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André Lemos is Associate Professor, Faculty of Communication, Federal University of Bahia, Brazil. PhD in Sociology, Sorbonne (1995), Visiting Scholar University of Alberta and McGill University, Canada (2007-2008). Coordinator of Cybercity Research Group (UFBa/CNPq) and Researcher level 1 at CNPq. Member of Prix Ars Electronica, Wi. Journal of Mobile Media and Canadian Journal of Communication Board. This Carnet is online since March 1st, 2001.


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wThursday, January 15, 2009


GPS and Photography

Interessante post do The Mobile City, mostrando similaridades entre os monitoramentos de movimento e traçados em mapas com GPS, conhecido como GPS tracking ou GPS drawing, e o processo fotográfico. Em ambos está em jogo atenção ao contexto, a gravação uma situação servindo como suporte à memória, envolvimento local... Vejam trechos do texto de Tijmen Schep acompanhando o trabalho de Esther Polak na Nigéria acompanhando nômades com um GPS:



"(...) GPS tracks are arguably quite similar. They too are a detailed recording of a situation, so just like pictures they should be able to lure us into talking about it?s context, the ?why? behind making the track.

And thus we arrive at Esther Polak?s Nomadic Milk project. I am currently travelling through Nigeria with Esther for three weeks, which puts me in a position where I am allowed a close look at the way in which her art takes shape.

Esther records GPS tracks of nomadic people and shows these to them. She does this with a cool little drawing ?robot? that draws lines with sand, so that multiple people can view these tracks at the same time, facilitating conversation. It?s this conversation that she?s after. She believes people have an easier time talking about real life if they have an object-to-talk-around. It?s a little like this journey for me: having the excuse of this project really allows me to see the most incredible side of Nigeria. But because I do so in a work context and not in a tourist context I have a way easier time of accepting this, it gives me an excuse to transcend social boundaries. And so do pictures and, in the case of Esther, GPS tracks. (...)"

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posted by André Lemos at 7:53 AM - Permalink - Postar um Comentário


wSaturday, March 22, 2008


Nomadic Shopping



Mais um interessante projeto de Esther Polak, Nomadic Shopping, a mesma que realizou o AmsterdamREALTIme a o MILKprojec. Nesse novo projeto, Polak constroi uma fiçcão a partir de "GPS track", tendo por base o "The Opzeeland Dairy Route". Para o projeto ela utilizou o "mashup website" VeoGeo.com que combina imagens do GPS tracker, Google Maps/Earth e com vídeos do YouTube. (via Network_Performance). Ao entrarmos no projeto é possível clicar nos "waypoints" e ver o deslocamento com o GPS e um vídeo que conta a história...A imagem é composta de três janelas: o GPS tracking, o vídeo e um gráfico com dados do GPS sobre o deslocamento (imagem abaixo).



GPS writing e outras escritas

Acho interessante a tentativa de ir além do simples traçado de percursos com GPS, criando uma ficção multimídia, escrevendo invisivelmente o espaço urbano, adicionando aí outras ficções, na busca de uma outra narratividade. Nas discussões no Medlab Prado em Madri, o diretor Juan Prada, chamava a atenção para projetos que dessem atenção à imobilidade, e não ao deslocamento. Não é o caso aqui, mas nesse projeto o deslocamento ganha camadas ficcionais que se sobrepõem à escrita invisível do GPS. Com a escrita ficcional, própria da literatura, do cinema, do teatro, da música, da dança, a autora tenta "contar histórias" e não apenas cartografar percursos.

Essa escrita da cidade (e todas, desde os dadaístas, surrealistas, situacionistas até os atuais projetos em locative media) não vai salvar, nem redimir, seja a sociabilidade, a comunicação, o espaço urbano ou a vida nas cidades. Não há razões para crer que a escrita (essa ou qualquer outra) possa nos elevar a algum outro patamar civilizacional. Não há, portanto, razões para otimismo ou utopias. E todos os projetos em locative media devem ser enquadrados nessa perspectiva crítica.

Temos apenas pela frente o tempo que tudo devora, e o espaço abstrato, clamando por lugares e territórios. Nessa confluência espaço-temporal, não nos resta muito, a não ser tentar, já que vivemos, enriquecer um pouco mais a vida quotidiana, combater a solidão, o isolamento e o sofrimento. Escrever não salva, mas ajuda!

Lendo o ótimo "Si ce livre pouvait me rapprocher de toi" (Paris, L'Olivier/Seuil, 1999) de Jean-Paul Dubois (aconselho a leitura também do seu "Une vie française", de 2004) um dos meus escritores franceses favoritos, o narrator diz:

"Et j'ai découvert que le courage dont on fait preuve pour écrire est celui-là même qui nous fait défault dans l'existence. J'ai découvert que décliner ainsi sa vie ne la rend pas moin miserable, qu'une existence présentable n'a pas besoin d'être mise en scène, que les phrases ne sont jamais qu'une suite de mots complaisants. J'ai découvert que, croyant chaque foi écrire pour quelqu'un, c'est en réalité contre moi que je plaidais" (p. 41).

Escrever não ajuda mas, às vezes, nos salva de nós mesmos.

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posted by André Lemos at 11:35 AM - Permalink - Postar um Comentário