EdiçõesO que  é?EnviarOutros Linksvoltar  para  CiberpesquisaExpediente
 
 

404nOtF0und    ANO 3, VOL 1, N. 28· maio/2003

ISSN 1676-2916
Publicação do Ciberpesquisa - Centro de Estudos e Pesquisas em Cibercultura

http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/404nOtF0und

Editor: André Lemos
Editor Assistente: Cláudio Manoel


Um Olhar Pedagógico sobre o Trailer Digital

Por POLLYANA NOTARGIACOMO MUSTARO <pcsn@uol.com.br> e VERA QUEIROZ <vcqm@uol.com.br>

Resumo:
Esta comunicação aborda questões relacionadas à mídia digital, mais especificamente aos trailers cinematográficos disponibilizados na Web, explorando a convergência dos recursos (som, imagem, texto, animação, fragmentação, velocidade, etc.), que, de certa forma, sintetizam as características da sociedade tecnológica. Tal abordagem necessita de uma reflexão sobre como trabalhar questões e práticas educacionais em ambientes virtuais, onde se propõe criar/desenvolver mecanismos que permitam a elaboração de cursos mais dinâmicos e orientados para “aprender a aprender”.

Abstract:
This communication deals with matters related to the digital medium, more specifically to cinematographic trailers, found on the Web, exploring the conversion of resources (sound, image, text, animation, fragmentation, velocity, etc.), which somehow synthesize the characteristics of the technological society. Such approach needs a reflection on how to work with matters of educational practices in virtual environments, in which it is proposed to create/develop mechanisms that allow the setting of courses that are more dynamic and oriented to “learning to learn”.

A  educação  deve  ‘problematizar  o  saber’, contextualizar  os  conhecimentos,  colocá-los em perspectiva, para que os aprendentes possam apropriar-se deles e utiliza-los em outras situações” (BELLONI, 2001, p. 61).

 

O avanço tecnológico abre novos horizontes para a exposição e divulgação das artes. Cada vez mais vemos escritores, pintores, músicos, artistas de modo geral, utilizarem a Internet para publicarem e exporem suas obras ou suas composições musicais. Assim, também o cinema faz uso da mídia eletrônica como forma de conquistar novos fãs, conse-guir patrocinadores, vender novos filmes e lançar seus produtos comerciais na área de lazer e entretenimento.

Esta possibilidade de apresentação de filmes pela Internet, se por um lado é positiva, por outro trouxe preocupação para a indústria cinematográfica quanto aos direitos autorais que regem este universo digital e as formas legais de coibir a prática de pirataria.

Segundo notícia veiculada em PC Master em 17 de agosto de 2001 e disponibili-zada na Web pelo Yahoo! Brasil Notícias – Tecnologia1, com o título “Estúdios se Unem para Oferecer Filmes na Web”, vê-se nitidamente esta preocupação dos estúdios cinemato-gráficos. De acordo com a matéria:

“Cinco  dos  maiores  estúdios  de  cinema dos EUA  se  juntaram para  desenvolver   um  serviço  online  de  distribuição de filmes. Os  estúdios  oferecerão  aos  usuários  de banda larga os últimos lançamentos  e  acesso ao enorme acervo de filmes já produzidos. As empresas também abrirão o serviço para outros produtores de filmes que queiram utilizar esse canal de distribuição.  Com  essa iniciativa, as companhias evitam ainda que seus filmes  comecem a ser pirateados como aconteceu com o Napster. Os planos para coibir o vazamento dos filmes do serviço, é usar um software de gerenciamento de Direitos Autorais que deve ser constantemente atualizado. O preço a ser cobrado e a data de lançamento ainda não foram revelados.”

 

 

 

 

Portanto, o usuário da Internet deve conhecer e estar alerta para as facilidades e restrições impostas pelos mais diversos autores que dispõem suas obras neste meio eletro-nico.

Um dos recursos utilizados pelo cinema, por seu grande potencial publicitário, é o de exibição de trailers. O surgimento da WWW (World Wide Web) tornou mais fácil para os fãs do cinema assistirem um trailer de uma produção que já está em cartaz, ou, até mes-mo daquela que está sendo divulgada com antecedência pela indústria cinematográfica com o propósito de ser um chamariz para seu grande lançamento2.

Pereira (2002) coloca que “Praticamente todos os estúdios de Hollywood estão privilegiando a rede mundial de computadores para o lançamento de trailers e diversos outros conteúdos afins com o objetivo de atrair mais público às salas de cinema e gerar novos negócios”. Esta estratégia, segundo Robson Pereira, praticamente duplicou a visitação e cresceram em 75%, acessos, à Lucasfilm ao Portal SonyPictures (sendo 50% deste índice diretamente ligado ao Homem Aranha e Resident Evil) respectivamente.

Outra técnica usada atualmente pelo cinema é a de fazer chamadas para o próprio trailer do filme antes de liberá-lo. Esta é uma forma de criar maior impacto e expectativa para a produção cinematográfica3.

Antigamente as exibições de trailers ocorriam somente nas salas de cinema. Para ter acesso aos próximos lançamentos da indústria cinematográfica era necessário assistir a um filme que estivesse em cartaz ou acompanhar as críticas e comentários através da TV ou do Jornal. Com o instantaneismo da Internet, o trailer passou a estar disponível “a um clique do mouse”.

O acesso a trailers digitais na Web também atende a outras funções e necessidades. Através do registro de visitação às páginas onde estão disponibilizados os trailers, tornou-se possível, para a indústria cinematográfica, avaliar o potencial mercadológico de um filme a ser lançado. Segundo um press release divulgado pela Warner Bros4, TheMatrix.com recebeu mais de 20 milhões de visitantes desde que o trailer Matrix Reloaded foi liberado e ainda, que nas primeiras 72 horas após sua liberação na Web no dia 15 de maio, o trailer foi copiado para as máquinas dos usuários mais de 2 milhões de vezes, batendo os recordes de Harry Potter e do Senhor dos Anéis – A sociedade do Anel. Estes dados são importantes, pois permitem que se tenha uma prévia das expectativas que os fãs apresentam em relação aos filmes a serem lançados.

O merchandizing também se faz presente através dos trailers quando da execução de pequenos trechos da trilha sonora de um filme em cartaz ou a ser lançado. Isto leva, por vezes, o consumidor a compra de CDs de músicas pertencentes à trilha sonora sem que necessariamente vá assistir ao filme. Inclusive, a indústria cinematográfica começou a investir diretamente nesta área como mostra o website “Spider-man Official Merchandise”5, que apresenta o seguinte slogan: “A loja virtual oficial do Homem Aranha encontrou um novo lar na Sony Style e lança NOVO produto que inclue máscara temática, posters, brinquedos e a exclusiva roupa do elenco - COMPRE AGORA!!!” 6. Nesta página web é possível, por exemplo, adquirir a trilha sonora do filme, livros sobre o Homem Aranha e enviar cartões postais do personagem para um amigo.

Um elemento significativo em relação aos trailers digitais disponibilizados na Web e que não pode deixar de ser citado é que, por serem informações codificadas digitalmente, “podem ser transmitidas e copiadas quase indefinidamente sem perda de informação, já que a mensagem original pode ser quase sempre reconstituída integralmente apesar das degradações causadas pela transmissão (telefônica, hertziana) ou cópia” (LÉVY, 1999, p. 51).

Além disso, a disponibilização de trailers digitais na Web tem revolucionado o mercado de entretenimento. A possibilidade de assistir um pequeno “preview” na Internet, uma espécie de “viodeclip” com cenas que instigam o espectador a ir ao cinema, permite um contato direto com a própria produção e bastidores da filmagem. Através da navegação em websites que fazem o pré-lançamento, tendo em vista a previsão do retorno do investimento, é possível ver o trailer, ler o script do filme, ouvir trechos da trilha sonora, fazer o download de wallpapers, screensavers e comprar produtos como CDs (trilha sonora), camisetas e tantos outros objetos.

Estas novas configurações sociais, voltadas para o lazer e entretenimento, requi-sitam novos profissionais que tenham um determinado domínio técnico / teórico e habi-lidades para analisar, compreender e criticar a adequação dos materiais que estão sendo disponibilizados na Web, bem como imaginar e refletir sobre as possíveis tendências deste mercado.

Segundo Belloni (2001) a relação entre educação e tecnologia implica em “que o uso de uma ‘tecnologia’ (no sentido de um artefato técnico), em situação de ensino e aprendizagem, deve estar acompanhado de uma reflexão sobre a ‘tecnologia’ (no sentido do conhecimento embutido no artefato e em seu contexto de produção e utilização)” (p. 53).

Tomando como base essa visão de Belloni e as possibilidades geradas pela tecno-logia, tanto como instrumento de ampliação do espectro comunicacional e interativo quanto facilitador do acesso às informações presentes na Web, acreditamos ser pertinente a necessidade de criar "espaços virtuais" para a discussão e reflexão conjunta e orientada das questões relacionadas aos trailers digitais. A configuração desses espaços virtuais requer um projeto estruturado que trabalhe as características e analise as linguagens utilizadas nos trailers cinematográficos para a divulgação de filmes, envolvendo elementos interdisci-plinares e hipermidiáticos.

O estudo desses elementos pode ser feito em um curso de extensão, oferecido a distância, on-line, com carga horária de 30 horas (distribuídas em 5 semanas) a alunos graduados interessados em analisar e refletir criteriosamente sobre trailers cinematográficos disponibilizados neste novo substrato eletrônico. Para participar do curso, o candidato precisa atender a alguns requisitos básicos: ter acesso à Internet e fluência tecnológica – que lhe permita fazer pesquisa na Web e manipular ferramentas de interação (síncronas, assíncronas e de compartilhamento) –, ter tempo disponível para participar de fóruns de discussão e (se necessário) de chats e conhecimento intermediário da língua inglesa para leituras de textos.

Um curso nestes moldes seria orientado por uma dupla de professores, oriundos das áreas de Língua Estrangeira e de Comunicação, que ofereceriam não só suporte lingüístico e teórico, mas também atividades on-line que permitissem aos alunos interagir (com os colegas, com o material, com o professor e com a própria interface do programa utilizado), elaborar comentários, levantar questões e construir coletivamente conhecimentos. Esta proposta de criação de um ambiente colaborativo e participativo digital está pautado nas Novas Tecnologias de Comunicação e Informação (NTCIs),“que oferecem possibilidades inéditas de interação mediatizada (professor/aluno; estudante/estudante) e de interativi-dade com materiais de boa qualidade e grande variedade. As técnicas de interação mediatizada criadas pelas redes telemáticas (e-mail, listas de discussão, webs, sites, etc.) [...] permitem combinar a flexibilidade da interação humana  (com relação à fixidez dos programas informáticos por mais interativos que  sejam) com a independência no tempo e no espaço, sem por isso perder velocidade” (BELLONI, 2001, p.59).

Para trabalhar com a análise crítica e reflexiva de trailers digitais em um curso formatado para veiculação on-line, é necessário estabelecer uma estrutura temática modular que oriente as leituras e navegações dos alunos e atente para: as características e funções dos trailers disponibilizados on-line, as linguagens utilizadas nesses trailers (vídeo, som, texto, etc.), as questões relacionadas aos direitos autorais e as formas e os critérios de análise destes pequenos excertos de filmes.

Com relação aos módulos, eles devem conter, além de textos escritos pelos próprios docentes do curso, instruções sobre como trabalhar com as informações, textos selecionados e disponibilizados na Web (através de um redirecionamento automático para o website original de hospedagem da página em questão) e exercícios complementares aos estudos. A utilização de ferramentas de comunicação assíncrona (fórum) e síncrona (chat) completam este quadro, pois permitem que se estabeleça uma discussão sobre as temáticas modulares e interações entre os participantes do curso (bem como com o professor).

A proposta de um curso on-line desse tipo também deve estar pautada em uma filosofia de acompanhamento e avaliação do processo e do crescimento intelectual dos alunos, pois “usar todas as novas tecnologias na educação e na formação sem mudar em nada os mecanismos de validação das aprendizagens seria o equivalente a inchar os músculos da instituição escolar bloqueando, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de seus sentidos e de seu cérebro” (LÉVY, 1999, p. 175). Em cursos on-line a avaliação pode ser feita a partir da participação dos alunos nos debates, da interação com os colegas e profes-sores e, no caso de trailers digitais, da confecção de um projeto final de análise crítica e reflexiva de um trailer escolhido pelos próprios alunos e elaborado em duplas ou em peque-nos grupos. Estes trabalhos (e o feedback relacionado a eles) também seriam disponibi-lizados on-line, para que todos pudessem debater a respeito e ver as soluções encontradas pelos colegas para a aplicação dos conhecimentos adquiridos durante o período do curso. Outra ação complementar, para que este embrião de comunidade de discussão e análise de trailers digitais continuasse a desenvolver seus estudos e discussões de forma autônoma, seria a criação de uma lista de discussão em ambiente público e gratuito. Isto garantiria a liberdade para a manutenção dos debates e contato pessoal entre os integrantes da turma.

Para a viabilização do curso on-line é necessária uma divulgação prévia, através de vários veículos de comunicação e através do Website da própria Instituição responsável pelo curso, com informações pertinentes (ementa, prazos de inscrição, pré-requisitos, for-mas de inscrição e preço), e um formulário para a inscrição. Após o processo de inscrição e formação da turma é possível iniciar as atividades elaboradas para esse fim.

Outra questão importante no que tange a facilitar o processo de viabilização do curso está relacionada à implementação deste através de uma plataforma de gerenciamento e administração de cursos on-line, tal como, WebCT, Blackboard, entre outras. Estas plataformas oferecerem uma interface amigável, personalizável e ferramentas (admi-nistrativas, de mediação e colaboração, de manutenção e armazenamento de conteúdos e de gerenciamento dos alunos, incluindo dados estatísticos e relatórios). De forma comple-mentar, esta estrutura também necessita de Suporte Técnico que ajude tanto os professores quanto aos alunos a solucionar problemas desta ordem.

Finalmente, com o intuito de implementar um curso on-line de qualidade, é impor-tante ter uma equipe de desenvolvimento e manutenção formada por:

• Professores – Um Professor de Língua Inglesa e um Professor da Área de Comu-nicação ou Pedagogo com experiência ou cursos e pesquisas na área de comunicação e mídia digital. Ambos deverão ter, ainda, conhecimentos de linguagens para a produção de arquivos para visualização através de browsers (navegadores), hipertexto e da integração destes elementos com o sistema escolhido para disponibilização do curso.

• Suporte Técnico – O suporte técnico poderá ficar a cargo de um dos integrantes da equipe de analistas da instituição ou universidade, contanto que este também tenha conheci-mentos do ambiente virtual e das ferramentas implementadas pelos professores para o curso.

• Suporte Administrativo – Este ficará a cargo da Secretaria Geral da instituição ou Universidade responsável pelo oferecimento e pela certificação do curso.

Este formato de curso, oferecido on-line, apresenta propostas educacionais mais condizentes com as exigências da sociedade tecnológica (sociedade da informação), onde, através de práticas interativas e comunicacionais, o aluno tem a possibilidade de aprender a se manifestar perante os produtos culturais apresentados digitalmente. Sendo esta uma área totalmente nova requer estudos e análises mais aprofundados que permitam avançar na discussão acadêmica para a instituição de uma nova educação que venha a contribuir para a formação de indivíduos críticos e reflexivos.


NOTAS
1 “Estúdios se unem para oferecer filmes na Web”, PC Master, 17/08/01.
2 Este é o caso, por exemplo, do filme Matrix Reloaded, cujo trailer já pode ser assistido embora o lançamento do filme esteja previsto somente para 2003
3 Exemplo disso pode ser visto em: [http://planeta.terra.com.br/arte/pod/chamada.htm], onde o anúncio da liberação do trailer do filme Matrix Reloaded se dá através de uma foto do filme, data e endereço de acesso ao trailer digital. O website ainda pode ser acessado, embora o trailer do filme tenha sido liberado em 15/05/02.
4 Os dados foram compilados a partir do texto original que se segue:
‘Matrix’ trailers set online record
“POSTED ON 05/24/02 AT 10:00 A.M.
“BY THOMAS CHAU
“The following is a press release sent out by Warner Bros. regarding the popularity of
the ‘Matrix’ trailers, which hit the next on May 15th.
“BURBANK, CA, May 23, 2002 - Fans around the globe have converged upon TheMatrix.com to view the first teaser trailer for The Matrix Reloaded and The Matrix Revolutions, the hotly anticipated sequels to Warner Bros. Pictures' ground-breaking, Academy Award-winning action blockbuster The Matrix.
“TheMatrix.com has received over 20 million page views since the teaser trailer was released, demonstrating unprecedented web traffic at a feature film website over a year in advance of the release of The Matrix Reloaded, the second installment in the trilogy that stars Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss and Hugo Weaving.
“In the first 72 hours following its release on May 15, the trailer was downloaded over 2 million times, shattering records previously set by websites for Harry Potter and the Chamber of Secrets and The Lord of the Rings. (If these Matrix downloads were played back-to-back, the trailer would run continuously for over five years.) This translates into over 8,000 gigabytes of data being downloaded worldwide, an amount that would typically crush or freeze most web servers - but through the power and support of the AOL server which houses the site, fans were able to view the trailer and explore the world of TheMatrix.com to optimum effect. […]” (CHAU, 2002).
5 SONY Pictures. “Spider-man Official Merchandise”, 2002 [http://www.spiderman.sonypictures.com/store/].
6 No original: ”The Official Spider-Man Online Store has found a new home at Sony Style and features NEW product to include Action Figures, Posters, Toys and the Exclusive Cast and Crew Merchandise BUY NOW!!!” (SONY, 2002).

Referências Bibliográficas e Telemáticas:
BELLONI, Maria Luiza, 2001, Educação a distância. 2.ed. Campinas, SP:Autores Associados. (Coleção educação contemporânea)
CHAU, Thomas. “Matrix trailers set online record”, Cinecon, 24/05/02 [http://www.cinecon.com/news.php3?d=020524&n=4].
“Estúdios se unem para oferecer filmes na Web”, PC Master, Yahoo! Brasil Notícias, Tecnologia, 17/08/01 [http://br.yahoo.com/noticias/tecnologia/pcmaster/article.html?s=br/noticias/010817/tecnologia/pcmaster/Estudios_se_unem_para_oferecer_filmes_na_Web.html].
LÉVY, Pierre, 1999, Cibercultura. 1.ed. Trad. de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Ed. 34. (Coleção TRANS)
PEREIRA, Robson. “Trégua na batalha entre cinema e Internet – Estúdios recorrem cada vez mais à rede para lançar trailers e atrair público para as salas”, Caderno 2, O
Estado de S. Paulo, Quinta-feira 25 de Abril de 2002 [http://www.estado.estadao.com.br/editorias/2002/04/25/cad033.html].
SONY Pictures. “Spider-man Official Merchandise”, 2002 [http://www.spiderman.sonypictures.com/store/].