André Lemos is Associate Professor, Faculty of Communication, Federal University of Bahia, Brazil. PhD in Sociology, Sorbonne (1995), Visiting Scholar University of Alberta and McGill University, Canada (2007-2008). Coordinator of Cybercity Research Group (UFBa/CNPq) and Researcher level 1 at CNPq. Member of Prix Ars Electronica, Wi. Journal of Mobile Media and Canadian Journal of Communication Board. This Carnet is online since March 1st, 2001.
Excelente iniciativa mesclando redes sociais (blogs e microblogs) com mapas em um exercício de cidadania, tornando coletivamente visível o que só é visível individualmente, os buracos por onde passamos e caímos todos os dias em cidades como Fortaleza e Salvador. A inciativa de blogueiros e tuiteiros de Fortaleza mostra como mapas, redes sociais e mídias locativas podem ser instrumentos de cidadania e de pressão sobre os poderes públicos. Além disso, mapeando o que está no entorno, cria-se uma atenção focada nos lugares, um olhar vigilante e crítico sobre o espaço urbano. Emerge aqui possibilidades de criação de novos significados dos lugares em meio a um urbanismo racionalizante e uma sociabilidade ubana politicamene apática. Essa iniciativa deveria ser tomada aqui também, onde o nosso já tradicional "asfalto de açúcar" transforma cada trecho de ruas e avenidas em verdadeira cratera. A informação desta experiência me chegou via Twitter pelo @fabiofernandes RT @inagaki...rede de redes, informção circulando...
Vejam trechos do Liberdade Digital e o mapa completo aqui. Para a nossa realidade, ou outras, é só trocar Fortaleza pela sua cidade. Trocando por Salvador funciona perfeitamente:
"Fortaleza está cheia de buracos. Isso é fato e fácil de comprovar. A Prefeitura de Fortaleza diz que não pode realizar a operação tapa buracos enquanto o inverno não terminar. É, mas alguns dos buracos já 'viviam' em Fortaleza há bastante tempo. A malha viária da cidade está desgastada há anos. A quantidade de carros circulando e a falta de novas vias de acesso acabam colaborando para a destruição do já tão fraco asfalto. Pensando numa forma de protesto, os blogueiros: @rcarneiro @rodrigogalba @rafaelgaldino @cmilfont @marioaragao @natanaelpantoja e eu (@emiliomoreno), decidimos mobilizar quem circula pela cidade e tem acesso à internet, para apontar no Google Maps, os #buracosfortaleza (buracos de Fortaleza). A organização do movimento foi feita pelo twitter e tem também a finalidade de alertar as pessoas para os pontos esburacados. (...) Independente de ter blog ou não, estar no twitter ou não, qualquer pessoa pode indicar o seu buraco 'preferido', aquele em que você é obrigado a passar todos os dias. Basta acessar o mapa, estar logado numa conta do Google (GMail, por exemplo) e apontar. Para manter a order, foi padronizada a tag #buracosfortaleza. Depois de apontar o trecho esburacado, a pessoa escreve a tag e daí descreve a localização do detalhes. Vale até desabafo. (...)"