CARNET DE NOTES

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André Lemos is Associate Professor, Faculty of Communication, Federal University of Bahia, Brazil. PhD in Sociology, Sorbonne (1995), Visiting Scholar University of Alberta and McGill University, Canada (2007-2008). Coordinator of Cybercity Research Group (UFBa/CNPq) and Researcher level 1 at CNPq. Member of Prix Ars Electronica, Wi. Journal of Mobile Media and Canadian Journal of Communication Board. This Carnet is online since March 1st, 2001.


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wFriday, November 07, 2008


Pervasive Game and Wi-Fi Montreal

Post do Delapierre Jerome Cart360 apresenta o game "Catch Me if You Can" no velho porto de Montreal, que agora tem uma rede Wi-Max em toda a área do velho porto. Vejam o vídeo do jogo, que utiliza Skype e webcams, a descrição e o mapa da zona Wi-Max abaixo:


Sobre o Game:

(...) In other word, we aim to create an experience that illustrates the quality of spaces covered of virtual reality. (Why this internet coffee where we are writing is different from any other coffee on the street?) As both spaces exist and no one would like to renounce the opportunities of the web and it communication possibilities, the web is going mobile through large wifi installations. This gives space for activities outside while making full use of the virtual environment. Moreover people have to get a feeling for having both realities at one time and to find a way of using them. By making full use of the large free wifi band located at the Montreal Old Port, an opportunity is given to explore an early example of doubling reality in their geography location. To dress the links between the two, this experiment aim to make your physical location having an impact on your virtual universe and vice versa. Using a man hunter game setup, real acting can easily be shared over the virtual space and create the connection between player localization and their actions in virtual spaces. A person only needs a headset and a webcam and others can follow her via the web. Having this addition point of view the people on the Internet can feedback, in a conversation format, to the real space. The person who is informed about several locations at one moment is able to combine this information to it?s real sensing of places.(...)".

(...) The game consists of two teams of participants all connected over one or few video chat software. Each Team designates a player who will act as the person in charge of the communication. These players are not running on the field and install their stations on a spot where they can provide information to the member of their team. They are the only ones who know where are the hunters as well as the escapers and they are the only ones able to communicate (describing) the location of the enemy to their team-mates. Even if the hunters/escapers take care of their own space sensing, the two game monitors (one for each team) provide an extra orientation fundamental to the game organisation and the essential strategy tool to ensure victory.(...)"

A Free WiFi network on 1.2 Km in a park

?Montreal will soon become the first Canadian city to deliver wireless Internet and mobile IP telephony to residents. A new WiMAX based Wi-Fi network is being deployed across the metropolitan area thanks to a joint venture between two Quebec-based businesses: independent Internet service provider Radioactif.com(TM) and Nomade Télécom, wireless network installer and operator. The mission of this joint venture is to create an alternative to large Internet service and IP telephony providers by offering quality services at the best possible prices. 'For less than $30 per month, Montreal residents will soon be able to have wireless Internet access and IP telephone service almost everywhere on the island,' explained Daniel Robichaud, President of Radioactif.com. (...)"

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wWednesday, August 20, 2008


Locative Media and Pictures of the Day

Estou lendo alguns artigos e em breve faço alguns comentários aqui. Os que estou lendo agora são: "New Maps for Old? The cultural Stakes of 2.0", de Caroline Basset, publicado na Fibre Culture, #13, e o "The Internet of Things. A critique of ambient technology and all-seeing network", de Rob van Kranenburg, da Waag Society, Holanda, que me foi enviado pelo próprio, ainda a ser publicado (o Felipe Fonseca, efeefe, é citado pelos trabalhos nos Pontos de Cultura, no Metareciclagem e no Descentro).

Enquanto leio e vejo que comentários fazer, seguem algumas fotos feitas ontem pelo Parc La Fontaine, Montreal.

Locative Media?


Mídia locativa analógica? Seta indicando direção de lugar nenhum sem nenhuma explicação aparente!

"Há, no entanto, mídias locativas analógicas. Podemos dizer que uma placa informando que um determinado lugar é uma pizzaria, um hotel ou uma loja de departamentos pode ser considerada uma mídia locativa. Ela contém informação agregada a uma localidade. Mas, a informação é estática, não sensitiva (...) . Ela não é ?smart?, isto é, não processa informação, não sabe quando foi vista, nem por quem, nem para que uso. No caso das mídias locativas digitais, esse mesmo painel ou letreiro, enviaria informações digitais por redes sem fio para dispositivos móveis. Essa informação poderia ser indexada a outras (websites, comentários de usuários), identificando o usuário e promovendo ações efetivas, presentes e futuras (...)" (Mídia Locativa e Território Informacional)

"Tout le malheur des hommes vient d'une seule chose, qui est de ne savoir pas demeurer en repos, dans une chambre."
Pascal


"Une Saison a Venice", de Wtodzimierz Odojewski, Les Alusifs, Québec, 2006

Simulacro!


Árvore no Poste e Árvores

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wMonday, August 18, 2008


Picture of the day - Storm


Storm's coming!

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wSunday, August 17, 2008


Pictures of the Day

From the Streets of Montreal...

QR Code no Museu de Arte Contemporânea.


"Informational Mobility" - Cellphone -> QRCode -> Web

Câmera de vigilância sobre a Place des Arts


Water Surveillance

Mobile Art!


"Art is not the architecture of reality. Art is the anatomy of the invisible!"

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wTuesday, August 12, 2008


Identité



Esse projeto faz parte de uma trilogia que preparo sobre escritas com GPS (ou "GPS Writing") nas cidades em que morei entre setembro de 2007 a setembro de 2008. O primeiro projeto foi o SURVIVALL, escrita com GPS tracker de carro em 40 KM de Edmonton, no Oeste do Canadá durante o inverno de 2007-2008. O carro é o meio de locomoção por execelência em Edmonton e a palavra "Survival", foi modificada para criar um jogo de sentidos. Survivall surgiu a partir do livro Survival de M. Atwood que argumenta ser essa a questão que perpassa toda a literatura canadense. Vejam o site para mais detalhes

No atual trabalho, escrevo, de bicicleta em 14 km, e de uma só vez (ou seja sem parar e em um único arquivo .gpx), a palavra "Identité", questão central no Canadá, mas particularmente forte em Montreal e em toda a região do Québec. Lugar de fundação do país, dominado por franceses, depois ingleses e depois franceses de novo, o multiculturalismo está presente e a tensão entre anglófonos e francófonos ainda permanece. Acho que essa região é que dá a tensão e a identidade canadense, além da única possibilidade de não se dissolver no vizinho do sul (os EUA). Montreal talvez seja a mais interessante cidade do Canadá, justamente pela questão/tensão identitária. A bicicleta é o instrumento de locomoção mais interessante (que uso diariamente) aqui e a palavra só poderia mesmo ser escrita em francês.

A terceira escrita com GPS será feita em Salvador, Bahia, Brazil em setembro de 2008.

Essas "escritas" estão inseridas no meu projeto de pesquisa sobre as tecnologias móveis, comunicação e espaço urbano (me interesso particularmente aqui pela invisibilidade dos processos subjetivos e pela relação pessoal com o espaço urbano - tornando-se depois, no mapa e na web, público e visível), que o leitor pode ver mais detalhes no meu Carnet de Notes. Usei o Wintec GPS Tracker, uma câmera de 8 MP Kodak, o programa "myTracks", para exportar o arquivo do GPS, e o "Quikmaps" para gerar o mapa digital na web.

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wSunday, August 10, 2008


Graffiti and Street

Domingo de sol e entre uma leitura e outra, dirigo meu olhar para a cidade e tento também lê-la. No meio da rua, na McGill College, Then and Now, uma exposição de fotos do século XIX dialogando com outras atuais, iniciativa da Concordia University, com apoio do McCord Museum.


Homeless escrevendo e calculando!

Vejo um "homeless", cercado de sacos plásticos, uma calculadora e um bloco escrevendo compulsivamente. Depois, na esquina vejo marcas explícitas no chão, contra o desmatamento. Paro para almoçar no Comensal, restô natureba e a kilo (dica do Pierre Lévy, com quem fui a um mês atrás).


Marcas contra o desmatamento

Na sequência fui ver o festival internacional de Graffiti, Under Pressure, na Saint Laurent, no Quartier des Spectacles. Muita gente e a cultura hip hop a toda (graffiti, break, rap).


Graffiti no pátio atrás do Founfoun Electrique

E agora, para terminar, estou no Parc La Fontaine, na conexão aberta do projeto Ile sans Fil, onde já postei sobre os novos significados do lugar com a possibilidade de conexão aberta e a criação de um novo território (informacional) em meio às diversas outras formas de territorialização.


símbolo de redes sem fio? Ou são meus olhos?


Tattos no corpo todo - 100% segundo o prórpio - No Under Pressure

Fotos, marcas, grafftis, todas expressões urbanas que visam criar um enraizamento social, comunitário, seja pelo prazer solitário da escrita (o homeless), seja pela memória imagética (as fotos), seja pelos desenhos no protesto ambiental (as marcas no chão), seja pela escrita urbana dos graffitis (junto com skate e muito hip hop) ou no corpo tatuado.

Por incrível que pareça, o domingão foi salvo!

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Ciberflânerie

Mais uma Ciberflânerie pelo lado oeste de Montreal...

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Picture of the Day


Bike, city, maps: the map is the territory!
Montreal, "La Maison des Cyclistes", near Parc La Fontaine

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wThursday, August 07, 2008


Picture and Video of the Day


Ontem no show do Radiohead, Montreal


Pedaços de clips...

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wMonday, August 04, 2008


Cyberflânerie

Mais riscos invisíveis com GPS em Ciberflanerie

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wSaturday, August 02, 2008


Geocaching

O jornal cultural, e gratuiro, Montreal Mirror publicou essa semana uma matéria sobre o jogo pervasivo Geocaching. Geocaching é jogado em todo o mundo onde os jogadores devem encontrar coisas - caches - a partir de dados de localização com GPS e outras dicas misteriosas. O mapa abaixo mostra os inúmeros caches aqui em Montreal.



Esses jogos, com o uso de mídias locativas, criam formas de espacialização, possibilitam novas cartografias mentais e produção de heterotopias (função dos lugares) e sociabilidade. Escrevi na introdução de um recente artigo (ainda no prelo):

"Pervasive Computer Games (PCGs) combine digital mobile technologies and location-based systems by creating an interface between electronic and physical spaces for playing. Our goal here is to show how the new digital mobile technologies produce spacialization, i.e., a social production of space, particularly with the PCG. Spatialization is achieved through the use of technology, sensors and digital mobile networks (smart phones, palms, GPS and AR devices, RFID chips and GSM / GPRS, Wi-Fi, Bluetooth, Radio), creating informational territories. Play is, at the same time, the way to use the space and to result in social appropriation of mobile technologies and networks. (...) The goal is to examine, based on the history of the PCG, the forms of spatialization created by the use of location-based services and location-based technologies. At the end of this chapter, I will analyze 73 PCGs (from 2000 to 2008) to identify the forms of spatialization. We will see that the PCG uses informational territories to produce two temporary heterotopias: 1) the use of physical space for the game (hunt and chase are the majority), and 2) the relationship between physical space and space electronics (LB games are hegemonic)."

Vejamos, por exemplo, como, segundo jogadores entrevistados na matéria do Mirror, esse jogo produz espacialização:

"I've discovered parks I never knew existed in my own neighbourhood because of geocaching," says Jason Nadeau, aka DigitalMind. "I've met new friends through geocaching and even found neighbours who do it.?

"When visiting geocaching.com, players receive the coordinates and usually a clue as to where to look. GPS devices are precise, but even the correct destination covers a few square metres. "Once you get around 20 metres to the cache, you need to look with your eyes, not your GPS," says André Vandal, aka AV Design, who previously was a director of Geocaching Quebec and designed the organization's geocoin memento. "In the forest, it's easier because no one is ever going to find it accidentally, but in the city, it can't be much bigger than a 35mm film container. You have to look in places where the cache can be hidden all year round."

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wFriday, August 01, 2008


Place

Postei recentemente sobre Role Play Games no Parc Mont-Royal e sobre o uso de redes wi-fi no parc La Fontaine, ambos em Montreal. Na o casião, ressaltava o novo sentido dos lugares (os parques) com o jogo e com o acesso a redes sem fio. Lendo o interessante artigo Reflecting on the Past, Speculating the Future: Feminist Interventions in Locative Media de Andrea Zeffiro na ".dpi: la revue électronique du StudioXX", sobre o pervasive computacional game, Hauting (um caça fantasmas com GPS e celular), destaco a seguinte passagem sobre função do lugar e o processo de espacialização em jogo com as míidias locativas:


Illustration: R. Fenwick, Co&Co Design

Processo de construção do jogo

"The Haunting team - regardless of one's task in the production process, the day of the week or forecast - visited the park weekly. At first, this involved exploring the space and mapping trails, observing the seasonal activities carried out by park visitors, and testing the various mobile devices for reception and range. As the team focused more intently on production, testing was held in the evening, given that the game was to be installed after sunset, and the focus shifted towards content development and debugging. The in-situ fieldwork enabled the team to confront challenges that might have not been apparent had production occurred solely in the lab. For instance, documentation was compromised in the winter because of batteries dying in extreme cold and due to the sheer challenge of gripping small technologies with gloved hands (Sawchuk 2007). These findings, given the technologies employed in game play, suggested that the winter was not an optimal season for locative media experiences. In addition, fieldwork was less welcome by park users in the winter as ?trail work' interfered with cross country skiing paths."

Nova Heterotopia

"However, this link to the local was not merely in terms of physical space. Rather, the project itself and those who were part of it were not merely accountable to the various groups and individuals sharing the space; it was also a question of negotiating the past (history of the area) with the present (present context of the park and the creation of the game), particularly in terms of content development. This meant a significant investment with the non-technological realm. While the technological component to The Haunting was significant in the evolution of the game, the technology became secondary or even, as a means of augmenting the social and cultural dimension of the park. And this is, I think, the strength of the project."

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wMonday, July 21, 2008


Paysages Ephemeres



Quanto mais estudo as mídias locativas, mais me interesso (e estou atento) pelo/ao uso das ruas, com ou sem dispositivos eletrônicos. Evento em Montreal, Paysages Éphémères, propõe um uso temporário da rua através de diversas ações: performances, instalações, mobiliário urbano, micro-esculturas...Nada de tecnologias digitais, mas apropriação e uso das ruas buscando modificar a paisagem urbana. O cenário é a avenida do Mont Royal, no Plateau, onde as obras, sem nenhuma publicidade, criam pequenos estranhamentos, pequenas hierofanias no quotidiano. Os passantes páram, olham, fotografam, e se perguntam sobre a finalidade daquilo. O lugar vivido e praticado ganha assim uma nova coloração.

Sobre o uso temporário das ruas, indico a leitura do interessante livro "Temporary Urban Spaces" (Hayden, Florian, Temel, Robert. ed., Basel, Birkhäuser 2006), que apresenta vários projetos artísticos que tomam o espaço urbano para explorações efêmeras. Os autores afirmam: "Uses is, in any case, not a quality that is inscribed in things, buildings or spaces but rather social relationship in the triangle of property, possession and right to use. In that sense, use is a more or less flexible relationship within which people can make various uses of one and the same thing or, expressed more generally, can relate to this thing in different ways - and thus pursue different interests" (p. 26-27)

E sobre as paisagens urbanas, deixo uma citação do "A invenção da paisagem", de Anne Coquelin ( Martim Fontes, SP, 2007), já reproduzida em outro momento nesse blog (um pouco de redundância nunca é demais!): "(...) emolduramos, fazemos da cidade paisagem pela janela que interpomos entre sua forma e nós. Numerosas vedute, uma esquina de rua, uma janela, um balcão avançado, a perspectiva de uma avenida. O prospecto aqui é permanente. A cidade participa da própria forma perspectivista que produziu a paisagem. Ela é, por sua origem, natureza em forma de paisagem. (...) a paisagem urbana é mais nitidamente paisagem que a paisagem agreste e natural...sua construção é mais marcada, mais constante, ainda mais coagente. Ali tudo é moldura e enquadramento, jogos de sombra e de luz, clareira de encruzilhadas e sendas tortuosas, avenidas do olhar e desregramento dos sentidos?. (p. 150).

Algumas obras do Paysage Ephémères 2008:


O lugar das bikes, como os exclusivos para carros, do coletivo UTOPIE Paysages



Recliclar a cidade, do coletivo Vert Pétant.



Micros "menires" displiscentemente colocados na rua, dos membros do SYN - atelier d?exploration urbaine.

O crédito das fotos das obras é Denis Farley et Stéphane Bertrand.

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wFriday, July 04, 2008




Jazz, People and CCTV

Meio sem tempo para posts no Carnet, finalizando livros, artigos e preparando viagens e arguição de tese para a próxima semana. Assim, para preencher esse vazio, coloco algumas fotos que fiz na semana passada (estão todas no meu Flickr) no Festival de Jazz de Montreal.

Deixo também essa foto que fiz na segunda feira passada perto da minha casa, mostrando um graffiti de uma CCTV (câmera de vigilância). Gosto da ironia dessas fotos e do uso do espaço público pelos graffiti. A imagem aqui aparece como um fantasma de um objeto que poderia mesmo estar observando a rua. O graffiti tem, obviamente, uma função crítica, já que chama a atenção para o estado de vigilância pública atual, e para a disseminação desses dispositivos no nosso cotidiano. Mas fico me perguntando se isso não seria um aspecto preocupante de sua naturalização.

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wFriday, June 27, 2008


Leonard Cohen, Suzanne

Final do concerto em homenagem a Leonard Cohen ontem a noite na Place des Arts, abrindo o Festival International de Jazz de Montréal. Vários cantores se apresentaram e, no final, a projeção de Cohen cantando Suzanne no seu último espetáculo em um teatro aqui perto.



Suzanne takes you down to her place near the river
You can hear the boats go by
You can spend the night beside her
And you know that she's half crazy
But that's why you want to be there
And she feeds you tea and oranges
That come all the way from China
And just when you mean to tell her
That you have no love to give her
Then she gets you on her wavelength
And she lets the river answer
That you've always been her lover
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that she will trust you
For you've touched her perfect body with your mind.
And Jesus was a sailor
When he walked upon the water
And he spent a long time watching
From his lonely wooden tower
And when he knew for certain
Only drowning men could see him
He said "All men will be sailors then
Until the sea shall free them"
But he himself was broken
Long before the sky would open
Forsaken, almost human
He sank beneath your wisdom like a stone
And you want to travel with him
And you want to travel blind
And you think maybe you'll trust him
For he's touched your perfect body with his mind.

Now Suzanne takes your hand
And she leads you to the river
She is wearing rags and feathers
From Salvation Army counters
And the sun pours down like honey
On our lady of the harbour
And she shows you where to look
Among the garbage and the flowers
There are heroes in the seaweed
There are children in the morning
They are leaning out for love
And they will lean that way forever
While Suzanne holds the mirror
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that you can trust her
For she's touched your perfect body with her mind.

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wTuesday, June 24, 2008


Picture of the YEAR!



O bom de estar em Montreal é poder encontrar velhos amigos. Tomava um café perto da Place des Arts quando vejo passar um velho amigo, hoje com 73 anos, que não me conhece. Ele sempre esteve próximo, seja em suas músicas, poemas ou romances. Esses são os amigos imaginários e virtuais (esse é um dos efeitos da mídia de massa, nos sentimos próximos de artistas e personalidades que admiramos), presentes em momentos alegres ou difíceis. Quando o vi passar, fui em sua direção e me apresentei:

- Hi Mr. Cohen, my name is André, an old friend from Brazil. You don't know me, but you allways gave me support with your work.

Ele me estende a mão e sorri.

Digo a ele: "You're going to Brazil for a concert, right?
Ele levanta as mãos e me responde: "oh, you know, I don't know, maybe one day". E sorri calorosamente. Digo: "yes, in São Paulo". Ele ri de novo. Sim, ele fará um concerto em São Paulo, mas parece não se lembrar... E fará um concerto hoje a noite (os ingressos esgotaram no mesmo dia ao preço de 180 dólares), depois de 15 anos sem se apresentar em público. Estava andando na rua a caminho do teatro. Passava despercebido pelas pessoas!

Pergunto: "Can we take a picture?" Ele diz, "sure". Me aproximo timidamente e ele me abraça, colocando sua mão no meu ombro. Uma pessoa que estava com ele fez a foto. Agradeço, desejo um excelente show e me afasto...quando me dei conta, estava correndo, com um riso bobo no rosto!

E hoje, dia da festa dos 400 anos do Québec aqui em Montreal, quem ganha o presente sou eu!

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wSunday, June 22, 2008


Video of the Day

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wTuesday, June 17, 2008


Ciberflânerie

Mais uma Ciberflânerie, feita com um GPS tracker, agora pelas pontes de Montreal.

Clique na imagem, vá ao site e navegue pelas fotos e vídeos de uma ida e volta ao/do Parc Jean Drapeaux, de bike, com direito a um Piknic Eletronic.

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Pictures of the Day


Habitat 67


Sinalização no parque. Seria bem-vinda no Brasil, mas ninguém respeitaria


Ponte Jacques Cartier

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wSaturday, June 14, 2008


Picture of the Day


An ecological bike! Montreal, Plateau, 2008

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wThursday, June 12, 2008


Wireless Place



Um exemplo de novos significados dos lugares com o uso das tecnologias móveis e redes sem fio é a possibilidade de acesso à internet a partir dos lugares públicos. Venho sempre ao parque La Fontaine, no Plateau, em Montreal. Ando de bike e leio. Quanto preciso me conectar tenho que sair do parque e ir a algum café. Hoje achei um ponto de conexão wi-fi aberto (há vários fechados) e estou fazendo esse blog e publicando essa foto daqui (tirei a foto agora com o computador). De todos os lugares do parque, esse passa a ter um novo sentido e voltarei aqui mais vezes (com certeza há outros que descobrirei depois). O parque é um lugar público: pessoas passeando com filhos e cachoros, gente de patins e bike, gente ouvindo música, tomando sol ou lendo. Um território com suas leis, regulamentos e memória. Mas uma outra dimensão junta-se a essa: a informacional - o que venho chamando de "território informacional". E a seguran?a do lugar me permite usar um laptop sem a menor preocupação. Ou seja, o lugar é uma somatória de diversos territórios e suas funções.

Agora esse lugar tem uma nova função, uma heterotopia de conexão, adicionando à mobilidade física, outra, informacional (posso navega a vontade, blogar, micro-blogar...). Esse lugar agora tem um outro significado pra mim e posso sempre voltar aqui para curtir o parque e, quando não estou lendo, ouvindo música ou vendo as pessoas passearem, me conectar à internet. As redes sem fio e tecnologias móveis de acesso permitem assim, criar novas fun?ões nos lugares, adicionar elementos à memória do lugar e produzir novos significados. Não é um "não-lugar", não é um "lugar sem sentido". É o mesmo Parc La ontaine, mudando.

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wWednesday, June 11, 2008


Satosphere



Pequena amostra em vídeo do satosphere, esfera imersiva com imagens projetadas em toda a superfície da esfera. Pude entrar ontem, no intervalo das conferências sobre imersão, e ter uma idéia da instalação. A imersão é visual e sonora. O projeto é de Johnny Ranger, co-produzido com Bernard Hebert, que falaram ontem sobre imersão e o projeto de "cinema 360".



Abaixo video da montagem a partir do site da SAT:

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wFriday, June 06, 2008


Analogic Locative Media


Rádio-Post na Av. Mont-Royal

A primavera chegou e embora não faça ainda calor (chove a a temperatura está entre 15 e 20 graus), a cidade está em festa. A avenida Mont-Royal fecha durante 4 dias para pessoas e os comerciantes (que colocam coisas nas ruas com descontos). É o festival "Nuit Blanche sur Tableau Noir". Tem-se um sentimento de comunidade forte e essa é uma das características do Plateau (o bairro). Música, pintura, performances, oficinas, etc., fazem parte da festa. É a 13a edição do evento e isso cria uma memória, um sentimento de pertencimento no espaço corrido e comercial da avenida. O evento (temporário) ajuda a fazer desse "espaço" um "lugar", pelo uso "tático" (De Certeau) que as pessoas fazem da rua. Explorei esse aspecto na análise sobre os pervasive games que publico em breve (ver post anterior).


Av. Mont-Royal fechada temporariamente para o Festival "Nuit Blanche..."

O som está presente, mas sem o barulho típico do Brasil. Temos aqui um exemplo, banal e muito conhecido no Brasil, de como as mídia produzem um sentimento de petenciamento, uma heterotopia. No caso em questão são as rádios-poste (como conhecidas no Brasil), como as fotos desse post. É midia de massa, com função locativa, mesmo que ela não reaja ao contexto. Como expliquei em outro artigo, é uma mídia locativa analógica de função massiva, diferente das mídias locativas digitais, que interagem com o contexto e desempenham funções pós-massivas, com as que venho destacando nesse Carnet.



Rádio-Post na Av. Mont-Royal

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wMonday, May 26, 2008


Mobility, ICA 2008

Participei na terça e quarta passadas da pré-conferência "The Global and Globalizing Dimensions of Mobile Communication: Developing or Developed?" no ICA, aqui em Montreal.

Terça-Feira, dia 21

O evento foi de alto nível centrado em diversos aspectos do uso do telefone celular. Muitos dados e poucos vôos teóricos, mas interessante para ter uma visão geral dos estudos e para conhecer melhor as micro e macro relações sociais com o uso do celular.


James Katz, keynote da Pre-Conf

Os palestrantes mostravam suas pesquisas de terreno, os dados coletados e as análises gerais. Nada surpreendente mas olhares locais que ajudam a ter uma visão global dos diversos usos do telefone celular: mulheres e patriarcalismo, mercados na Índia, circulo intimo e reforço identitário, circulação financeira, design e educação...Fui dado um panorama dos usos do celular em vários países. As palestras praticamente não abordaram as experiências com as "locative media", arte ou games, o seja os "location-based services". A discussão sobre o espaço urbano é periférica.

A abertura foi com uma palestra, genérica, de James Katz. O título prometia algo ligado a cognição, mas esse foi apenas tangencialmente tocado. Katz mostrou o celular como um objeto "naturalizado" (ele não usou esse termo), expondo fotos dos mais diversos momento do aparelho na vida quotidiana. Mostrou o celular como artefato cultural (é produzido por e produz novos hábitos, crenças e costumes). Apresentou também algumas vantagens e desvantagens do dispositivo, sempre com dados mundiais. Segundo Katz, há hoje uma grande dependência : 51 por cento das pessoas dizem não poder viver sem um celular, criando o que ele chamou de ?nomophobia? ou ?no mobile phone phobia?. E isso é muito presente no uso que os jovem fazem. Sem o celular eles se sentem fora da vida social. Além disso, se você não tem um celular, você torna-se um problema para as outras pessoas.

Depois as comunicações.

Kas Kalba mostrou a penetração do telefone celular no mundo e sugeriu como hipótese uma correlação climática. O desenvolvimento começou nos países frios e estaria migrando para os países quente. Explicou a penetração da telefonia móvel na Itália pelo pioneirismo no uso de "pay-payed phone". As correlações são difíceis. México e Brasil têm menos celulares que Rússia e Estônia, embora os países latinos tenham uma PIB maior que os nórdicos.

Depois Rivka Ribak, apresentou os resultados de suas pesquisa com mulheres, adolescentes, no oriente médio. O uso de celular ;e universal mas afetado pela cultura. O global negocia com o local. Com práticas patriarcais, cria-se diferentes práticas de adoção e resistência do uso por adolescentes na Palestina. Ela realizou uma etnografia entre 2003 e 2005 com gartoras de 16 a 18 anos. Apresentou questões como: que idade é aceitável para dar um celular para meninas? O marido pode acessar o celular da mulher, e vice-versa? Como conclusão apontou para os antagonismos presentes na adoção do celular na Palestina. A tensão se dá entre tradicionalismo e progresso; protecionismo e liberalismo...

Dana Diminescu se interessa pelo fluxo financeiro e os migrantes e como a telefonia móvel age nesse contexto. A pesquisa busca entender como os migrantes desenvolvem suas relações com a mobilidade: a conectividade e o controle. Centrou a discussão na relação entre migrantes e transferência bancária, mostrando criticamente a relação entre os "mobile operators" e as "credit card companies" (atingem hoje 200 milhões de trabalhadores). Analisou países como Filipinas, Quênia, Índia, França. No entanto, o conceito mais interessante apresentado foi ?habitèle?, proposto por Dominique Boullier. Habitèle é ?a concrete form of connectivity. It refers to all the underpinning of our feeling of belonging - city, national, bank, social networks). Para Boullier,

"L'habitèle désigne ainsi ces dispositifs portables chargés d'information qui nous maintiennent en lien avec nos mondes d'appartenance et qui 'étendent notre bulle' (E. Goffman) au-delà de l'espace de co-présence. Les objets deviennent alors une part de nous-mêmes, ils deviennent en cela très singuliers, car deux portables identiques à la production ne le restent guère dès qu'ils sont entre les mains de deux utilisateurs, d'autant plus facilement que le numérique les rend plastiques, transformables, paramétrables en fonction de la personne." Ou seja, tudo que diz respeito a acesso e pertencimento a um território informacional: senhas, códigos e poder em forma de bits e bytes. Habitèle é como uma "segunda pele", um novo território, um "território informacional", uma zona de acesso informacional controlada.

Já Katie Lever apresentou sua pesquisa com estudantes secundaristas nos EUA para saber como eles usam o iPod, como eles consomem "mobile music". Criou um grupo focal com 43 estudantes e analisou 200 questionários na primavera de 2007. Buscou responder perguntas como: o que motiva ter um MP3 player? onde e quando usa? sentem-se isolados?...etc. A questão da pesquisa é se os MP3 player causam isolamento ou, ao contrário, criam "community building". Há hoje 90 milhões de usuários de iPod. Citou autores que abordaram o tema com Bull (público e privado), Coyne (situação, não-lugar) , Gergen ("absence presence theory"), Garfinkel, 1967 (social control ? controle sobre o ambiente). Para ela, a idéia de um ?soudtrack for life? remete ao "non-place". A idéia é que, já que me isolo e crio o meu som, estaria produzindo um "nao-lugar". No entanto, como mostrei em outro post, podemos pensar que o usuário apenas cria uma modulação do lugar (o som). Mudando o som, muda-se a relação com o lugar. Conclusão: os jovens usam os players para mudar de humor, escapar de constrangimentos e criar outra relação com o espaço e o tempo.

Quarta feira, dia 22

Andrea Kavanaugh, Virginia Tech, HCI, explorou a relação entre o uso do celular e os iletrados. Apontou o celular como "scaffolding technology" (scaffolding : abrigo para trabalhadores) e mostrou problemas e idéias para o design dos aparelhos. Entrou em algumas particularidades e citou o ?jitterbug cellphone? (telefones com apenas o pad com números, on-off e 911) como sendo útil para pessoas analfabetas. Em comparação entre o telefone fixo, celular e computer, o celular é um computador ("screen, files, save, pictures, audio...").

Depois, Dawna Ballard, dos "communication studies" da Universidade do Texas, apresentou sua pesquisa sobre temporalidade, aqui compreendida como as relações pragmáticas como a conexão, a conectividade, o tempo de uso, a hiperconexão (usar sem parar SMS, e-mail, blogs, facebook, twitter...). Em estudo com 2400 pessoas e 17 países mostrou que quase 17% das pessoas são hoje hiperconectadas. A relação com o celular implicaria novos padrões globais e locais do tempo (temporalidade pensada como freqüência de uso). Noções como ?perpetual contact? (Katz, et al), ?space of flows? (Castells), ?network time? (Hassan, 2007), ?presence-absence? (Fortunati), entre outros perpassa a pesquisa. Há particularismos culturais. Citou também a inter-relação entre microblogging e co-presença, dando o exemplo um evento onde os organizadores mudaram a dinâmica depois de discussões no Twitter, mesmo estando todos no mesmo lugar.

Gwen Shaffer da Temple University, Philadelphia, analisou o sistema de acesso a rede "peer to peer" e apontou como este pode ajudar a diminuir o "digital divide". O enquadramento da discussão se deu em termos de economia política, esfera pública e mobilização social. A solução apontada, depois de fracassos no MetroFi, Earthlink, etc, é em sistemas peer to peer com mesh e ad hoc networking. Há problemas de modelos de negócios e os sistemas abertos parecem ser uma alternativa. 54% dos usuários dizem usar conexão de outros. Citou exemplos de mesh como Meraki, Fon, Whiser, já mostradas nesse Carnet e também experiências com as "community networks" como Upsi, Seattle Wireless, Juneau Wireless...entre outras, ou ainda as européias FunkFeuer, Guifi.net, Athens Wireless, Metropolitan Network, czfree.cz..., usando open source software. Os obstáculos são as ISPs, a regulação Federal e o medo em relação à segurança e à privacidade.

Timo Saari, também da Temple University, discutiu o uso social e o espaço público. Como temos mostrado aqui, a "ubiquitous computing" reúne processamento de informação, redes sem fio, sensores e dispositivos móveis, "integrated into everyday objects and activities". Aqui o termo é sinônimo de "pervasive computing". Citou o trabalho de Hiroshi Ishii e sua idéia de "ambient media", com zonas de fachada e de fundo (foreground x background). -> Goffman ? gestalt. Mostrou vários exemplos em que o contexto (o lugar) conta: orientation/ multitasking/ mobilidade, criando o que ele chamou de "psychological sphere"! A pergunta que sua pesquisa tentou responder foi: "what is the effect of context on our use of cellphones?" No meu caso, a questão é a mesma mas invertida: "how te context change with the use of cellphone (microrelacao social, novas funções para antigos lugares, novas funções para novos lugares...), ou seja, como o uso do celular muda a relação com o contexto! Ele chama de "social media" (haveria alguma mídia que não fosse social?) o que prefiro chamar de mídias de função pós-massiva (myscape, facebook, microblogs...). Afirmou que o futuro é "location embedded/physical embedded" e que estaríamos ainda na era da "ubiqutous computing", caminhando para o "embedded universe".

Scott Campbell da University of Michigan discutiu a relação entre "mobile communication and public space", interessado nas relações entre as tecnologias móveis e o engajamento cívico e político. Mostrou que há duas formas gerais de relação com o espaço público: uma informal ? doméstica, pessoal, e uma outra formal, política e cívica, como as diversas manifestações conhecidas como "smart mobs". Citou Castells, Rheingold e Putnam, mostrando o declínio do capital social nos EUA. Sua pesquisa está centrada nos usos: "information exchange / sociability / recreation". Afirmou que os estudos anteriores da internet estavam centrados em questões como "isolation, alienation, less face to face". No entanto, ele afirma que há, diz sua pesquisa, formas de "community building", "informal socializing" que reforçam o capital social e que esse uso informal é importante para um uso mais formal das tecnologias. Segundo afirma, a tendência é haver um aumento do engajamento civil e da participação política.


Rich Ling

Rich Ling mostrou sua pesquisa sobre o uso do celular em círculos íntimos se perguntando se o dispositivo reforça ou não as relações mais íntimas. Ling fez uma pesquisa sobre a situação na Noruega e na Ucrânia com 2325 questionários respondidos na Noruega e 1028 na Ucrânia. Na Noruega a situação é de uma maior penetração e uso de SMS: todos tem celular. Na Ucrânia, apenas os mais jovens. A Ucrânia usa mais voz que SMS, depois e-mail e IM. Na Noruega o celular tem forte penetração entre os teens sendo o uso de SMS bastante difundido. E-mail é pouco usado (sendo considerada uma ferramenta para "velhos". Ling apresentou vários dados e na conclusão afirmou que os celulares suportam interação no "intimate space", que os serviços avançados (Web, IM, Micro-Blogging, etc) "have only limited acceptance".

Jonathan Donner, da Microsoft Research Índia, mostrou uma tipologia do uso dos celulares na Índia para o comércio informal. Os celulares ajudam a reduzem custos, permitem uma comunicação de proximidade e informal com clientes e fornecedores, que ele facilita as "trust-based relationships", aumenta a produtividade e que eles seriam vitais "not for make but for getting money". Citou exemplos sobre o mercado de peixes na Índia. O celular serve aqui para: "serve costumers, get price information, coordinate with trusted partners, serving existing customers, acquire new constumers, bypass middleman, start new business". Seria também uma forma de substituição dos telefones fixos. O mote é micro-coordenação e mobilidade, afirmou (fishemen, taxidiver, roaming traders). A aplicação mais usada é a voz. O celular potencializa os negócios já existentes, ao invés de transformá-los completamente. Da mesma forma, Harsah de Silva, mostrou os benefícios econômicos do acesso à telefonia móvel na Índia, no Paquistão, no Sri Lanka, Filipinas e Tailândia.

Por último, Rich Ling apresentou o trabalho de Helmersen, da Telenor, sobre a prática dos "miss calls", ou seja o uso do celular como código sem pagar a comunicação: uma pessoa liga e desliga antes da outra atender, deixando o numero registrado e, consequentemente uma mensagem: "quando eu ligar, isso significa que já cheguei no lugar do encontro. Segundo a pesquisa há problemas de congestionamento (?) do tráfico na rede e não há lucro para as empresas (?). Segundo a pesquisa, 2/3 do tráfico são de "miss calls". A pesquisa desfaz também alguns mitos: 1. que apenas as pessoas com poucos recursos fazem esse tipo de ligação; 2. que a motivação é apenas econômica, mostrando que isso faz parte do "teens entretainment"Interessante sobre aspecto das relações com o celular ainda pouco estudado.

Na soma, o evento foi bom para conhecimento de práticas embora tenha sentido falta de teorias mais complexas que não sejam apenas derivadas da análise dos dados coletados.

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wThursday, May 22, 2008


Mobility

Vídeos do debate sobre mobilidade realizado na SAT, no Programa Interfaces Montréal, em maio último. No cardápio:


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wSunday, May 18, 2008


Picture of the Day



Riding a bike..., Montreal.

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