CARNET DE NOTES

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André Lemos is Associate Professor, Faculty of Communication, Federal University of Bahia, Brazil. PhD in Sociology, Sorbonne (1995), Visiting Scholar University of Alberta and McGill University, Canada (2007-2008). Coordinator of Cybercity Research Group (UFBa/CNPq) and Researcher level 1 at CNPq. Member of Prix Ars Electronica, Wi. Journal of Mobile Media and Canadian Journal of Communication Board. This Carnet is online since March 1st, 2001.


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wSaturday, November 28, 2009


Peninsula Voices



Mais um interessante projeto utilizando as mídias locativas, o projeto Peninsula Voices. O projeto busca construir uma experiência social e sonora do espaço em Bristol, GB, permitindo que os usuários (equipados com iPaq, Mobile Bristol editor e GPS) possam ouvir histórias associadas aos locais por onde estão passando. O lugar é aqui não apenas uma parte do percurso mas um "disparador" de histórias, mais que um ambiente, uma mídia de comunicação. Estou desenvolvendo essa tese no meu mais recente projeto de pesquisa, associado as teorias dos "atores-redes" e da "materialidade da comunicação" para pensar os modos de mediação locativos (aqui sonoro), os diversos "actantes", tendo o lugar não apenas como reservatório, mas como ator comunicativo. O projeto Peninsula Voices, iniciado em julho de 2009, é um exemplo dessa tese. Vejam descrição abaixo e mais detalhes no link acima:



"Peninsula Voices is a sound walk using location-aware technology to annotate the urban landscape. People's stories and associations are triggered when the user approaches the area they are talking about. The project was made by interviewing participants while walking with them in areas that they had associations with. These interviews were then edited and placed in a software environment (the Mobile Bristol Editor) that runs on handheld computers (HP iPAQs) that read location from GPSs. The software triggers the recordings when the user is in the corresponding region so that the user can walk around a landscape, without being guided, exploring and discovering for themselves the stories that might be associated with different areas.

(...) I am particularly drawn to the possibilities of new locative technology firstly because like memory and imagination, a space can be filled with information for one user but transparent to others, leaving the actual space almost untouched by intervention and secondly because it is non-linear, the spectator explores a landscape at his/her pace in no pre-defined order, eliciting a less passive role in the experiencing of the work, using their own body to move through both the virtual and the real space."

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posted by André Lemos at 5:32 PM - Permalink - Postar um Comentário


wSaturday, August 08, 2009


Place and Sixth Sens

Duas visões sobre a atual fase locativa da cibercultura. Primeiro uma entrevista do professor de sociologia da Universidade de Nova York, Eric Klinenberg no The Official Weblog of Henry Jenkins, mostrando como não há escape do local. Vejam na íntegra.

Depois o vídeo da palestra de Pattie Maes no TED que assisti hoje no avião, mostrando o dispositivo de sexto sentido que coloca o ciberespaço em qualquer superfície. É isso que tenho chamado de "download" do ciberespaço. Muito interessante embora o equipamente me pareça ainda bastante longe de uma portabilidade ideal.

Excerto da entrevista:

"(...) That said, I think the Net will ultimately facilitate a renaissance of local and hyper-local cultural reporting. There are already countless sites that help users find local theater, art, and music that would otherwise be difficult to identify. This kind of content is relatively inexpensive to produce, and demand for it will grow as the newspaper crisis cuts down the size of Alt Weeklies like the Chicago Reader¸ the San Francisco Bay Guardian, and the Village Voice."

O Sexto Sentido:

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posted by André Lemos at 9:17 PM - Permalink - Postar um Comentário


wFriday, July 17, 2009


Realidade Aumentada

No twitter ou nas publicações jornalísticas, a bola da vez são os sistemas de realidade aumentada. Os jornalistas descobriram agora essa possibilidade de cruzar camadas de informação eletrônica com objetos concretos ou com imagens do espaço urbano. No entanto, os projetos disso que se chama de "realidade aumentada", começaram na década de 1990 na Boing. Agora tornam-se populares através da publicidade e do marketing, seja em saco de salgadinhos, videoclipes, infografias...

Podemos dizer, para simplificar, que há dois tipos de projetos: um tipo que usa a simulação indoor e outro que interpola camadas de informação com o espaço "real", o locativo outdoor. O primeiro, que chamo de "indoor" ou de simulação a partir de objetos - que podem estar em qualquer lugar - que são usados como superfície para "aumentar a realidade". O segundo tipo agrupa os locativos que usam o espaço urbano como camada para superposição de informação eletrônica. Estes são, ao meu ver, os mais interessantes. Eles revelam, talvez, um dos aspectos mais fascinantes das mídias locativas: o de poder casar camadas de informação eletrônica com o espaço físico, expandindo o uso do espaço público. Aqui importa o local exato onde está o usuário, identificado por GPS e bulssola presentes nos dispositivos móveis como smartphones. Aqui, efetivamente, podemos ver o que tenho chamado de "download" do ciberespaço para as coisas e os objetos (a "internet das coisas".)

Com a realidade aumentada, há uma "evolução" dos sistemas de realidade virtual, mas indo para o outro lado: não mais entrar nos sistemas simulados em 3D, como na RV, mas fazer com que as informações colem às coisas, "aumentado a realidade" do usuário. É nesse download do ciberespaço, proporcionado pelas mídias locativas, que emerge possibilidades de novos usos e significações do espaço urbano, criando uma outra relação info-comunicacional com os lugares. Podemos pensar que, para além de suas características físicas, sociais, políticas, os lugares devem ser vistos, de agora em diante, também como banco de dados, ou, de forma mais comunicacional, como mídia. Bom, o aprofundamento dessa reflexão deixarei para mais tarde já que estou formulando um projeto de pesquisa nesse sentido.

Vejam os videos abaixo nas duas categorias propostas, inclusive o do pioneiro brasileiro Bruno Viana e seu "Invisiveis", além dos recém citados na imprensa: Layar e TwittAround, que une espaço físico e Twitter (aqui vemos também, como já falei em outros posts, como o twitter se transforma mesmo em instrumento locativo para redes sociais móveis).

1. Vídeo de realidade aumentada indoor:



Globo



ARHrrrrrr



Infografia no Estadão



Videoclipe

2. Vídeos de Realidade Aumentada Locativa





Layar



TwittAround



Invisíveis



Mscape, HP



Mobvis




Augmented ID

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posted by André Lemos at 7:38 AM - Permalink - Postar um Comentário


wSaturday, April 25, 2009


Sensing, Context, Place, Territory

Para fechar a semana, um conjunto de projetos e vídeos que mostra a relação das mídias locativas com as cidades na criação de novos sentidos dos lugares e, consequentemente, na transformação das formas de mobilidade e sociabilidade nas grande metrópoles (agradeço os que me enviaram links!).

Primeiro o vídeo "Context Aware Mobility Project", mostrando um sistema que reaje ao contexto e informa aos usuários sobre as redes wi-fi e 3g disponíveis no caminho e em seus trajetos futuros. Vemos aqui com a territorialização informacional dos lugares (fusão de dimensões físicas e eletrônicas) interferem nas práticas urbanas de mobilidade, tendo impacto direto nas formas de comunicação e sociabilidade.



Ja o vídeo, "Participatory Sensing", chama a atenção para o potencial participativo do uso das mídias locativas para coletar dados sobre o meio ambiente urbano. Aqui, a territorialização informacional permite uma ação mais consciente do espaço urbano, podendo ajudar no desenvolvimento de políticas públicas que transformem as práticas ambientais locais. Mais uma vez a visualização de dados criados de baixo para cima e de forma participativa engaja os participantes em uma busca constante para redefinirem os seus hábitos de mobilidade, sociabilidade e comunicação. Sentir coletivamente um lugar é uma forma de construir aí um sentido social.



Agora dois projetos brasielrios em "locative media art" que exploram o espaço urbano para marcá-lo, seja como um jogo, no projeto Lugar, seja como uma performance artística, como em Territórios 23°34' S 46°39' W. Interessante ver que ambos usam as mídias locativas para reforçar a criação de um sentido de lugar, sendo bem explícitos em seus nomes. O primeiro, Lugar, é um jogo para desenhar com um GPS a letra "L", de lugar, em cidades como Tóquio e Curitiba e o outro, "territórios", usando câmeras e GPS para uma performance na Galeria de Arte Sesc Paulista.

Abaixo imagens e descrição da ação urbana LUGAR:

"Lugar é uma ação urbana criada por Tom Lisboa que teve início em outubro de 2008, em Tóquio. LUGAR é uma espécie de jogo que (como qualquer jogo) é orientado por um conjunto de regras. O objetivo é "desenhar", caminhando, a letra L (de lugar) na planta de determinado espaço urbano e, ao mesmo tempo, desenvolver um ensaio fotográfico neste trajeto".

Agora, descrição e um vídeo do Territórios 23°34' S 46°39' W:

"Foram realizados mapeamentos com dispositivos de GPS e câmera de vídeo sem desprezar os 'ruídos' decorrentes dos sistemas de captura empregados e das interferências atmosféricas do entorno.

A partir do material coletado foram criadas visualizações audio-visuais controladas por sensores infravermelhos relacionados ao fluxo do interior da galeria que incidiam nas projeções externas da fachada devolvendo ao espaço urbano uma construção estética da sua própria complexidade e ao mesmo tempo uma deconstrução da idéia da cidade como cartão postal."

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posted by André Lemos at 5:58 PM - Permalink - Postar um Comentário


wWednesday, February 18, 2009


Internet in Everything



Não é mais o upload para o ciberespaço, como a matrix lá em cima (aliás nunca foi), mas o download da informação e a conexão em tudo do mundo aqui em baixo. Russel chama essa fase a da "internet pingando nas coisas", outros de "internet das coisas", Alex Soojung-Kim Pang de "the end of cyberespace", eu tenho usado a imagem do "download" do ciberespaço ou dos territórios informacionais para enfatizar os lugares e não a irrealidade do virtual...Enfim, em comum aqui a idéia de que talvez tenhamos mesmo que remover a palavra ciberespaço (aquele mundo de informação desmaterializado) do nosso dicionário e constatar a importância dos processos informacionais colados a pessoas, objetos e lugares com a internet em tudo e em todos os lugares.

Vejam o que diz Clay Shirky, autor de Here Comes Everybody no The Guardian:

"I removed 'cyberspace' from my vernacular. The idea, which I grew up with, of going into a place separate from the real world, is something my students just don't recognise."

"The internet brings to everywhere some of the conundrums of dense city living."

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posted by André Lemos at 9:39 PM - Permalink - Postar um Comentário


wMonday, December 29, 2008


Locative Media Law?


Parc La Fontaine, Montreal, em agosto de 2008

Perguntas:

Seria a primeira lei da geografia, a primeira lei das mídias locativas? Das mídias com funções pós-massivas?:

"Everything is related to everything else, but closer things are more closely related" (Waldo Tobler's First Law of Geography, 1970).

Paralelamente, a lei das mídias de massa não poderia ser: "tudo está relacionado a tudo, mas informações massivas a distância podem chegar a qualquer lugar do mundo"?

Não viria daí a idéia de um "no sense of place"?

Os conteúdos digitais das mídias locativas, "presos" aos lugares, não estariam obedecendo a primeira lei da geografia, enquanto a lei das mídias de massa estaria "esquecendo" a geografia?

Em tempo de viradas espaciais (Foucault já falava da supremacia do espaço sobre o tempo na década de sessenta!) não é hora de acabar com o esquecimento da geografia por parte dos estudos de mídia, e também daquele das mídias por parte dos estudos sobre o espaço? Não é hora de pensar mais seriamente as novas mídias e suas relações com os atuais processos de espacialização?

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posted by André Lemos at 9:40 AM - Permalink - Postar um Comentário


wMonday, December 08, 2008


Space is the Place


Foto ontem em uma apropriação criativa do espaço: pintura de um muro em Piatã, Salvador.

Acabo de escrever um artigo sobre "Mídias Locativas no Brasil (em tradução para ser publicado em journal canadense) que reforça o tema central do número 21 da Vodafone | receiver, "Space is the place!". Realmente os desenvolvimentos das mídias da localização e da mobilidade colocam ênfase nos lugares "do mundo aqui em baixo" e não no mundo virtual do ciberespaço "lá em cima". Escrevi na introdução do meu artigo:

"O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da 'internet das coisas' (van Kranenburg, 2008). Utilizarei aqui a metáfora do download, ou como diz Russel (1999), da internet 'pingando' nas coisas. A antiga discussão sobre a irrealidade ou a constituição de uma mundo a parte com o ciberespaço e a cibercultura parecem estar em questão com a virada espacial que o estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre os sentidos da tecnologia na cultura contemporânea.

Interessante notar que as mídias locativas, que colocam ênfase nos lugares, são tecnologias da mobilidade, que utilizam dispositivos (laptops, smartphones, PDA, GPS) e sensores RFID, assegurando a conectividade a partir de redes digitais sem fio (Wi-Fi, Wi-Max, 3G, Bluetooth). Movimentar é 'des-locar', mas aqui o deslocamento não significa um apagamento do lugar mas uma possibilidade de criação de novos sentido através de práticas sociais como anotações urbana, games baseados em localização, mobilizações políticas, mapeamento, geotags... Se a mobilidade era um problema na fase do upload (sair do local de trabalho ou da casa, incompatibilidade de equipamentos e redes, falta de serviços de localização), hoje, no download das mídias locativas, mobilidade transforma-se em oportunidade para usos e apropriações do espaço público (Dourish et al, 2007). Paradoxalmente, as mídias da mobilidade são as mídias de localização. O que importa é a dimensão do lugar que, além de suas características física e concretas, ganha uma outra, informacional, como banco de dados disparados para dispositivos apropriados a partir da localização e da movimentação do usuário. O lugar deve ser pensado em sua dimensão física, social, cultural, simbólica, imaginária, mas também informacional.

A discussão sobre espacialidade e mídia não é nova, e é bem conhecida as formas de produção social do espaço pelas mídias de massa (telégrafo, jornais, radio, TV) e interpessoais (correio, telefone). As mídias conformam a percepção do espaço e a própria subjetividade em um jogo de espelhos, mostrando nosso lugar no mundo (em relação a outros lugares no mundo), a nossa identidade (em relação a outras identidades), além de organizar o arranjo espacial da sociedade, das cidades, das instituições. Lugar deve ser entendido como fluxo, evento (Thrift, 1999, Massey, 1997, Shields, 1991), cruzamentos de territorialidades, sempre aberto e sujeito a agenciamentos sociais e midiáticos. Novas mídias produzem novas espacialidades.

A cibercultura traz em seu bojo questões ligadas ao espaço. Muitos afirmam ser ela uma cultura do ciber-espaço. Desde o surgimento da internet, a discussão se pautou no espaço virtual, nas relações nas comunidades virtuais, na virtualização de instituições, na webarte, na educação a distância, no e-commerce, no e-governement e na democracia eletrônica. Numa primeira fase a ênfase é o 'upload', entendido como transposição eletrônica de corpos, instituições e informações para um 'lugar' fora do 'mundo real', o 'mundo virtual'. Agora, com a internet 'pingando nas coisas', o download mostra a ênfase na localização, nas informações ligadas ao 'mundo real', ressaltando relações espaciais concretas, nas coisas e objetos, nos lugares públicos e privados. O download do ciberespaço cria sinergias e constitui novas territorialidades 'no mundo real'. Novas possibilidade emergem para reapropriações e ressignificações dos lugares. A expansão global de serviços e tecnologias baseados em localização cria possibilidades para reconfigurações das experiências no espaço público, tanto comerciais como artísticas e políticas. O lugar não é mais um problema para acesso e trocas de informação no ciberespaço 'lá em cima', mas uma oportunidade para rever as coisas 'aqui em baixo'. (...) "

No número da Receiver, os seguintes textos:

Locative media and the city: from BLVD-urbanism towards MySpace urbanism

Sunday, December 7th, 2008 by Martijn de Waal

MySpace urbanism ? first, this refers to the role of social networks, on-line profiles and tracking sites as spaces where we project our identities, through which we connect and which could lead to interaction in the real city. Secondly, the term implies that these media can help us to personalise the city: to focus only on the bits and connections that are of specific interest to us personally, to remake the city in our own image.

The geospatial web ? blending physical and virtual spaces

Sunday, November 30th, 2008 by Arno_Scharl

Geobrowsers have a direct impact on the consumption of news media; they change mainstream storytelling conventions and provide new ways of selecting and filtering news stories. Geobrowsers set the stage for the Geospatial Web as a new platform for content production and distribution. With little effort, users can upload geo-tagged stories and photos to central repositories, making them available to a global audience at the touch of a button.

The rise of the sensor citizen ? community mapping projects and locative media

Monday, November 24th, 2008 by Anne_Galloway

We often think of mobile technologies simply in terms of their communication capabilities, but their increasing ability to trace our movements and collect information about the spaces through which we pass, can also make it easier for people to keep track of the places and things that matter most to them. Community mapping and sensing projects that use commonly available consumer electronics as environmental measurement devices, enable people to collect and view a wide array of location-based data.

The world as the interface ? location data and the mobile web

Monday, November 17th, 2008 by Jon_Follet

There is a world of information that we can?t immediately see in the streets we walk and drive in, and in the buildings in which we work, play, and live. The great potential of the mobile geospatial web is to reveal this hidden world to us, by adding geospatial and timing data to the user experience in an instant. But this immediacy also presents challenges we must weigh carefully, if we are to successfully create geospatial mobile experiences.

Spaces ? A short story by Michael DiBernardo

Monday, November 10th, 2008 by Michael DiBernardo

DiBernardo wrote ?Spaces? for the ?Mobile 2020? competition that accompanied the opening of the Mobile Life Excellence Center in Stockholm, Sweden last year. The story follows a person exploring the physical and social landscape of an unfamiliar city, receiving ? well, just read on to find out!

Location has been a long time coming ? is it now ready for prime time?

Sunday, November 2nd, 2008 by Andrew Grill

So what is it about location based services or simply ?LBS? that gets everyone excited yet fails to deliver on the promise of automatic, always-on, location assisted services and content? In theory, getting the current location of a mobile phone should not be that difficult. TV shows such as CSI and movies like Minority Report reflect an always-on society where information on a person?s whereabouts is instantly available. In practice however, location is a rather complex issue.

Simultaneous environments ? social connection and new media

Monday, October 27th, 2008 by Kazys_Varnelis

A century of modernity was undone as fast as it came, as new technologies supported new ways of relating between individuals. Networking is now not just marked by the flow of media from the top down ? it is, above all, a vast social phenomenon. This is our world, and it is a radically different place from the condition we once knew as modernity (or postmodernity for that matter).

A digital geography manifesto

Monday, October 20th, 2008 by Jonathan_Raper

What should you write on an academic blog? If news, trivia, detail and narcissism are all out, then what?s left? When I started my blog ?The Digital Geographer?, I decided to sidestep these sins by writing a manifesto on the challenges we faced in designing and implementing a new generation of mobile applications, that will bring the power of location technology to mobile devices everywhere. And since my old history teacher always said there were ten points on any given subject, it has ten points.

Creating maps for everyone and network effects for the data driving them

Monday, October 13th, 2008 by Sean_Gorman

Mapping was once the domain of professionals. Cartographers and geo-scientists trained in universities for several years to learn the best techniques for accurately displaying data on maps. The public often saw the end product of the map creation process, but was largely limited to scribbling on paper when it came to creating maps of its own. Beginning in 2005, this paradigm turned upside down. The last three years have fundamentally changed the way people understand their location and geography.

Art feature ? Tag galaxy

Monday, October 13th, 2008 by Steven_Wood

With the creation of Tag Galaxy, Steven Wood wanted to explore the way that people use tags and the connections that become visible when this usage is viewed on a large scale. Tag Galaxy lets you browse photos intuitively via virtual planetary systems representing related tags. The application itself does not know of any logical connection between the concepts described by the tags, but as it observes the literally billions of photos which have been tagged by the users of the photo sharing site Flickr, their choices become apparent and a certain level of collective intelligence is achieved.

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posted by André Lemos at 5:59 PM - Permalink - Postar um Comentário


wFriday, October 31, 2008


Mapping

Post do blog [Fell] the City propõe um simples esquema para o entendimento dos processos atuais de mapeamento, cruzando tecnologia, experiência urbana e processamento de informação. Isso me leva a pensar na relação dos lugares com as tecnologias digitais móveis. Eles são, ao mesmo tempo, heterotopias com funções simbólicas acopladas a dimensões físicas e, também, pura virtualidade, banco de dados. As mídias locativas fazem com que uma informação seja disparada (por um dispositivo adaptado - celular, gps, sesores, etc) ao se aproximar de uma determinada localidade. Esse disparo, tecnicamente é a informação "local", sendo esse lugar interpretado como o alvo do conteúdo de um determinado banco de dados.


"
+ Mapping : to understand the basic attributes for map design.
+ Data Visualization : to see how people organize and visualize information.
+ Locative Media : to know how people use new media technology to describe the city differently.
+ Psychogeography : a new way of mapping the city based on emotional exploration, or ?drift?, a practice of the Situationists, who chose to walk following the emotional ?attractions of the terrain.?
+ Sensory Experience : to understand how the senses are connected to each other."

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wThursday, October 16, 2008


Newspapers and Mobile Media

Post do Bizcommunity, "How newspapers, mobile media can work together - but probably won't" mostra os desafios do casamento entre jornalismo e sistemas de localização para oferecer notícias de acordo com a posição do leitor. A relação entre o jornalismo e as novas tecnologias digitais móveis tem se mostrado frutífera seja nas novas práticas dos jornalistas, nas transformações das redações, nos novos produtos derivados para plataformas móveis e agora como novos sistemas aliando news e localização.

Vejam abaixo trechos do post de Vincent Maher:

"(...) that media companies can deliver news targeted at a Personal Content Area based on the user's actual location. Whereas personalisation has mostly gone unused on the desktop web, I think people will be more likely to use a service that filters news based on their location.

(...) Place and time are two of the most important pieces of meta-data associated with content because they directly relate to relevance, before personal interest and taste. As an example, someone may not be generally interested in crime news, except when it happens next door to them. They may not be interested in restaurant reviews, unless the restaurant is nearby.

(...) The question then is: what type of company is best suited to leverage this potential successfully?

The answer is a conglomeration of smaller news providers which already provide local news and have the sales infrastructure to deal with smaller advertisers which need to reach an area with a radius of 20km or less. The national newspapers are at an immediate disadvantage because their sales teams aren't scalable enough or geared for many smaller incentives to sell. And, of course, they don't produce enough local content to service the entire country.

A solution to the content problem could be localised citizen journalism but, again, this will require a massively scalable editorial team to ?gatekeep'. It's not impossible, though; it just requires some money and faith in the model, or a proper business plan. In my experience, a business plan like that is unlikely to emanate from a newspaper, and even less likely to get board approval because there are too many risks and it detracts from the core business which is still, sadly for many, selling paper.(...)"

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wTuesday, September 09, 2008


Place and Territory,

Duas coisas rápidas:

1. Caí no site do Nós da Comunicação e na coluna da Pollyana Ferrari leio um depoimento do Win Wenders que é o mote em vários projetos com mídias locativas, contar e ler as histórias dos lugares. Escreve Ferrari:

"Passar duas horas ouvindo Wim Wenders me encheu de reflexões. O cineasta alemão, que esteve no Brasil dia 22 de agosto para sabatina sobre o futuro do cinema promovida pela ?Folha de S. Paulo?, diz que a paisagem urbana precisa ser absorvida. "Precisamos permitir que o lugar nos conte sua história."

2. Tenho usado o conceito de "território informacional" para dar conta da relação entre os lugares e suas territorialidades, mais especificamente, os novos territórios informacionais, a saber as diversas redes eletrônicas de controle para emissão e recepção de informações digitais em relação simbiótica com os espaços físicos. Acabo de saber que o Lev Manovich usa um outro termo para falar da mesma coisa, "cellspace". Sinceramente acho que "território informacional" explica melhor as dinâmicas de controle do fluxo informacional nos lugares e no espaço, mas o importante mesmo é que mais um vê, com outro nome, a mesma coisa (Obrigado Adelino). Escreve Manovich no artigo "The Poetics of Augmented Space":

"(...) Cellspace is physical space that is 'filled' with data, which can be retrieved by a user via a personal communication device. Some data may come from global networks such as the Internet; some may be embedded in objects located in the space around the user. Moreover, while some data may be available regardless of where the user is in the space, it can also be location-specific. The examples of the cellspace applications which are not localised is using GPS to determine your coordinates, or surfing and checkling email using a cell phone. The examples of location specific applications are using a cell phone to check in at the airport, pay for a road toll, or retrieve information about a product in a store. While we can think of cellspace as the invisible layer of information that is laid over physical space and is customized by an individual user, publicly located computer / video displays present the same visible information to passersby. (...)".

Como escrevi em um artigo no prelo:

"It's not out of context to think that the contemporary information society creates new kind of territories: informational territory. Is plausible to think that the information society produces new territories. Informational territories can be understood as areas where informational flow in the intersection between cyberspace and urban space is digitally controlled. Here uses can either control inputs and outputs of information date. The informational territory creates a new function of place, a heterotopy. (...) So place, as a result of territorialization (geographic delimitation, laws, and regulations) gains new layer information that's a new territory created by electronic networks and mobile devices. (...) All territory is made of information. Although, in using the term informational territory, I want to differentiate digital information layers from other forms of "information". Wireless networks, sensors and mobile technologies that open up new uses of place create digital information layers. The informational territory is not cyberspace, but the territory in a place formed by the relationship between the physical dimensions of territorialities and the new electronic flows, creating a new form of territorialization. The place becomes more complex because this territory is now related with other territorialities (laws, regulations, subjectivities, cultures, and politics). Empirically, we can see these informational territories by examining the use of public spaces equipped with the new infrastructure of wireless networks and devices or from ethnographic research showing the relationship of users with the space before and after the formation of informational territories.

(...) Others speak in terms of a "bubble" (Beslay and Hakala, 2005) or a "cloud" (Vander Wal, in Roush 2006). These images are interesting and show a picture of the "form" of the territory informational. However, both "digital bubble" and "digital cloud" do not offer the ontological dimension of place; they don't inform about the basic principles of these bubbles or clouds. I propose the concept of informational territory because, although it may take the form of a "bubble" or "cloud", it indicates here not a form but a function, a way the place is reconfigured by technology, sensors and digital mobile networks. If we think about territories, we can see the new dynamics, new forces and new powers being established in places through these devices and networks (here we can face political problems like surveillance, monitoring, privacy, the digital divide, and so on). (...) "

Acho que assim como "Bubble" ou "Cloud", "Cellspace", é uma imagem ainda imprecisa sobre o fundamento ontológico dessa relação entre redes digitais e espaço físico. Ainda mais, ele está atrelado a idéia de "células" com as dos telefones celulares, o que limita ainda mais o conceito. O conceito de "territótio informacional" pode evocar de fato aquilo que ele é, uma zona de controle informacional no interior de lugares perpassados por outras territorialidades (leis, hábitos, normas, consumo, etc...).

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wThursday, August 14, 2008


Wii Space

Já postei nesse Carnet sobre a console Wii, a partir de um debate sobre games aqui em Montreal. Mas não tinha ainda jogado. Vou reforçar o que foi dito no post anterior e ampliar um pouco a discussão (idéias preliminares, como sempre, "work in progress", objetivo mesmo desse Carnet). A tese é simples: o Wii cria um espaço ampliado ("espaço wii"), fazendo com o que o lugar de onde se joga, e o movimento do corpo, tenham um papel de destaque: de residuais como nos outros jogos eletrônicos, eles passam a personagens centrais.


Foto tirada durante a palestra de Bart Simon, professor da Concordia.

Agora estou me exercitando com a console Wii. E é essa mesma a palavra, exercício. Meus braços estão doendo, suei a camisa e me cansei jogando algumas partidas de tênis. Viciado em futebol, nunca joguei tênis na minha vida. Agora jogo um pouco a cada dia, mesmo sabendo que, de forma alguma, essa experiência possa ser comparável ao jogo de tenis "real". Mas isso pouco importa para o meu argumento. Esse não é o ponto. O que quero reforçar rapidamente aqui é a qualidade da console, a versatilidade e os papéis do "lugar" e do corpo na plataforma.

Os jogos eletrônicos, em geral, têm como espaço de jogo a tela do computador, ou a tela das consoles portáteis ou da TV. O lugar onde está o jogador, obviamente, não faz parte do jogo, mas influência na jogabilidade. Procura-se uma boa posição, boa luz, conforto, concentração, etc, para poder focar no que se passa nas telas. Ele é, por assim dizer, residual, e deve ser esquecido para que o jogo funcione bem. Na Wii, o lugar faz parte do jogo, criando o que vou chamar aqui de "espaço Wii" (um espaço lúdico) que prolonga o espaço das telas (que permanece, no entanto, fundamental - é um "video game"!). Literalmente, o lugar de onde se joga é incluído no jogo. Assim, não é apenas o conforto para focar na simulação que está em marcha, mas o rearranjo e o uso do lugar como espaço do jogo (retirar objetos, afastar móveis, se movimentar para um lado ou outro - ou seja "criar um espaço" para jogar). Esse lugar de onde se joga não é apenas residual, ele é incorporado aos games. A sala, o quarto ou qualquer outro lugar passam a ser elementos fundamentais do jogo. Cria-se o espaço do jogo, o "espaço wii", assim como marcar com giz o chão cria o "espaço jogo de amarelinha", ou desenhar ou criar traves em um campo, o "espaço jogo de futebol".


Marcando o chão para o Jogo de Amarelinha

Da mesma forma, a dimensão corporal só reforça esse vínculo ao espaço do jogo já que ele é, como o lugar, "sentido" pelo sensor da console. Em qualquer jogo eletrônico, o corpo está presente, inclinado sobre o teclado, forçando as teclas, concentrando nas ações, batendo nos botões da console, etc. Mas, para o jogo, o que interessa é a função da tecla, ou dos movimentos efetuados nas consoles ou no mouse. Aqui o corpo é, como o espaço, residual. Nos jogos na console Wii, diferentemente, o corpo e seus movimentos são sentidos pelo sensor e são também elementos fundamentais do jogo, sendo incorporados ao desenvolvimento da ação. O jogo, na realidade, só acontece com esses movimentos no espaço. Descubro assim que determinados movimentos, no meu jogo de tenis, têm efeitos diferentes sobre o movimento da bola (estou aprendendo ainda) e não é à toa que médicos estão usando a console para treinamento em cirurgias. E ainda não usei o Wii Fit, que radicaliza ainda mais essa relação com corpo. Meu corpo sente o jogo (estou com dores nas costas e nos braços) e o lugar foi organizado para jogar (tive que tirar a coffee table, arrastar o sofa, tirar os objetos do alcançe das minhas cortadas e saques...).


Espaço e corpo em conflito extremo: Are wii have fun??

Corpo e lugar passam, consequentemente, de entidades residuais para entidades do jogo, transformando-se em personagens integradas ao espaço lúdico. Podemos falar então de "realidade aumentada", como para os jogos pervasivos que usam o espaço urbano em relação com o espaço informacional. Vemos aqui mais um exemplo de como as tecnologias digitais reconfiguram os lugares, criando novas funções, novas dimensões e novas relações com o corpo. Mais do que a desmaterialização e a descorporificação no ciberespaço, o que estamos vendo com as mídias locativas, os jogos computacionais pervasivos e a console Wii, são novas formas de territorialização, de criação de novos sentidos do espaço físico e de tensões sentidas diretamente na carne!

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wSunday, August 10, 2008


Graffiti and Street

Domingo de sol e entre uma leitura e outra, dirigo meu olhar para a cidade e tento também lê-la. No meio da rua, na McGill College, Then and Now, uma exposição de fotos do século XIX dialogando com outras atuais, iniciativa da Concordia University, com apoio do McCord Museum.


Homeless escrevendo e calculando!

Vejo um "homeless", cercado de sacos plásticos, uma calculadora e um bloco escrevendo compulsivamente. Depois, na esquina vejo marcas explícitas no chão, contra o desmatamento. Paro para almoçar no Comensal, restô natureba e a kilo (dica do Pierre Lévy, com quem fui a um mês atrás).


Marcas contra o desmatamento

Na sequência fui ver o festival internacional de Graffiti, Under Pressure, na Saint Laurent, no Quartier des Spectacles. Muita gente e a cultura hip hop a toda (graffiti, break, rap).


Graffiti no pátio atrás do Founfoun Electrique

E agora, para terminar, estou no Parc La Fontaine, na conexão aberta do projeto Ile sans Fil, onde já postei sobre os novos significados do lugar com a possibilidade de conexão aberta e a criação de um novo território (informacional) em meio às diversas outras formas de territorialização.


símbolo de redes sem fio? Ou são meus olhos?


Tattos no corpo todo - 100% segundo o prórpio - No Under Pressure

Fotos, marcas, grafftis, todas expressões urbanas que visam criar um enraizamento social, comunitário, seja pelo prazer solitário da escrita (o homeless), seja pela memória imagética (as fotos), seja pelos desenhos no protesto ambiental (as marcas no chão), seja pela escrita urbana dos graffitis (junto com skate e muito hip hop) ou no corpo tatuado.

Por incrível que pareça, o domingão foi salvo!

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wFriday, August 01, 2008


Cognitive Mapping

Nesse Carnet são inúmeros os projetos apresentando construção colaborativa, artística, política de mapas. A construção de mapas, tenho insistido, é um importante elemento para a compreensão dos processos de espacialização e para a re-apropriação dos espaços urbanos. Lembrem-se que mapas eram sempre produzidos por técnicos e com uma forte conotação política e ideológica de conquista de territórios e de manunteção de suas fronteiras. Hoje cartógrafos e geógrafos são unânimes ao afirmar que estamos vendo uma profusão de mapas sem precedente na história.

Interessante ver como essa apropriação, esse processo de "Cognitive Mappinng" (Tolman, 1948, Jameson), é uma forma espacial de inserção não-alienante no espaço urbano. Jameson mostra como a contrução de mapas "cognitivos" seria correlata a um posicionamento ideológico. Assim, a possibilidade de se localizar em um determinado espaço corresponderia a uma postura ideológica, política. Jameson faz um paralelo com o trabalho de Kevin Lynch (no clássico "The Image of the City"), que afirma que a falta de orientação espacial é uma forma de se alienar no espaço urbano em que se vive. Ter a capacidade de se situar no espaço e, mais ainda, de produzir uma carta dessa localização (um mapa), é uma maneira de se colocar politicamente no mundo.


Mapa sobre violência no Kenya com o Ushahidi

Vejam o que diz Jameson:

"In a classic work, The Image of the City, Kevin Lynch taught us that the alienated city is above all a space in which people are unable to map (in their minds) either their own positions or the urban totality in which they find themselves: grids such as those of Jersey City, in which none of the traditional markers (monuments, nodes, natural boundaries, built perspectives) obtain, are the most obvious examples. Disalienation in this traditional city, then, involved the practical reconquest of a sense of place and the construction or reconstruction of an articulated ensemble which can be retained in memory..." (Ver Jameson, Fredric. Postmodernism or, The Cultural Logic of Late Capitalism, via cognitive mapping - ideas site - craig stroupe)

E temos essa explicação de Colin MacCabe (in Preface. In: F. Jameson: The Geopolitical Aesthetic. Cinema and Space in the World System. London 1995, xivf).

"Cognitive mapping is the least articulated but also the most crucial of the Jamesonian categories. Crucial because it is the missing psychology of the political unconscious, the political edge of the historical analysis of post-modernism [...] The term is taken from the geographer Kevin Lynch´s The Image of the City (MIT Press, 1960) and is used by him to describe the phenomenon by which people make sense of their urban surroundings. Effectively, it works as an intersection of the personal and the social, which enables people to function in the urban spaces through which they move. For Jameson, cognitive mapping is a way of understanding how the individual´s representation of his or her social world can escape the traditional critique of representation because the mapping is intimately related to practice ? to the individual's successful negotiation of urban space. Cognitive mapping in this sense is the metaphor for the processes of the political unconscious. It is also, however, the model for how we might begin to articulate the local and the global. It provides a way of linking the most intimately local ? our particular path through the world ? and the most global ? the crucial features of our political planet."

Podemos assim afirmar que os processos atuais de mapeamentos com as mídias locativas, ajudam a criar localização, sentido de lugar e posicionamento do sujeito Ao produzirem cartas, ou seja, uma cibercartografia, como falamos em ultimos posts, o cidadão escreve no seu espaço cognitivo e cria, forçosamente, uma imagem dos outros, de si e do seu lugar nesse espaço. Mas o grande desafio é criar processos não comerciais, que coloquem o sujeito não apenas como consumidor desses instrumentos de localização (o que poderá gerar um outro grau de alienação), mas efetivamente de produtor de conteúdo (de sentido) sobre sua comunidade, sua rua, seu bairro, sua cidade e seu lugar no globo. É aqui que o "label" "locative media", se diferencia dos demais serviços e tecnologias baseados em localização. Como afirma Andrea Zaffiro em Reflecting on the Past, Speculating the Future: Feminist Interventions in Locative Media:

"Locative media practitioners maintain that one of the field's defining characteristics is its separation from Location-Based Services (LBS), those corporate to corporate, business-to-business and business-to-user services, such as fleet tracking and in-car navigation. This distinction is significant given that locative media shares technologies with location based services, yet has a different agenda. The democratic potential afforded by locative media is that it, 'at once exposes the operation of surveillance technologies, and reverses, multiplies and diffracts the gaze by giving people the opportunity to take ownership over the tools and the data generated' (Hemment, p. 4)."

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wMonday, July 21, 2008


The City

Hack the city, Trap the streets, the media city and the invisible city...



Aram Bartholl em seu blog fala do evento "hack the city", no Total Museum of Contemporary Art, Seoul. Hack the city é aqui a tentativa de criar novas significações dos espaços e lugares. Venho insistindo nessa questão e tentando mostrar que as novas tecnologias digitais móveis podem servir como instrumento de pertencimento comunitário, reterritorialização e ênfase no redimensionamento dos lugares. Essa potência deve combater a mercantilização e a insitência em colocar o usuário como mero consumidor dessa nova cultura da "mobilidade" (como as empresas de celular adoram isso!!!!).

O post the Aram sobre o evento afirma que : "(...) It is time to 'Hack the city!'. The word of 'hack' ing does not mean the specific media oriented act in the computer science. It is not used in negative way which is stealing personal information without permission, either. Rather it is right to say that this word is chosen in the metaphorical context: critical thinking, reconsider of our social system and technology. If people think the place/space where they live, reconsider about the technologies which they use everyday like mobile phone, become unfamiliar with familiar things, then we can say that we are close to make the world what we dream. (...) The results of performance from the workshop, for sure, bring fresh air to the people who will meet them on the street. Also they have a chance to think about computer game or virtuality."

Outra forma de apropriação, dessa vez para enganar os "violadores" de copyright, é o "trap de street". Ruas fictícias são adicionadas em mapas para que eles percam a precisão e assim, tornem-se inválidos. Interessante aqui essa forma de "hackear" a cidade, com intúitos nada louváveis, mesmo que seja para lutar por direitos de autor. Como mostra o verbete na Wikipédia: "A trap street is a fictitious street included on a map, often outside the area the map covers, for the purpose of "trapping" potential copyright violators of the map, who will be unable to justify the inclusion of the "trap street" on their map. Sometimes, rather than actually depicting a street where none exists, a map will misrepresent the nature of a street in a fashion that can still be used to detect copyright violators but is less likely to interfere with navigation. For instance, a map might add nonexistent bends to a street, or depict a major street as a narrow lane, without changing its location or its connections to other streets. Trap streets are routinely denied and rarely acknowledged by publishers. This is not always the case, however. (...) In an edition of the BBC Two programme Map Man, first broadcast 17 October 2005, a spokesman for the Geographer's A-Z Street Atlas company claimed there are "about 100" trap streets included in the London edition of the street atlas. (...)".

Artigo sobre cidades invisíveis, de Kazys Varnelis e Leah Meisterlin, mostra a disseminação e o crescimento planetário de produção de mapas. Vemos aqui como algo que sempre esteve ligado a técnicos e ideologias políticas conquistadores, está agora nas mãos de todos (e mais uma vez, não sem ideologias conquistadoras!), podendo criar sentido de pertencimento e novas espacilizações, isto é, compreensão de si, do seu lugar e do outro. Vejam esse trecho:

"(...) By altering our conceptions both of the city and of ourselves, ubiquitous maps have earned a place as a key component of network culture. Like Internet search engines, they redefine how we relate to information and to the world. Building on its position as the dominant Internet search engine and growing Web applications platform, Google has also emerged as the dominant player in ubiquitous mapping. Starting its Google Maps service in 2005 to compete with existing online mapping services such as MapQuest and Yahoo! Maps, Google quickly attracted attention with its easy-to-use interface and the quality of its results, enhanced by satellite data from Google's 2004 purchase of geospatial data visualization company Keyhole. Even more important, however, Google Maps' open APIs allowed users to use their own georeferenced data to create mashups, custom maps overlaid on the Google Maps base that they could then integrate into their own Web sites. Users soon developed sites to display data on free Wi-Fi nodes, on real estate available on Craigslist, on locations of cellular towers, tennis courts, or on airports in which pets have been lost, injured, or killed. More recently, the Google My Maps feature allows less technologically sophisticated users to save their own personal annotations and hand-drawn shapes on the company's servers, while Google Street View has added photographic images of highly-trafficked streets. Street View has courted controversy from privacy advocates who suggest that in capturing individuals during its photography sessions, Google has intruded into their private lives.

Tennis Maps

Figure 3: TennisMaps finds local courts by searching satellite imagery.

Já o post do Mobile City, de Martijn de Waal, resenha o livro Media City de Scott McQuire, mostrando os diversos processos de espacialização criado pelas tecnologias comunicacionais. Questiona-se também o papel destruidor do espaço e do lugar das mídias locativas. Como falava acima e como tentei mostrar no curso que ministrei em Faro, Portugal, esses projetos são minoritários mas nos permitem vislumbrar as etapas da espacialização que se cria com as mídias digitais móveis. E o desafio é sair da posição de consumidor passivo para produtor de informação. É isso que tentam fazer artistas, ativistas, pesquisadores. Mostrar o potencial dessas tecnologias para a produção social do espaço e chamar a atenção para fenômenos de controle, vigilância e monitoramento (policial, político, comercial...)

Trechos:

"(...) The first is that McQuire sees media not as a means of representation, but rather as a technology that co-constitutes the experience of the city. In other words, what is interesting is not so much how a movie or tv show represents the city. What is interesting is how media can provide new frames for making sense of the city; how it provides new ways of experiencing the city. Second, I liked his approach of technology: McQuire is interested in the way in which new technologies are incorporated into everyday life, how they are turned from 'disembedding technologies' into embedded media practices: when new technologies are introduced ? be it the telegraph or the internet ? they are usually seen as disruptive technologies that will 'annihilate time and space' and disembed existing social relations. However, usually after a certain period of time, some of these technologies have become so normal that we do not even notice them anymore. They are so embedded in our everyday practice that we simply can't imagine what life would be without them.

(...)

When looking at locative media and the experience of the city, we might well be in the 'in between phase'. There is still a lot of bewilderment and excitement about the technologies. Yet clear practices haven't emerged, although McQuire is critical about the general direction of innovation. It?s mainly pushed by commercial providers aiming at instant gratification for their customer base. There is less attention for usages that might benefit a more public, collective culture.

Let's have a more detailed look at what McQuire means when he says that

Rather than treating media as something separate from the city ? the medium which 'represents' urban phenomena by turning it into an image ? I argue that the spatial experience of modern social life emerges through a complex process of co-constitution between architectural structures and urban territories, social practices and media feedback. (...)"

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wThursday, June 12, 2008


Wireless Place



Um exemplo de novos significados dos lugares com o uso das tecnologias móveis e redes sem fio é a possibilidade de acesso à internet a partir dos lugares públicos. Venho sempre ao parque La Fontaine, no Plateau, em Montreal. Ando de bike e leio. Quanto preciso me conectar tenho que sair do parque e ir a algum café. Hoje achei um ponto de conexão wi-fi aberto (há vários fechados) e estou fazendo esse blog e publicando essa foto daqui (tirei a foto agora com o computador). De todos os lugares do parque, esse passa a ter um novo sentido e voltarei aqui mais vezes (com certeza há outros que descobrirei depois). O parque é um lugar público: pessoas passeando com filhos e cachoros, gente de patins e bike, gente ouvindo música, tomando sol ou lendo. Um território com suas leis, regulamentos e memória. Mas uma outra dimensão junta-se a essa: a informacional - o que venho chamando de "território informacional". E a seguran?a do lugar me permite usar um laptop sem a menor preocupação. Ou seja, o lugar é uma somatória de diversos territórios e suas funções.

Agora esse lugar tem uma nova função, uma heterotopia de conexão, adicionando à mobilidade física, outra, informacional (posso navega a vontade, blogar, micro-blogar...). Esse lugar agora tem um outro significado pra mim e posso sempre voltar aqui para curtir o parque e, quando não estou lendo, ouvindo música ou vendo as pessoas passearem, me conectar à internet. As redes sem fio e tecnologias móveis de acesso permitem assim, criar novas fun?ões nos lugares, adicionar elementos à memória do lugar e produzir novos significados. Não é um "não-lugar", não é um "lugar sem sentido". É o mesmo Parc La ontaine, mudando.

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wWednesday, May 28, 2008


OBX Lab

Conversei hoje com Jason Lewis, resposável pelo Obx Labs/Concordia University, que desenvolve há alguns anos projetos interessantes ligados à textualidade, espaço urbano e novas tecnologias digitais móveis, principalmente celulares. Conversamos sobre os projetos Citispeak, CityWide e Passage Oublié. Todos exploram a relação com o espaço das cidades, a criação de pertencimento e de vínculo social, a produção textual pública e coletiva. Abaixo uma síntese.



Sobre OBX:

"Obx Research Studio is dedicated to exploring new ways of working with visual language in the digital environment. We investigate on two levels simultaneously by creating artworks which utilize and motivate the software libraries and applications we develop. Our main goal is to provide both the inspiration and the means for others to push the boundaries of computationally-based expression."

Sobre os Projetos:

"Cityspeak" foi apresentado em 2006 no MobileFest em SP, quando conheci o projeto. A obra explora atextualidade e o uso do espaço público. O sistema permite que pessoas enviem SMS que serão visualizadas no espaço público (telão) criando assim formas de publicização de textos normalmente enviado de forma privada.


Cityspeak em Montreal

"Cityspeak is ephemeral graffiti, an exploration into using private modes of communication to drive transient public displays of commentary about a particular location. Participants use their SMS - and web-enabled cellphones or wireless PDAs to send text to a common server. The text is processed using the NextText text visualization software. NextText references real-time data from the location to specify the visual behaviors of the text. The resulting stream of text is layered back onto the location in the form of large-scale projections. Participants can use the display to leave commentary, tell stories, conduct conversations or simply to play with the visual characteristics of text. Cityspeak is an example p2P (private-to-public) communication which allows participants to use communication technologies we tend to think of as private--cell phones and Personal Digital Assistants--to create public displays."

"CityWide" usa ambientes com acesso a internet sem fio, hotspots (aqui aqueles disponíveis pela organização "Ile Sans Fil", para criar uma zona de "chats" entre as pessoas que ocupam o mesmo hotspot, criando memória e micro-comunidades .


Site do Citywide

"Citywide provides a way for geographically-based micro-communities to maintain communication with one another. The application makes use of the wireless hotspots provided by groups such as Montreal?s Île Sans Fil to create a chat-space that is local to each particular hotspot. Use it to converse with other visitors, shout out to the cute guy in the corner, post announcements, or explore the history of previously posted messages."

"Passage Oublié" aborda a relação com não-lugares, no caso o aeroporto internacional de Toronto (de julho 2007 a maio 2008), e os processos de controle de pessoas pós 9/11. Os usuários são convidados a deixarem suas impressões por SMS ou através de um laptop dentro da área de cobertura Wi-fi com aeroporto sobre a questão do controle, da vigilância e da invasão da privacidade e do respeito à integridade física e moral das pessoas. Um mapa interativo (touch screen) mostra aeroportos envolvidos em "rendition flights". O usuário pode olhar, toca e contribuir.


Passage Oublié Touchscreen

"Passage Oublié is an interactive artwork about extraordinary rendition, the practice whereby terrorist suspects are made to disappear in a global network of detention camps. This installation takes the form of a touchscreen kiosk at Toronto's Pearson International Airport, July 2007 to May 2008. As an estimated six million passengers on their way to nearby security gates are about to surrender to increasingly invasive searches, they are prompted to respond to information about the conditions of secret detention of presumed terrorists. Since extraordinary renditions are carried out on regular commercial jets, civilian airports are one of the few?if not sole?spaces where civilian worlds and the secret network of detention sites overlap. As such, airports are prime terrain for engaging with the practice of extraordinary renditions. It is in this context that Passage Oublié displays information about rendition flights and asks travellers the following questions: Are rendition flights an acceptable means of dealing with the threat of terrorism? How is a collaborating country's credibility as a defender of human rights affected? Does the end justify such means when it comes to the 'war on terror'? Are the liberal democracies involved in this activity compromising their cherished principle that one is innocent until proven guilty? Responses to these questions can be sent to the kiosk using a mobile phone or a laptop with the airport's wireless network. These messages are visually animated along flight trajectories on a world map featuring airports involved in the extraordinary rendition network. In order to describe Passage Oublié it is first necessary to provide more detail about extraordinary renditions".

Todas as experiências mostram o potêncial das tecnologias móveis para ação no espaço público, para produção textual coletiva, para criação de redes de sociabilidade e para a implicação política das pessoas ao espaço urbano, criando assim "new senses of places".

Obrigado Jason!

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wSunday, May 18, 2008


The Place,

Dois posts de blogs diferentes colocam em evidência a importância dos lugares no desenvolvimento das mídias locativas e dos games. Estou escrevendo um artigo sobre location-based mobile games, e em breve coloca aqui os resultados da pesquisa. O ponto principal é o uso e a resignificação dos lugares. O jogo, forma histórica de desenvolvimento das cultura (Huizinga), tem um importante papel no desenvolvimento e na apropriação, tanto das tecnologias (em geral) e dos espaços (de jogo). Retornarei a essa discussão mais a frente. Agora deixo duas citação interessantes sobre o tema.

A primeira vem do Pasta & Vinegar, sobre o game Grand Theft Auto IV com uma entrevista da Eurogamer com Aaron Garbut de Rockstar.

"We never reproduce real world locations. We take interesting or representative elements and create something new from them. It's about taking inspiration from real places and producing something that captures the essence of it. We're trying to take our impression of New York and keep it as that, an impression, not a laboured reproduction. I think that gives it more flavour, more intensity and in an odd way makes it feel more real. I've seen it in other games that set out to rebuild a city street by street, not only do compromises get made that favour realism over fun but a lot of the life is lost and all that's left is a hollow representation of a real place. I'd rather have the right vibe than an accurate roadmap.
(?)
So we've always treated the cities like a real place. We build them, we pack them with interesting things and then we place the missions within them at a later date. Obviously once a mission is placed and working we will tweak the area to work better, but essentially the processes are fairly separate. That's not to say there isn't a deliberate intention to evoke emotional reaction as you say. It's just that if there is one it?s happening during the placement and pacing of the missions. I think having this massive environment available first gives a lot of opportunity to play with the missions and find what works best.
"


(Excerpt from a GTA IV map)

O segundo vem do The Place of Social Media, a partir do O?Reilly Where 2.0 conference:

" (...) So, why at a conference devoted to location-based social networking, was the place largely devoid of digitally enabled social networking? It would have been nice for O'Reilly to practice what it was preaching. Sure, we had a robust wi-fi connection throughout the event. But come on, let us talk to one another, the people in the same space, as easily as we can talk to people in the wide open Internet!

While I learned a lot about what some companies are doing in the 'location space,' I didn't hear a lot about why. I didn't hear a lot about why location-aware computing is necessary, positive, or tranformative. I heard a lot of, 'this is uncharted territory,' but not a lot of, 'this is important because?' Let's face it, I don't need to have a network of computers aware of my location - but as a result of that awareness it just might transform my awareness of x,y and z. Sure, I have some opinions about this subject, but I want to see the developer community engaging with these questions. Software is not just a product, it's a tool. Constructed needs will decompose eventually unless they are answering something a bit more fundamental. Location aware technology is transforming what we already do - location and place are already important to our personal and political identities. Developers need to act in response to social practices as opposed to acting by constructing social practices to fit a market niche. Ultimately, the market will be more receptive to the former anyway."

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My public Space

Exposição, My Public Space, no Netherlands Media Art Institute Montevideo/Time Based Arts coloca em evidência as relações entre espaço público e privado em meios as novas tecnologias móveis digitais e processos de vigilância e monitoramento. A exposição é uma continuação de uma outra chamada "Territorial Phantom". Vemos aqui como conceitos de espaços híbridos e territórios informacionais estão subjascentes à discussão. A delimitação de territórios informacionais, como venho insistindo, pode ser um forma de visualização mais precisa do embate entre espaço público e privado em meio a tecnologias pervasivas e ubíquas.



Descrição

"The copious use of digital, network and mobile technologies has had an enormous influence on our concept of public and private space, and calls up new questions about the conditions for these environments. Public space is not longer something that we can leave or exclude. Through wireless technologies ? chat, mail, GSM ? the public is everywhere: in our homes, our beds and even our bodies. What is private any more? What consequences does this muddying of the public and exposure to the public gaze have? Public space has become a 'hybrid': an entanglement of the public and private spheres.

The phenomenon of the changing concept of private and public space is twofold: on the one side there is a growing wish to express ourselves publicly via the media; on the other, public space is becoming more controlled and limited than ever. With their t-shirts, animations, games, installations and websites the artists in this exhibition throw light on this phenomenon in diverse ways.

For instance, in their work Hasan Elahi and Jill Magid employ mechanisms and technologies of control in public spaces for their own private stories, and with an enormous camera Martijn Engelbregt asks passers-by on the Museumplein what they think of being filmed. The works by Eduardo Navas and Marisa Olson respond in various ways to taking private information into the public domain of the internet. Guy Ben-Ner really is doing the same thing, but in the publicly accessible (though private property) model rooms at IKEA.

With her game Dora García responds in an abstract manner to the gray areas around the borders between the public and private, with a quiz with unanswerable personal questions which nonetheless must be answered yes or no. Eva and Franco Mattes aka 01001011101011101.org respond in an abstract, synthetic way to the phenomenon by taking a performance that was all about impinging on someone's private space by forcing them to squeeze past naked bodies in order to enter some place, and re-enacting
it in Second Life.

Susan Härtig's tent makes a really private and mobile space possible, somewhere that no mobile telephone or other device using radio waves can find. And finally, by revealing what is normally invisible on internet or via RFID technology, the t-shirts by Susan Härtig and Aram Bartholl address today's hybrid space."

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wFriday, May 09, 2008


Jot You

Esqueceu de pegar o pão na padaria, de deixar uma encomenda na casa de um amigo? Seus problemas acabaram ;-))

O sistema JotYou usa celular e localização para alertar o usuário quando ele passar por um local onde deveria fazer alguma coisas (via Locative Media). Vejam descrição e vídeo sobre o sistema:

"You send a message to one person or many people, and specify a delivery time and location using the map on the computer, or an address from your mobile. When they arrive at the location you specify, JotYou? alerts them by 'buzzing' their cell phone, and delivering the message. It's just that simple!"

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posted by André Lemos at 10:33 AM - Permalink - Postar um Comentário


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Street Radio

Em post recente falava da recriação da história e do reforço a uma memória do lugar com o uso das mídias locativas, como o projeto sobre o muro de Berlim. No mesmo espírito, o projeto Street Radio, usa rádio FM, bluetooth, celular e redes sem fio criando uma estrutura de rede mesclada para que as pessoas possam ouvir história escondidades de Southampton. Vejam trechos do post do The Next Layer, "A new public wireless interface: Hivenetworks successfully launch 'Street Radio' in Southampton."



"On Friday the 14th of March 2008 ten 'street radio' nodes went live in Southampton narrowcasting Hidden Histories -- stories from Southamptons Oral History Archive selected and arranged to correspond with the location of the 10 nodes. Participants started to meet at around 11 am at the gallery cafe in Southampton's Civic Centre. There they received maps of the Hidden Histories trail and those who needed them could borrow little FM radio receivers. Here you can get a digital version of the Hidden Histories map and here you get a Hidden Histories Guide

The underlying technology has been developed by Hivenetworks over the past 3, 4 years. The technologically creative mastermind behind the project is Alexei Blinov. For many years he has supported artists by finding technical solutions for their ideas. This time it was the other way round, as the basic concept behind Hive Networks is based on ideas and research carried out by Blinov, supported by a network of collaborators and friends. Blinov conceived the idea of a network that is not just a carrier of information but one that sees hears, smells, and which automatically adds new nodes and drops them if necessary, a hive of little devices which interact with each other and the public. (...) The concept of Hivenetworks was created by the artist-engineer Alexei Blinov with the proposition that it should enable media artists to create complex public art works without having to get into the deep end of technological development. Here you find an article about the deep history of HIvenetworks.

Hivebox on light pole in front of former Tyrell and Green building

On a tight budget and close deadline, we were very happy to be able to deliver. On 10 light poles in the centre of Southampton on Above Bar street weather proof little boxes have been mounted which contain repurposed commercially available hardware. The unique hard- software combination implemented by Hivenetworks is playing soundfiles in a loop on FM radio on 89.0 MHtz. The very low powered USB FM transmitters are said to have a range of about 10 to 15 meters. Thus, around each lighhtpole in a radius of 30 meters approximately you can hear one particular radio art piece created by me with excerpts from the Oral History Archive. The boxes also scan the surroundings for mobile phones with the bluetooth function on. Asking the carrier of the mobile phone to accept a message first, a short bluetooth text message is transmitted announcing the node, the frequency and its content. The Hiveware contained in the boxes also creates a mesh network based on the OLSR protocol. Currently we do not provide access point services, the mesh is only there for maintainance reasons. Via the net we can 'see' the boxes from London and check if they are working and upload new content.

Snapshot of the mesh network topology
(...) But technical functioning aside, the project also worked as a whole. I simple loved drifting from one node to the other, headphones on, radio in hand, listening in to one story and then, after a while, moving on to the next. There was a specific effect that we had hoped to happen but could not count on because at the end of the day this was the first time that something like this was done. We placed the nodes in such a distance that ideally the covered areas would overlap just a bit so that you could drift from one story to the next and even have an area where both nodes were audible. And this was exactly how it turned out. Between node 6 and 5 for instance, or node 7 and 9, you could walk away from one node, its signal slowly getting weaker, while the other soundbytes would start coming in, gently interfering but not wiping out the first signal, until you were close in reach and only listened to one node again. It would be very tempting for the future to use this effect to ask sound artists to create compositions for specific areas.

(...) The street radio set up deployed by Hivenetworks on the other hand uses technology which people already carry in their pocket. Most of the newer mobile phones have bluetooth and FM reception. Having headphones, even small ones, really improve the experience. But that's it, oiff you go and listen to stories from Southampton's maritime past while taking a walk through the city, smelling the air, seeing radio masts of ships in the distance, being 'disturbed' by some live seagulls. What struck me as particularly interesting is this overlapping of the visual sense with the profane ongoings of Southampton on a weekday morning and the audio sphere with the voices from the achive. It creates a new layer, a new public interface through which to experience the city. (...)"

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posted by André Lemos at 10:28 AM - Permalink - Postar um Comentário