André Lemos is Associate Professor, Faculty of Communication, Federal University of Bahia, Brazil. PhD in Sociology, Sorbonne (1995), Visiting Scholar University of Alberta and McGill University, Canada (2007-2008). Coordinator of Cybercity Research Group (UFBa/CNPq) and Researcher level 1 at CNPq. Member of Prix Ars Electronica, Wi. Journal of Mobile Media and Canadian Journal of Communication Board. This Carnet is online since March 1st, 2001.
Lugares são pontos do espaço dotados de sentido social, cultural, histórico. Ele é o topus, onde a vida social ganha sentido e contornos mais nítidos lutando contra o vazio e a insignificancia do espaço ao redor.
Dois posts do WebUrbanists mostram isso pelo sentido oposto: Lugares para esperar o fim do mundo, cujo sentido de proteção pessoal se estabelece no esvaziamento de sentido social - a espera do fim da civilização, logo do social, da cultura e de todos os lugares (undergorund rooms); e os lugares abandonados, que fizeram sentido em determinado momento, que deram abrigo a formas sociais e culturais e que, pelas suas próprias dinâmicas e a dimensão implacável do tempo, perderam sentido, viraram não-lugares, lugares abandobados: (Abandoned Places). Vemos aqui lugares contruídos e abandonados onde a dimensão dos processos técnicos são norteadores da nossa relação com o espaço. A produção social do espaço, em sua natureza técnica, cria e apaga sentidos: plantas industriais que não servem mais, abrigos nucleares, espaço sociais fantasmagóricos.... Nada mais nada menos do que a dinâmica socio-técnica produzindo espacialização - pela construção ou pela destuição!