podem ver um conjunto de vídeos de projetos que usam tecnologias e serviços de localização, Temos aqui exemplos da minha tipologa para as mídias locativas (anotações urbanas, mobile social networking, mapas e geolocalização, smart/flash mobs, games de localização), para os mais distintos fins: lúdico, comunitário, jornalistico, ficção narrativa, arte urbana, redes sociais... Vejam os vídeos e tirem suas conclusões. Vou adicionando mais no decorrer da disciplina.
Vídeo sobre as possibilidades do Google Maps. Meio publicitário mas mostra as potências não só de produção de conteúdo mas também de vigilância e monitoramento (o que pode-se ler nas "entre-linhas" do vídeo). Via mirá:
Hoje, para quem está no Brasil, é possível conhecer um pouco mais sobre o Grupo de Pesquisa em Cibercidade, GPC (Ciberpesquisa/Facom/UFBa), criado em 2000 e o primeiro no país sobre a relação entre as cidades e novas tecnologias de comunicação (via JORNALISMO MÓVEL). O GPC está centrado hoje na análise dos aspectos sociais, comunicacionais e estéticos das dispositivos e redes digitais móveis (celular, RFID, Wi-Fi, Bluetooth...). A TV Globo passa matérias sobre o grupo hoje, na Globo News e no Globo Universidade.
Stay tuned!
"No próximo sábado, às 7h15 da manhã na TV Globo e às 13h05 na Globo News, pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Cibercidades - GPC da UFBA (André Lemos, Macello Medeiros, Karla Brunet e Fernando Firmino) participarão do programa Globo Universidade. A edição do programa abordará as pesquisas sobre cibercultura e tecnologias móveis desenvolvidas pelo Grupo.
O programa
O programa Globo Universidade estreou em abril deste ano com o objetivo de mostrar as inovações no ensino e pesquisa das universidades brasileiras e do exterior. É apresentado todos os sábados na TV Globo, às 7h15, e às 13h05, na Globo News, com reprises na quarta-feira no Canal Futura às 16h30. As edições do programa também ficam disponíveis na íntegra no site do Globo Universidade (http://globouniversidade.globo.com/)."
Vídeo com Kevin Lynch explicando sua metodologia para compreender um espaço urbano. Lynch escreveu o clássico "The Image of The City", de 1960 analisando Boston, LA e Jersey. No vídeo vemos Lynch explicando os 5 conceitos fundamentais: "path, edges, nodes, districts, landmarks". Vejam que a tipologia é a partir de entidades visíveis e, embora seja útil, parace incompleta para pensar as metrópoles na era da informação. Acho que, para compreender a relação entre cidade e mídia, deveríamos talvez pensar uma outra categoria adicional: "fluxo", ou seja, como e em que redes flui a comunicação humana nesses espaços. (Via Neo-nomad.net)
Post do Jornalismo & Internet da Beatriz Ribas mostra vídeo com uma criança de 2 anos ensinando como se usa um iPhone aos marmanjos...Interface intuitiva é isso aí...Ela liga, passa e acha fotos, busca um vídeo e diz que esta fazendo "download"!
Exposições interessantes no Musée d'art contemporain de Montréal. Gostei principalmente do trabalho do artista canadense, Geoffrey Farmer, de Vancouver e do britânico Darren Almond.
De Farmer destaco a instalação, apresentada primeiro na Tate Gallery, em Londres, "Nothing Can Separate US (When the Wheel Turns, Why does a Pot Emerge?)" de 2007. Uma sala inteira com uma grande roldana (destaque na foto acima) propondo a idéia de sinos de igrejas e um conjunto de espelhos, quadros, pedaços de jornais, fotos e diversos cacarecos evocando questões relativas às mídias, à comunicação : periódicos, cinema, fotografia, perspectivas, paisagem... Ao entrar na sala ouvimos sons e depois percebemos um post-it com um número de celular. Ao ligar para número indicado, um celular na sala recebe a ligação e aciona uma colher que bate em uma panela como um sino. Em jogo a comunicação humana e condição de conexão permanente: "what can separate us"?
Interessante também a vídeo-instalação em HD (high-definition) de Almond, "In the Between", de 2006, que faz parte da exposição "Une image sonore". Nessa instalação entramos em uma sala com três telões mostrando no centro monges tibetanos (bem atual, portanto) sentados entoando cantos, mantras que se repetem, e nas duas outras telas imagens de trens e de paisagens gravadas a partir dos trens, mostrando movimento e, ao mesmo tempo, repetição. Essa instalação me levou a pensar mais uma vez em como a mobilidade está sempre atrelada à imobilidade. No fundo, uma parece ser condição necessária da outra. A vídeo-instalação mostra assim a tensão entre mobilidade física (transporte, redes de estradas de ferro, paisagens que se desenrolam diante de nós - espetáculo) e, mobilidade imaginária, informacional (os monges imóveis, sentados no centro, entoando mantras minimalistas que dão o ritmo e criam a trilha sonora da instalação). O público, sentado ou em pé, participa dessa tensão: mobile imobile.
"In the 2006 work In the Between, Almond follows the new railway line between Xining,China, and Lhasa, Tibet. Dubbed the Celestial Road, the track crosses the Kunlun Shan mountain range, which forms a natural boundary along the northern edge of the Tibetan plateau. Its construction sparked controversy. According to Chinese authorities, the train is helping to bring Tibet out of its isolation and to encourage its development; for many world observers, however, it poses a threat to Tibetan culture and identity. In a three-screen projection, the 14-minute work juxtaposes images of the train and the landscapes it crosses with scenes shot at the Samye monastery, founded by the Indian guru Padmasambhava, who is credited with authorship of the Bardo Thodol or The Tibetan Book of the Dead. The chanting of the prayers and the sound of the Tibetan horns, drums and bells give the work a remarkable acoustic dimension. "
Na saída compro o livro "Le goût de Montréal", coleção de pequenos textos organizados por Marle-Morgane Le Moël (Mercure de France, 2008) sobre a cidade pela pluma de escritores como Stefan Zweig, Michel Tremblay, Jacques Chartier, entre outros.
Destaco agora esse trecho de Alain Gerber:
"C'est un rare privilège que d'être délivré de son ombre. Je laisse mon ombre à Paris, sous belle guarde, et je déambule rue Sainte Catherine, transparent, incognito à mes propres yeux. Montréal sait ce qui lui reste à faire. (...) Ailleurs, j'éprouve le sentiment, sans doute injustifié (Dieu merci, la passion est injuste), que les choses se trouvent où elles sont par la tyrannie des besoins et le calculs des avantages (...). La realité balance entre deux chimère: ce qui n'est déjà plus et ce qui n'émerge pas encore".
"As part of NBPC's New Media Institute 2007, 26 producers gathered in Jackson, Mississippi to create new media pieces documenting blues culture in the Mississippi Delta. Their final products are as varied as their talents; video and audio pieces, interactive locative media geo tags, even website architectures. NMI 2007 was funded by the Corporation for Public Broadcasting (CPB).
Locative Media Projects. For the 2007 NMI, three teams of media makers were convened in Mississippi to use a mix of visual descriptions and audio soundscape impressions to paint a picture of three historic Blues landmarks; the Hisckory Street neighborhood in Jackson, Mississippi, the Riverside Hotel, and the WGRM radio station. These projects plan to use a mixture of GPS technology and mobile media distribution to create site specific experiences for the audience. The video here narrated by team leader Leslie Rule, utilizes a visual "screencast" (video capture of the computer interface) to recreate what the mobile or computer experience would look like."
Me preparo agora para uma conferência no departamento de Sociologia da University of Alberta sobre "Post-Mass Media and The City. Locative Media and Informational Territories" (coloco o resumo e os slides aqui depois para download) e recebo, por email, esse vídeo da TV UFBa, Cidades Virtuais, com uma entrevista que dei sobre o tema no começo do ano passado. Vou apresentar hoje um aprofundamento do que falo na entrevista.
Não tinha visto e nem sabia que estava no You Tube. Mas, o que não está no YouTube? Como dizem, se vc não aparece no Google search e não está no You Tube, você não existe!!!
Vídeo Gallery, de Christopher Baker coloca os solitários videobloggers em companhia ums dos outros. A questão central do artista é que muitos falam mas poucos escutam. O ponto parece mesmo interessante como provocação sobre quem escuta e como se escuta. Mas não poderíamos dizer, por outro lado, que os blogs, videologs, softwares sociais, etc, seriam uma expansão da conversação? ou do silêncio barulhento? (via Panic {RE}_Programming). Cliquem na imagem abaixo para ver o vídeo e ouvir o barulho silencioso.
Como explica o artista:
"Right now each video represents a lone, solitary actor speaking from a private space (homes, bedrooms, etc) into the world - the typical 'video log'. Ultimately, I?m interested in the way that contemporary technologies successfully produce a multiplicity of speakers... but fail to produce listeners. So the democratic power of technology seems fall short in this way. It's fine if everyone has a voice - there is power in that idea - but who is listening?"
Darren Waters, do blog sobre tecnologia da BBC News, reporta sobre o uso de telefones celulares (para vídeos) na cobertura de Davos ressaltando a importância da mobilidade e da conectividade para blogueiros, jornalistas e "citizen jornalists" na cobertura de eventos. Waters ressalta o uso de softwares como Qik e Seesmic que publicam ao vivo (streaming) vídeos do celular para a internet.
"One of the talking points to emerge from Davos this year is the use of online video to report instantly on events, with little mediation through traditional channels.
Mobile camera phone have been trialling a mobile journalism unit, with reporters armed with adapted phones to attached microphones. Short, sharp interviews are posted quickly to a dedicated page on the Reuters website.
The news agency has also handed some of the phones to some blogging luminaries, including Jeff Jarvis, who has championed what is called "networked journalism". I'll be honest, I'm not entirely sure what networked journalism is - and I'm not sure anyone is - but part of it is the use of reporting tools which can make use of the connected nature of the web, to build an inclusive form of journalism.
But it's not Reuters making waves in online video that was the talking point of Davos. It's people like Robert Scoble and Loic LeMeur. Scoble, who works for Fast Company and is a renowned blogger in his own right, has been trawling the corridors of power at Davos recording interviews on his Nokia N95 and sometimes going live, using a software tool called Qik. Our online business editor Tim Weber was also roped into one of Scoble's interviews while at Davos.
LeMeur has been using Qik also - as well as his own tool Seesmic, recording video conversations direct from Davos. Online tools like Qik and connected devices like mobile phones are combining to give reporters and citizen journalists the ability to produce journalism without any of the usual filters or production layers.
Of course it's not quite as simple as it appears - both Scoble and LeMeur have a profile which transcends the tools they use. Scoble may "just be a blogger" but his status as an ex-Microsoft employee and LeMeur's connection to people like Sarkozy open doors.
But that's not the point I'm trying to make: These tools are tremendously exciting - whether you're a lone blogger, a mainstream news agency or even the world's largest news organisation like the BBC.(...)
Vejam abaico o vídeo da apresentação de Bruce Sterling no LIFT. Sterling fala sobre design, tecnologias móveis, tags, RFID, mídia locativa, computação ubíqua, sustentabilidade... :
Post do Locative Media mostra sistema que permite, com um GPS Phone, colocar tags em vídeos. Vejam o comercial abaixo:
"The Ocean device from US wireless carrier Helio gets a new YouTube application. One of the features: Videos can now be geotagged on the fly with the GPS phone."
Interessante vídeo ("Stop the Big Brother State") sobre vigilância e o discurso da segurança (falácia) para sustentar políticas de governos na busca por mais e mais controle sobre os territórios geopolíticos e informacionais e para justificar ações que violam a privacidade (vejam meu post sobre o BarLink sobre esse assunto). Abaixo o post e o vídeo divulgados no information aesthetics:
"an animated educational film designed in an infographic style about what politicians claim to be protection of freedom, but what is here referred to as 'repressive legislation'."
Post do MuniWireless, mostra, em vídeo, o protótipo do Android, sistema operacional (livre) do suposto futuro telefone do Google...Estamos mesmo na idade da pedra das mídias locativas. Vejam como o conteúdo desse vídeo torna mais importante ainda o depoimento de Berners-Lee no NYT, como coloquei em post anterior.
Projeto pretende criar uma super area de acesso Wi-Fi na Silicon Valley. Vejam o post e o video sobre o projeto aqui:
"Silicon Valley is planning one of the world's largest wireless networks, providing outdoors Web access to all and services to police and first responders. But how exactly does the technology known as Wi-Fi work?"
A revista Times elegeu "You" como o personagem do ano. Isso reflete a potência da emissão na cibercultura em sistemas como o YouTube, Google Videos, Blogs, Wiki....
Nesse espírito a Wired elege aqui os vídeos "feitos por você" mais interessantes de 2006. Vale a pena conferir a lista de Lore Sjöberg.
E no Brasil muitos desses vídeos fizeram furor por aqui como o da Cicarelli na praia, o "tapa na pantera", o "batman na feira da fruta", o making of da loteria pelo Costinha...